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	<title>Carlos Cabral &#187; Notícias de vinhos</title>
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		<title>Vinho: um prazer individual que não pode ser imposto</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 18:55:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias de vinhos]]></category>
		<category><![CDATA[vinho]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho vivido boas e memoráveis experiências com vinho nesses últimos 40 anos em que resolvi me dedicar ao estudo deste néctar dos Deuses. Mas, como em tudo na vida, o caminho não é só feito de flores. Temos também alguns momentos de “phyloxera” constantemente por perto, rondando. 
Sempre defendi o prazer de degustar um vinho, seja ele qual for, e sempre fui contra os que usam do expediente de preços, de notas, de conhecimento enlatado, de alpinismo social etc. Com o milagre econômico que estamos vivendo, felizmente muitos novos consumidores ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho vivido boas e memoráveis experiências com vinho nesses últimos 40 anos em que resolvi me dedicar ao estudo deste néctar dos Deuses. Mas, como em tudo na vida, o caminho não é só feito de flores. Temos também alguns momentos de “phyloxera” constantemente por perto, rondando. </p>
<p>Sempre defendi o prazer de degustar um vinho, seja ele qual for, e sempre fui contra os que usam do expediente de preços, de notas, de conhecimento enlatado, de alpinismo social etc. Com o milagre econômico que estamos vivendo, felizmente muitos novos consumidores estão tendo acesso ao vinho, mas esses mesmos consumidores estão sendo bombardeados por informações muitas vezes equivocadas, fazendo esse jovem consumidor ter que se decidir por rótulos de prestígio duvidoso, preços inadequados e/ou imposição de gosto e estilo. Poucos são aqueles que entram neste mundo e buscam somente o prazer.</p>
<p>A cada dia, mais me convenço que o vinho existe para ser o agente da sociabilidade. O vinho tem esse papel e só a esse fim é que se presta unir as pessoas em torno de uma mesa e ajudar na conversa. Cor, aroma e sabor são detalhes, tão naturais como se alimentar da comida de nossa casa. O vinho, quando usado como veículo de esnobismo, costuma cobrar um preço alto, pois nem sempre quem o prova julga tudo aquilo como quem o oferece. Aí fica aquele hiato desagradável porque, como diz a máxima, “gosto não se discute&#8221;! Lembrem-se: quem dá o que tem, mais não é preciso!</p>
<p>Comprar vinhos caros é fácil, merecê-los é outra coisa muito distante. Querer impor gosto e fazer da prova uma demonstração de poder também é fácil, já adquirir o respeito e a unanimidade é bem mais difícil.</p>
<p>O vinho deve fluir naturalmente. Jamais devemos esquecer que a qualidade maior de uma degustação é exatamente o momento em que estamos realizando a prova &#8211; a situação que estamos vivendo (se é uma comemoração ou não) e fundamentalmente a companhia que está conosco. Acredito que o melhor vinho do mundo é aquele que degustamos na companhia de quem amamos. Não vai aqui nenhuma declaração melodramática, mas uma constatação exercitada nos últimos 40 anos!</p>
<p>Tenho cruzado com consumidores iniciantes, que acabaram de fazer algumas aulas sobre vinhos e que já começam a ditar regras, julgando-se “conhecedores”. O conhecimento do vinho, como tudo na vida, não é uma “reserva de mercado”, mas este conhecimento, como qualquer outro, requer dedicação, paciência e tempo. Prefiro as descrições pessoais, repletas de emoções e de detalhes curiosos às frases cunhadas sobre aromas, cores, sabores e sei lá mais o que. A maioria dos enólogos do mundo que não buscam o “estrelismo” também não gosta deste rebuscado linguajar para definir duas coisas essenciais na vida, que são: gostei ou não gostei. É tudo tão simples, por que complicar? </p>
<p>Recomendo a todos que tomem seus vinhos pelo simples prazer de tomar, dividam suas taças, reúnam os amigos e as pessoas queridas, celebrem a vida, e se afastem dos esnobismos e das idéias pré-concebidas. Com certeza esse vinho lhe cairá muito melhor, e fará um grande bem a sua alma!</p>
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		<title>Os vinhos do Natal de 2009</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 16:02:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias de vinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste Natal de 2009, fomos 24 pessoas em torno da mesa. Descontadas as quatro crianças, os 20 adultos puderam saborear uma coleção muito heterogênea de vinhos. A escolha foi de liberdade total, somente um vinho tinha já seu lugar marcado, pois seria degustado no final da refeição acompanhando os maravilhosos e já tradicionais biscoitos de amêndoas que minha mulher Leda prepara todos os anos para esta data.
