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A evolução do vinho

25 novembro 2009 | por Editorial | Seja o primeiro a comentar

É comum ouvir que vinho velho é sinônimo de vinho bom. Isso não é necessariamente uma verdade. A longevidade da bebiba depende de diversos fatores, como teor alcoólico, presença de taninos, nível de açúcar e quantidade de acidez. Quanto mais o vinho tiver os itens citados, mais tempo ele durará. É importante, porém, lembrar que um vinho tem várias fases de vida, que vão desde sua infância até velhice e morte. O ideal é consumi-lo na maturidade.

De todos os vinhos, os de maior longevidade são os chamados generosos, como Porto, Madeira e Jerez, por exemplo. Isso acontece principalmente com os mais adocicados, pois são muito alcoólicos, têm muito açúcar e consequentemente muita acidez para equilibrar seu sabor. Já quando o assunto são os vinhos de sobremesa, os mais longevos são os brancos doces botritizados, que possuem grandes quantidades de açúcar e ácidos.

Uma das grandes qualidades do vinho é poder utilizá-lo mesmo depois da sua “morte”. Diferentemente dos alimentos, nesse estágio final ele não faz mal a quem consumi-lo. O difícil será você ter algum prazer degustando-o nessa fase, mas talvez você possa utilizá-lo para o preparo de alimentos.

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