O vinho em questão era um Porto Vintage 1972, da famosa Casa Dow’s. O ano celebra para nós o nascimento de nosso filho primogênito, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste Natal de 2009, fomos 24 pessoas em torno da mesa. Descontadas as quatro crianças, os 20 adultos puderam saborear uma coleção muito heterogênea de vinhos. A escolha foi de liberdade total, somente um vinho tinha já seu lugar marcado, pois seria degustado no final da refeição acompanhando os maravilhosos e já tradicionais biscoitos de amêndoas que minha mulher Leda prepara todos os anos para esta data.</p>
<p>O vinho em questão era um Porto Vintage 1972, da famosa Casa Dow’s. O ano celebra para nós o nascimento de nosso filho primogênito, o André. Pela data, este Porto apresentou aspectos de um grande tawny. A borra, que era muita, já havia se decantado no fundo da garrafa. Os aromas e sabores de frutas vermelhas estavam presentes e delicados, como cabe a um vinho dessa idade. Como sempre, um senhor vinho, digno de nossa melhor atenção.</p>
<p>Antes de nos sentarmos, algumas garrafas de Espumante Moscatel da Salton e do Club des Sommeliers foram degustadas. Esses vinhos oriundos da uva Moscatel, bem gelados, aromáticos e levemente adocicados são sempre um sucesso entre aqueles que não têm o vinho como alimento diário. Estes dois espumantes são bons vinhos de pré-festas. Quando servidos a baixas temperaturas, fazem surgir suas excelentes qualidades aromáticas, que encantam a todos.</p>
<p>Com o Bacalhau nas Natas, outra obra de arte da Leda, foram levadas à mesa duas opções de vinho branco. A primeira um Sauvignon Blanc 2008 da Casa Silva, do Vale de Colchagua, no Chile, rico em aromas de frutas tropicais como goiaba, abacaxi e maracujá, com espetacular acidez e retrogosto longo e persistente. O outro vinho foi um Chardonnay Mount Riley 2008, da Região de Marlborough, na Nova Zelândia. Um potente vinho com 14% de álcool e um corpo digno de destaque. Aromas florais e de frutas também estavam presentes, além da boa acidez sempre desejada nestes casos. </p>
<p>O produtor desse Chardonnay está tentando vender seus vinhos no Brasil e possui uma coleção de varietais de fazer inveja. Seu Riesling, por exemplo, não fica a dever nada aos melhores caldos produzidos na Alemanha. Ambos os vinhos são apresentados em garrafas com Screw-cape, a tampa de metal com rosca que, dentro de mais alguns anos, será a grande opção para os vinhos jovens de consumo rápido, ficando os vinhos de guarda com as tradicionais rolhas de cortiça. </p>
<p>Quando as carnes e as massas foram servidas, fomos até a adega buscar duas jóias distintas. A primeira foi o vinho Matilda Plains 2006, oriundo da Austrália, na jovem casa vinícola Bremerton fundada em 1988, localizada em Langhome, no sul do país. Trata-se de um bem elaborado corte de Shiraz com Cabernet Sauvignon, com a potência de 15% de álcool &#8211; em outras palavras, um “vinhaço”. Dez dias depois, ao escrever estas linhas, ainda sinto seu gosto na boca, que era de uma explosão de frutas vermelhas maduras, com um toque inconfundível do Shiraz daquelas bandas do mundo! O nome do vinho homenageia uma cadela que vive nos vinhedos. No rótulo, há um selo dourado com sua imagem. Já no contra rótulo encontramos, além da assinatura do enólogo, um desenho da pata cheia de sardas da cadelinha que também assina o vinho.</p>
<p>O outro vinho tinto foi um troféu de uma viagem que fiz em 2003 para a África do Sul &#8211; o Boschendal Grand Reserve 2001. Este vinho é produzido somente em anos excepcionais, quando as uvas estão no ponto certo de maturação e com qualidades superiores. Trata-se de um corte de 45% de Cabernet Franc, 35% de Cabernet Sauvignon, 15% de Shiraz e 5% de Merlot, com um álcool total de 14,5%. O produtor é um dos mais antigos daquela terra. A empresa, fundada em 1685, só produz vinhos de altíssima qualidade até hoje. É um vinho sublime em todos os aspectos, com uma forte e marcante personalidade.</p>
<p>Para acompanhar o conjunto de doces que foi servido e fechar com chave de ouro a magnífica celebração, abri o Trilogia da José Maria da Fonseca. Trata-se de um Moscatel de Setubal muito raro e especial, pois é um corte de vinhos Moscatéis dos anos 1900, 1934 e 1965, três anos de qualidades superiores nos quais se obtiveram vinhos raros de Moscatéis e que o tempo só os fez melhorar. A garrafa aberta, totalmente seca, ainda libera os aromas de damascos e baunilha.</p>
<p>Como sempre fazemos, lembramos dos ausentes que já não estão mais conosco, agradecemos por mais um ano de vida, brindamos o futuro, pedimos a Deus que continue a cuidar de todos nós e renovamos os votos para estarmos todos juntos novamente neste Natal de 2010 &#8211; sempre acompanhados de amor, amizades e bons vinhos!</p>
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		<title>Paulo Milagres Junior (1945-2009)</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 03:18:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias de vinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Milagres]]></category>
		<category><![CDATA[SBAV]]></category>
		<category><![CDATA[vinho do Porto]]></category>

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		<description><![CDATA[É sempre muito triste ter que falar de amigos do vinho que partem deste vinhedo e vão cultivar novos vinhedos em outros lugares.
Paulo Milagres, amigo do vinho desde 1982, tinha um jeito singular de ser, se encantava com o vinho, mas muito mais com os amigos com quem estava degustando. As notas e as qualidades organolépticas dos vinhos eram só um detalhe, o que valia era a amizade com seus confrades em Baco.
Entusiasta, deu grande contribuição com seu trabalho nos anos iniciais da SBAV- Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É sempre muito triste ter que falar de amigos do vinho que partem deste vinhedo e vão cultivar novos vinhedos em outros lugares.</p>
<p>Paulo Milagres, amigo do vinho desde 1982, tinha um jeito singular de ser, se encantava com o vinho, mas muito mais com os amigos com quem estava degustando. As notas e as qualidades organolépticas dos vinhos eram só um detalhe, o que valia era a amizade com seus confrades em Baco.</p>
<p>Entusiasta, deu grande contribuição com seu trabalho nos anos iniciais da SBAV- Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho, ocupou várias Diretorias da entidade e deu sempre o melhor de si para com a nossa causa de promover o vinho por este Brasil afora.</p>
<p>Não gostava de estrelismo, mas sempre se fazia presente com seu trabalho e dedicação aos amigos. Certa vez organizou e capitaneou uma visita de membros da SBAV para Portugal, eu ajudei na organização do programa no qual constava a visita à várias casas produtoras de Vinho do Porto, como a tradicional Casa Ferreirinha. Paulo pediu que eu intercedesse junto ao grande mestre e enólogo Fernando Nicolau de Almeida a compra de um Porto Vintage 1945, ano de seu nascimento. Falei com o Sr. Fernando e ouvi uma promessa.</p>
<p>Ele iria ver se a Casa dispunha de alguma garrafa para vender. Durante a visita, o Sr. Fernando comunicou ao Paulo que não havia mais Vintages 1945 para venda. Ok, Paulo aceitou o fato e continuou a visita. À noite, ao chegar ao hotel, em seu quarto encontrou um pacote, com um bilhete do Sr. Fernando dizendo:<br />
Para a venda não temos, mas para ofertar a um amigo temos!</p>
<p>E lá  estava a garrafa do tão sonhado Porto Vintage 1945, um dos melhores anos do século passado.<br />
Na volta da viagem, Paulo foi categórico:<br />
- Só  abrirei esta garrafa com a tua presença, iremos degustar juntos!</p>
<p>O tempo passou, Paulo foi fazer o caminho de São Tiago, na Espanha, e voltou melhor ainda. Seu coração era só alegria, e quando fez 60 anos, marcou um almoço em Família, e lá  fui eu e Leda, com a tenaz em punho abrir aquela raridade.<br />
Presentes neste momento solene, sua esposa Ana, seus filhos Letícia e Rodrigo, sua mãe, sua irmã, Leda e eu.</p>
<p>O Porto foi magistralmente aberto e decantado, e um grande queijo da Serra da Estrela e mais uma saborosa torta de amêndoas, obra da esposa do Paulo nos acompanharam naquela liquidação da garrafa. Tudo foi documentado em um bom e saudoso registro fotográfico.</p>
<p>Muitos vinhos degustamos juntos, nossas famílias sempre nos acompanharam nesta doce empreitada.<br />
Agora tenho alguns Portos para degustar e o Paulo não esta mais aqui. Já sinto sua falta, afinal, como todos sabem, uma amizade nascida com vinho é eterna, mas devo esperar a minha partida para continuar degustando bons vinhos com o meu amigo. Foi isso que pedi a ele quando me despedi.</p>
<p>Paulo vá  reservando algumas garrafas para nós onde você estiver, eu levo as taças!<br />
Até  breve amigo!</p>
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		<title>Zahil, uma seleção de classe</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 18:59:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias de vinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Zahil]]></category>

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		<description><![CDATA[Com pouco mais de 10 anos de vida no segmento de vinhos, os irmãos Tony e Serge Zahil vem a cada dia demonstrando um alto nível profissional na escolha e no trabalho com vinhos.
Praticamente sem fazer alardes na mídia, mas sempre perto dela, a linha de vinhos oferecidos pela importadora surpreende pela qualidade e originalidade.
O conhecido enófilo e articulista Jorge Lucky presta a Zahil uma competente assessoria no quesito descoberta de novos vinhos. Jorge, que viaja pelo mundo mais de 100 dias por ano, faz uma garimpagem de qualidade e ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com pouco mais de 10 anos de vida no segmento de vinhos, os irmãos Tony e Serge Zahil vem a cada dia demonstrando um alto nível profissional na escolha e no trabalho com vinhos.</p>
<p>Praticamente sem fazer alardes na mídia, mas sempre perto dela, a linha de vinhos oferecidos pela importadora surpreende pela qualidade e originalidade.</p>
<p>O conhecido enófilo e articulista Jorge Lucky presta a Zahil uma competente assessoria no quesito descoberta de novos vinhos. Jorge, que viaja pelo mundo mais de 100 dias por ano, faz uma garimpagem de qualidade e não de quantidade. Estrelismos à parte, na linha da Zahil só existem vinhos honestos, que por consequência, são elaborados também por vitivinicultores que amam o que fazem, como é o caso de um pequeno e desconhecido Homem do Vinho do Friuli (Italia) Josko Gravner, camponês típico e apaixonado pelo que faz.</p>
<p>Este senhor foi até a antiga Rússia, na Região da Geórgia, e de lá trouxe a técnica de vinificação em ânforas de barrão. Para a elaboração de seus vinhos, essas ânforas são enterradas, resultando em um vinho no mínimo diferente de tudo o que provamos.</p>
<p>Um vinho branco, com o corte de Sauvignon Blanc, Chardonnay, Pinot Grigio e Riesling Itálico, oriundas de cultivo totalmente orgânico, fermentadas em ânforas e depois estagiadas por entre 2 e 4 anos, em barricas de carvalho, dão origem a um vinho único com aromas diferentes e uma coloração que lembra a Portos Tawny’s bem velhos. Vale a pena provar.</p>
<p>Este produtor, para quem gosta de saber, tem as mais altas notas dadas por todos os grandes especialistas do mundo do vinho. Outro grande nome desta lista é o pequeno, mas antigo produtor da Alsace (França), Domaine Josmeyer. Os seus vinhos Riesling e Pinot Gris são verdadeiros monumentos, com explosão de aromas e sabores longos no paladar.</p>
<p>Do Chile, o produtor Beringer Blass, nos oferece o Hacienda La Laguna Reserva Chardonnay/Semillon 2007, vinho que estagia por 5 meses em madeira, tem um agradável frescor, excelente acidez e que nos leva a uma degustação de frutos do mar com a maior segurança. É um vinho honesto e de custo bem acessível.</p>
<p>Já da Nova Zelândia, um Sauvignon Blanc da vinícola Framingham, apresenta a acidez desejada, como sempre constatamos em vinhos dessa uva e região, sem tirar o encanto aromático que esta cepa adquiriu naquelas bandas do planeta.</p>
<p>Da maior casa vinícola de Portugal, a Sogrape, a Zahil está com o que chamamos de “o filét”, a começar pelo mítico Barca Velha, cujos estoques acabam uma semana após a sua chegada, até uma linha de vinhos do Alentejo, Douro e Dão.</p>
<p>O Ferreirinha Reserva Especial e o Quinta da Leda são as opções para aqueles que não conseguiram comprar o Barca Velha, já no capítulo dos Portos, o Offley 10 anos é a grande opção.</p>
<p>Outra alegria é poder degustar um raro e excelente vinho do Líbano, o Chateau Kefraya 2001, um raro exemplo de que bons vinhos nascem por outros cantos do mundo. Este vinho é um tinto com muita personalidade e elegância, ou seja, tem tudo aquilo que esperamos de um vinho honesto.</p>
<p>Neste ano, a Zahil e a Salentein da Argentina estão comemorando 10 anos de feliz casamento. Estes vinhos são um bom exemplo de qualidade e perseverança levado a sério, pois a cada ano os vinhos da Salentein surpreendem quem pode ver aquele mega projeto no seu nascedouro. Dessa vinícola, o vinho Primus Merlot 2003 merece ser degustado de joelhos!</p>
<p>Com 300 rótulos distintos em seu catálogo, e uma constante busca de novos rótulos, só de qualidade e sem estrelismos, a Zahil dá um exemplo de bom trabalho a ser seguido e oferece um leque de opções que alegram a todos os enófilos.</p>
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		<title>Promovendo o bom vinho do Brasil</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 00:22:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias de vinhos]]></category>
		<category><![CDATA[IBRAVIN]]></category>

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		<description><![CDATA[O IBRAVIN – Instituto Brasileiro do Vinho -  está dando início a uma bem elaborada campanha de marketing no intuito de estimular o consumidor brasileiro a prestigiar o vinho nacional.
Finalmente, uma campanha de bom gosto e nada “xiita” se apresenta diante dos consumidores. Uma campanha adulta, que mostra a realidade do vinho brasileiro e que quer chamar a atenção do jovem consumidor pátrio, de que nossos vinhos também são bons.
Este caminho certo adotado pelo IBRAVIN tem propagandas a serem vinculadas em diversos veículos de comunicação por todo o Brasil, começando ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O IBRAVIN – Instituto Brasileiro do Vinho -  está dando início a uma bem elaborada campanha de marketing no intuito de estimular o consumidor brasileiro a prestigiar o vinho nacional.</p>
<p>Finalmente, uma campanha de bom gosto e nada “xiita” se apresenta diante dos consumidores. Uma campanha adulta, que mostra a realidade do vinho brasileiro e que quer chamar a atenção do jovem consumidor pátrio, de que nossos vinhos também são bons.</p>
<p>Este caminho certo adotado pelo IBRAVIN tem propagandas a serem vinculadas em diversos veículos de comunicação por todo o Brasil, começando pelas revistas especializadas em vinho, passando pela TV, rádio, cinema e chegando finalmente ao ponto de venda. .</p>
<p>O logotipo da campanha é um saca-rolhas artisticamente criado pela dupla de designers Humberto e Fernando Campana, e estará presente em todas as comunicações desta campanha.</p>
<p>Depois de um minucioso estudo de mercado, verificou-se que o novo consumidor de vinhos deve ser atraído pela alegria, modernidade e autenticidade. São jovens que querem o melhor e sabem escolher, e portanto, são exigentes, e tem no momento da degustação e escolha de um vinho, uma celebração pessoal a comemorar, ou uma partilha de amizades e formas de bem viver.</p>
<p>O jovem consumidor brasileiro, até a idade de 40 anos, é o público alvo da campanha. Este consumidor ficará sabendo que o vinho brasileiro é o produto nacional que mais prêmios ganhou em concursos da categoria em todo o mundo, desfazendo o mito de que só nos esportes é que nos destacamos.</p>
<p>O ponto alto desta campanha está focado no merchandising nos pontos de vendas dos vinhos em todo o território nacional, pois uma pesquisa revelou que 85% da decisão da compra de um vinho são tomadas dentro da loja, diante das garrafas expostas. Assim sendo, um conjunto de balcões de degustações, mais farto material de comunicação a serem utilizados nas gôndolas de supermercados foram criados.</p>
<p>Nos estudos realizados pelo IBRAVIN, há uma projeção para que em 2030 estejamos consumindo 3,5 litros de vinhos per capita, com uma população prevista de 210 milhões de brasileiros, o que ainda é muito baixo para os padrões internacionais. Mas, se continuarmos com a euforia econômica que vivemos e deixarmos de ser o país do futuro para sermos o país do presente, este número pode duplicar facilmente.</p>
<p>Estudos revelaram que o brasileiro não consome mais vinho por falta de conhecimento, fato inconteste, que já sabíamos há passados 40 anos, quando comecei a estudar vinhos e era uma voz solitária entre os meus pares. Quando em 1980 fundei a Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho, muitos produtores gaúchos não acreditavam que tal idéia pudesse vingar. Demoramos muito para acordar, mas nunca é tarde para fazê-lo.</p>
<p>Esta sim é uma campanha saudável e merece o apoio de todos nós, é assim que se trabalha o vinho brasileiro, respeitando-o e colocando-o em seu devido lugar, e não tentando com artimanhas, criar impostos novos, selos para os vinhos importados etc. Vamos cuidar de nossa casa nós mesmos, lavemos a nossa própria roupa e façamos  a nossa lição de casa, em prol do vinho do Brasil, que é muito bom e honesto!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Harmonização inesquecível</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 20:20:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias de vinhos]]></category>
		<category><![CDATA[harmonização]]></category>

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		<description><![CDATA[Recebendo um casal amigo em casa, daqueles que permitem improvisações e aceitam algumas mancadas, que felizmente não ocorreram, usei um pouco da improvisação para servir vinhos que combinassem com o que servimos, e a decisão do que tomar  em conjunto, ou seja, anfitrião e convidados opinaram e o bom senso fez com que tudo desse certo.
Para quebrar o gelo da chegada degustamos uma Champagne Mumm, em meu poder por 9 anos, portanto já apresentava uma cor amarela mais pujante e o inconfundível tostado, lembrando fermentos. Um champanhe adulto e ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recebendo um casal amigo em casa, daqueles que permitem improvisações e aceitam algumas mancadas, que felizmente não ocorreram, usei um pouco da improvisação para servir vinhos que combinassem com o que servimos, e a decisão do que tomar  em conjunto, ou seja, anfitrião e convidados opinaram e o bom senso fez com que tudo desse certo.</p>
<p>Para quebrar o gelo da chegada degustamos uma Champagne Mumm, em meu poder por 9 anos, portanto já apresentava uma cor amarela mais pujante e o inconfundível tostado, lembrando fermentos. Um champanhe adulto e bem maduro, que iniciou a degustação do primeiro prato, que foi uma salada com alface roxo, de nossa plantação, ou seja , mais natural, impossível! Temperada levemente com molho de limão, maionese de leite e gotas de mostarda. Em cima da alface, uma grossa fatia de foie gras fresco, que era adornado com uma porção pequena de caviar negro russo. </p>
<p>Logo em seguida degustamos um Riesling da Alsace Les Pierrets de Josmeyer 2001, que me foi presenteado por Serg Zahil, que é o importador desta iguaria. Uma harmonia total, acidez perfeita, um vinho de sabor inconfundível que arrancou de mim o seguinte comentário: É por isso que o Amarante (enófilo José Osvaldo Albano do Amarante que é fanático por Riesling) gosta tanto de Riesling!</p>
<p>Leda, minha esposa, havia preparado um cozido, igual ao que sua mãe lhe ensinou a fazer, com fortes características da culinária alemã. Em um dia com muito frio aqui em Itupeva, São Paulo, com temperaturas por volta dos 13 graus, o cozido veio a calhar.</p>
<p>Ofereci aos convidados o direito de escolha para acompanhar o cozido, um Chateau Montrose 1982 ou um Pera Manca 1997. A escolha foi para o Pera Manca, que por sinal estava soberbo. Uma compota, e a cada momento o vinho, que foi decantado com 30 minutos de antecedência, se apresentava robusto, soberbo e com taninos doces, e com uma longa permanência na boca, fato que agradou a todos. Repetimos o cozido e logo demos cabo da garrafa.</p>
<p>Para antes da sobremesa, chegou triunfante à mesa um queijo da Serra da Estrela. Então o momento da surpresa. O jovem do casal convidado nasceu no ano de 1970, portanto fui buscar uma garrafa de Porto Borges Vintage 1970. Contei aos presentes que aquela garrafa era a última de uma série que ganhei do meu amigo e Confrade Mario Saraiva Pinto, nos tempos saudosos de quando era diretor de exportação da Casa Borges. A esposa do convidado fez-me um pedido, gostaria que eu partisse a garrafa com a tenaz, técnica lusitana para se abrir vinhos velhos, pois ela só ouvira falar de tal método, mas nunca havia presenciado tal.</p>
<p>Mãos  à obra, tenaz ao lume, decanter de cristal, decantador com manivela e funil a postos, fomos à aventura. Deu tudo certo, o”clok” do vidro se partindo foi bem recebido, então partimos para o sacrifício. Os aromas de frutas vermelhas maduras e o álcool bem casado foram os dois pontos altos deste vinho, que pegou carona no bolo de nozes servido em seguida.</p>
<p>Éramos 4 convivas à mesa, quatro também foram as garrafas degustadas, fato que deixou todos em excelente estado de graça.</p>
<p>O mais interessante desta história é que este almoço foi marcado um dia antes, e os vinhos só selecionados na hora, e tudo foi tão perfeito quanto a Filarmônica de Berlin executando Beethoven!</p>
<p>Moral da história: Boa vontade, amigos e mesa farta, transformam tudo em um sábado inesquecível.</p>
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		<title>Portugal, na Mistral</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 21:24:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias de vinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Alentejo]]></category>
		<category><![CDATA[Douro]]></category>
		<category><![CDATA[Mistral]]></category>

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		<description><![CDATA[A Mistral, a maior importadora de vinhos do Brasil, que tem a direção do enófilo Ciro de Campos Lilla, possui mais de 2.000 rótulos em seu catálogo, e já  teve mais, tanto que se viu na oportunidade de abrir outra importadora, a Vinci, para dar sequência a um trabalho de atenção pessoal aos fornecedores e clientes com maior zelo e profissionalismo. A Vinci tem uma coleção de vinhos de Portugal de dar água na boca.
Tradicionalmente a Mistral edita 4 catálogos por ano. São tão ricos em informações e possui ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Mistral, a maior importadora de vinhos do Brasil, que tem a direção do enófilo Ciro de Campos Lilla, possui mais de 2.000 rótulos em seu catálogo, e já  teve mais, tanto que se viu na oportunidade de abrir outra importadora, a Vinci, para dar sequência a um trabalho de atenção pessoal aos fornecedores e clientes com maior zelo e profissionalismo. A Vinci tem uma coleção de vinhos de Portugal de dar água na boca.</p>
<p>Tradicionalmente a Mistral edita 4 catálogos por ano. São tão ricos em informações e possui um conteúdo técnico do mais alto nível, que acabam virando peças de referências aos enófilos e apaixonados por vinho. Dificilmente um catálogo Mistral é jogado fora.</p>
<p>Quando consultamos a seção de vinhos de Portugal deparamos com vinhos de todas as principais regiões produtoras das terras lusitanas, nomes estrelados do mundo do vinho, que não são moda, mas produtores consolidados, com histórias de anos, até séculos, por trás de uma simples garrafa, fato que dá ao catálogo, respeito pela qualidade apresentada.</p>
<p>Começando pelo Alentejo, a Herdade dos Coelheiros, é uma unanimidade em termos de tintos alentejanos. É um vinho consagrado pelos críticos como “digno representante máximo daquelas plagas”. Da mesma região, o tradicional vinho Quinta do Carmo completa a linhagem alentejana. Vinho famoso e com muita história para contar, pois tem como proprietários os mesmos donos do Chatêau Lafite-Rothschild, por si só uma lenda no mundo dos vinhos.</p>
<p>Do Alenquer, os vinhos da Quinta do Monte d’Oiro já são a grande referência desta região, destacando-se o Aurius com jóia maior.</p>
<p>Das regiões de Bucelas e Palmela os vinhos da Quinta da Romeira apresentam a melhor relação custo-benefício do catálogo. Quando chegamos a Bairrada, nada menos que uma espetacular coleção de vinhos do célebre “criador de vinhos” Luis Pato nos aguarda. Nada menos que 20 rótulos distintos, apresentados em diversos formatos de garrafas estão à disposição. É bom lembrar que foi Luis Pato quem colocou a Bairrada de volta no mapa vinícola de Portugal. Luis fez uma revolução e hoje colhe os frutos desse trabalho paciente que consiste em investir nas castas típicas da Bairrada, tirando o máximo da tipicidade de cada cepa, resguardando suas características básicas. Aqui se destaca o célebre vinho Pé Franco, verdadeira mistura de corpo e alma da Bairrada.</p>
<p>Da Campolargo, o vinho branco da uva Bical é uma história à parte. Disputa há muito tempo o primeiro lugar como o melhor vinho branco maduro de Portugal. De um pequeno produtor bairradino, a Quinta de Foz do Arouce , o seu vinho Vinhas Velhas de Santa Maria, merece atenção especial.</p>
<p>E o que dizer dos vinhos do Palácio do Buçaco! Vinho lendário e mítico, criado pelas  sábias papilas do Sr. Santos, um “lord” à serviço de Portugal e de seus vinhos. Fruto da inteligente mistura de uvas da Bairrada e do Dão, este vinho  fez história por mais de 50 anos, honrando, e muito, a tradicional vitivinicultura de Portugal. Antes este vinho só podia ser degustado no restaurante do Palácio do Buçaco, assim aconteceu por mais de 40 anos seguidos. Agora, um simples telefonema nos coloca o vinho em casa. Vale a pena provar e aprovar o porque este vinho, até os dias de hoje é uma lenda viva.</p>
<p>A região do Dão, última a adotar técnicas modernas de vinificação e dar atenção ao conceito “terroir” tão em moda hoje, está presente no catálogo com três emblemáticas Casas vinícolas, a Quinta da Pellada, incontestavelmente o melhor produtor do Dão, a Quinta do Perdigão e a Quinta da Ponte Pedrinha, estas duas últimas são pequenas propriedades que a cada ano se destacam pela qualidade superior de seus vinhos.</p>
<p>No Douro, a primeira região vinícola demarcada do mundo, um mundo de grandes vinhos nos aguarda. A começar pela Quinta do Vale Meão, antiga propriedade da grande Senhora Antonia Adelaide Ferreira, a “Ferreirinha da Régua”, que hoje pertence a um de seus trinetos, meu amigo e Chanceler da Confraria do vinho do Porto Francisco Javier Olazabal, o “Vito”. Deste solo sagrado, nasceu em  1953 o grande vinho português Barca Velha, orgulho de uma nação voltada para o mundo dos vinhos. Hoje o vinho lá produzido o Quinta do Vale Meão tinto, é considerado um dos 3 melhores vinhos tintos de Portugal. O  vinho Chryseia, elaborado pela família Symington em parceria com Bruno Prats, do lendário Château Cos d’Estournel, foi o responsável por colocar os vinhos maduros do Douro em evidência internacional, no final do século passado. Está aqui um vinho para ser degustado de joelhos ouvindo-se uma Sonata de Mozart!</p>
<p>Os vinhos Quinta do Côtto, o Redoma dos Niepoort, o Quinta de Roriz, o Altano da Graham’s e os Lavradores de Feitoria completam esta fantástica linha. Só com este time de vinhos do Douro, um enófilo convicto e praticante pode passar o resto de sua vida em “estado de graça”, caso deguste estas preciosidades regularmente! No quesito dos vinhos tradicionais de Portugal, o catálogo se encerra com um bom Alvarinho do Minho, o Soalheiro e os vinhos do Ribatejo, hoje chamado de região de Lisboa, os vinhos da Quinta da Lagoalva de Cima, que no final dos anos 80 do século passado inovou na publicidade de seus vinhos, provocando uma grande revolução na mídia impressa. O vinho Lagoalva de Cima Alfrocheiro é para se conferir.</p>
<p>Mais de uma centena de rótulos de Portugal são ofertados neste catálogo da Mistral, não comentarei aqui as linhas de Vinhos do Porto e da Madeira disponíveis, isto será tema de uma próxima intervenção, mas já posso afirmar com segurança: As linhas de vinhos disponíveis são de primeiro lugar no mundo desses vinhos, é só uma questão de conferir. Assim, fazendo com prazer um trabalho que ama, Ciro Lilla, com a sua Mistral, nos proporciona momentos de pura alegria. </p>
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		<title>Quinta da Alorna: Bons vinhos, bom amigo</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 16:43:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias de vinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Quinta da Alorna]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao provar hoje, dia 30 de junho de 2009, os vinhos da Quinta da Alorna em um almoço realizado no restaurante Antiquarius em São Paulo, pude constatar que a qualidade é uma constante por aqueles lados do Ribatejo, hoje , para o mundo do vinho, só conhecida como a região do Tejo.
Os cinco vinhos provados são oriundos de uma propriedade multiprodutiva, que tem 2.800 hectares e não produz só vinhos. Milho, trigo, beterraba, ervilha e  tomates fazem parte deste agronegócio que remonta ao ano de 1723, ano em que ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao provar hoje, dia 30 de junho de 2009, os vinhos da Quinta da Alorna em um almoço realizado no restaurante Antiquarius em São Paulo, pude constatar que a qualidade é uma constante por aqueles lados do Ribatejo, hoje , para o mundo do vinho, só conhecida como a região do Tejo.</p>
<p>Os cinco vinhos provados são oriundos de uma propriedade multiprodutiva, que tem 2.800 hectares e não produz só vinhos. Milho, trigo, beterraba, ervilha e  tomates fazem parte deste agronegócio que remonta ao ano de 1723, ano em que D. Pedro Miguel de Almeida (1688-1756) comprou a Quinta de Vale de Nabais. Este fidalgo senhor, antes de ser nomeado vice-rei da Índia, onde por bravura tomou o Forte de Alorna &#8211; daí ter recebido de D.João V o título nobiliárquico de Marquês de Alorna -, foi Governador das Capitanias de São Paulo e de Minas do Ouro, neste nosso vasto Brasil.</p>
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<p>Somente 220 hectares do total de 2.800 da propriedade são cultivados com vinhedos, onde cepas portuguesas dividem espaços com as cepas mais consagradas do mundo vinícola. As castas tintas cultivadas são: Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon, Trincadeira, Castelão, Tinta Roriz, Syrah, Alicante Bouschet e Tinta Miúda. As brancas são: Arinto, Chardonnay, Fernão Pires e Trincadeira das Pratas.</p>
<p>Todos os vinhos degustados são da lavra dos enólogos Nuno Cancela de Abreu e Martta Simões. Iniciamos com o Quinta da Alorna Branco 2008, oriundo das castas Arinto e Fernão Pires. Excelente vinho de aperitivo, ou pré-festa, que delicadamente soube bem acompanhar os minúsculos bolinhos de bacalhau. Seguiu-se o  Qunta da Alorna Reserva Branco 2008, vinho já com mais estrutura de boca e acidez bem marcante, fruto da boa vinificação das castas Arinto e Chardonnay. Com toques cítricos e de manteiga, este vinho portou-se bem no acompanhamento da Brandada de Bacalhau, muito cremosa e saborosa.</p>
<p>Já  o pujante Arroz de Pato teve o privilégio de ter dois vinhos para o  acompanhar, o Quinta da Alorna Tinto 2007 e o quinta da Alorna Reserva Tinto 2007. O primeiro vinho é soberbo, graças ao toque sempre magistral que a Alicante Bouschet consegue pelas terras lusitanas, embora este vinho tenha ainda em sua composição as cepas, Castelão, Syrah e Tinta Roriz. O pequeno estágio de 4 meses em barricas de carvalho não lhe tirou a frescura de um nobre vinho, de aromas encantadores.</p>
<p>O Reserva, que estagiou 12 meses em carvalho e é uma mescla de Cabernet Sauvignon e Touriga Nacional, com seus potentes 14,0% de álcool, é também sempre recomendado, mas nesta contenda, para mim, ficou em segundo lugar entre os tintos.</p>
<p>Na sobremesa, o Toucinho do Céu foi acompanhado pelo Quinta da Alorna  Colheita Tardia Branco 2004. Elaborado cm 100% de Fernão Pires , tem aromas de mel e de damasco. Sua cor amarela ouro é correta, e sua acidez perfeita, fato que não o torna enjoativo. Este vinho deve acompanhar, e bem, os queijos azuis.</p>
<p>O enólogo Nuno d’Orey Cancela de Abreu, meu confrade na Confraria do Periquita, é daqueles ilustres privilegiados que teve boa escola quando o assunto é vinho. Entre os anos de 1981 e 1987, Nuno trabalhou como diretor Executivo da ADIVID &#8211; Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense. Esta entidade que foi concebida pelo grande amigo e Mestre José Antonio Ramos Pinto Rosas, teve o concurso de João Nicolau de Almeida, então, como o Nuno, recém chegado da França onde foram completar seus cursos de enologia. O simples fato de ter trabalhado por 6 anos com Zé Antonio Rosas dá ao Nuno a capacidade de ser um apaixonado por vinho, pois só um “sem alma” não se deixava levar pelos ensinamentos humanos e técnicos que o Zé Antonio sabia com muita simplicidade passar. Neste quesito vale aquela máxima: Diga-me quem foi o teu professor, que eu te digo quem você  é!!!!!!</p>
<p>Hoje, com uma bagagem de muitos anos em vinho, que não vem só  da escola, mas de casa, onde há 5 gerações sua família vem se dedicando aos vinhos, Nuno pode nos brindar com estas maravilhas hoje degustadas.</p>
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		<title>Uma excelente prova de vinhos do Douro</title>
		<link>http://www.carloscabral.com.br/uma-excelente-prova-de-vinhos-do-douro/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 18:50:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias de vinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Douro]]></category>
		<category><![CDATA[IVDP]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Vintage]]></category>
		<category><![CDATA[provas]]></category>
		<category><![CDATA[vinho do Porto]]></category>

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		<description><![CDATA[No último dia 28 de abril, a convite do IVDP – Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, dirigi uma prova de vinhos do Douro para jornalistas e enófilos convidados, nos salões do Hotel Unique, em São Paulo.
Depois do repentino, e felizmente contínuo sucesso dos vinhos do Alentejo, em todo o mundo, os Vinhos do Douro vivem um momento igual.  Há séculos que se produzem vinhos maduros nesta centenária região produtora de vinhos de Portugal, onde o vinho do Porto reina absoluto, mas o Vinho do Porto lhe ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No último dia 28 de abril, a convite do IVDP – Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, dirigi uma prova de vinhos do Douro para jornalistas e enófilos convidados, nos salões do Hotel Unique, em São Paulo.</p>
<p>Depois do repentino, e felizmente contínuo sucesso dos vinhos do Alentejo, em todo o mundo, os Vinhos do Douro vivem um momento igual.  Há séculos que se produzem vinhos maduros nesta centenária região produtora de vinhos de Portugal, onde o vinho do Porto reina absoluto, mas o Vinho do Porto lhe roubava as glórias. </p>
<p>Foi só á partir da década de 50 do século XX, que os vinhos maduros do Douro começaram a ser elaborados visando a atender ao gosto internacional, saindo assim da produção artesanal, que matava a sede dos do povo Dorense. É dessa época que o então enólogo da Casa Ferreirinha Fernando Moreira Paes Nicolau de Almeida apelidado pelo pessoal do Douro de “cheirista”, apresenta ao mundo o seu mítico, Barca Velha. Este vinho reinou absoluto no mundo dos vinhos tintos do Douro até o início do século XXI.</p>
<p>Agora, uma centena de rótulos de vinhos tintos, brancos e até espumantes produzidos no Douro alegram os nossos corações.</p>
<p>Que  a região do Douro produz excelentes tintos, isto muita gente já sabia, e quem foi o primeiro a falar sobre este assunto foi o célebre Barão Joseph James Forrester, lá pelos idos de 1840. </p>
<p>Foi uma necessidade comercial recente que fez com que os tradicionais produtores de Vinho do Porto passassem a dar mais atenção ao potencial que a região tem em elaborar vinhos maduros de alta qualidade, pois o mercado de vinho do Porto, luta bravamente para manter seus números, diante de uma grande concorrência com o surgimento de novos vinhos e outras bebidas mais fortes no mundo dos destilados.</p>
<p>A prova  que realizamos, só veio a firmar em definitivo, que em muito breve, os vinhos maduros do Douro receberão do mercado internacional o título de melhores tintos das terras lusitanas.<br />
A seleção de vinhos degustados foi primorosa, o que mais chamou a atenção de todos é que nenhum dos 15 vinhos degustados apresentou um mínimo defeito que colocasse sua qualidade em discussão. Pareceu uma prova entre amigos, todos os vinhos apresentaram qualidades superiores e seus taninos maduros encantaram à todos os presentes.</p>
<p>Começamos degustando o espumante Vértice Reserva 2005, uma bem elaborada mescla das uvas Códega, Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato, Touriga Franca, esta em maioria com 30% do blend, e a Viosinho. Todas as principais características positivas de um espumantes se encontravam presentes, chamando atenção o leve aroma de pão tostado, tão típico em espumantes mais velhos e bem nascidos.</p>
<p>Em seguida foram degustadas algumas garrafas do Redoma Reserva Branco 2006, incontestavelmente o melhor vinho branco de Portugal, até o momento. Nascido pelas mãos do amigo e Confrade Dirk Niepoort, que ao longo do tempo tem se mostrado como um dos mais brilhantes criadores de vinhos do Douro, este vinho tem origem em cepas com mais de 60 anos de cultivo, e esta maravilha é um blend  de Rabigato, Codega, Donzelinho, Viosinho e  Arinto. Tem maturação de 8 meses em carvalho, fato que ajuda em muito a torná-lo resistente, pois este é um caso raro de branco de Portugal que chega fácil aos 10 anos sem perder a qualidade. Vinho completo, que preenche a boca e ainda deixa muita saudade após a degustação, seu retrogosto é espetacular.</p>
<p>Seguiram-se a degustação dos outros 13 vinhos tintos reservados para essa ocasião.</p>
<p>Começamos com o Post-Scriptum 2006, da bem sucedida parceria Prats &#038; Symington, tradicional e muito antiga família inglesa produtora de afamadas marcas de vinho do Porto.</p>
<p>Este vinho é o resultado de um harmonioso casamento das 3 cepas tintas mais emblemáticas do Douro, a Touriga Nacional, a Touriga Franca e a Tinta Roriz. Com 13,5% de álcool, quase não se sente este volume, devido à maciez que o vinho tem. Taninos firmes, mas suaves, e uma presença no olfato muito agradável.  A parceria entre a família Prats de Bordeaux, que produz o não menos lendário Cos d’Estournel em Saint-Estèphe e os Symington, que já são uma lenda no setor do Vinho do Porto, não podia ser melhor, o resultado foi excepcional.</p>
<p>Uma novidade chamada Bons Anos, um Douro tinto de 2006, produzido pela Quinta das Hidrângeas e importado pela Magna Import, surpreendeu a todos pela exuberante qualidade.</p>
<p>Um harmonioso casamento entre as castas Touriga Franca, Tinta Roriz e Touriga Nacional, com uma potência de 14% vol, que no início da prova se torna imperceptível, agradou a todos os presentes, pois o vinho apresentou-se harmônico e com taninos suaves, o que lhe facilitava a prova.</p>
<p>Seguiu-se a prova com o Quinta do Cachão Touriga Nacional 2006 das Caves Messias. Vi o nascimento deste rótulo há passados 10 anos, quando a família Messias começou a produzir seus tintos maduros no Douro, onde já por muitas décadas produz seus afamados Vinho do Porto. Um verdadeiro “torpedo”, pois este vinho tem 15% de álcool. As framboesas maduras e ameixas pretas estão presentes fortemente nos aromas deste vinho, embora tenha só 6 meses de estágio em carvalho, toques leves e delicados de baunilha se fazem sentir. Uma ousadia da casa, pois este mono vinho da casta de Touriga Nacional veio para se firmar como vinho emblemático da Casa Messias.</p>
<p>Sandra Tavares e Cristiano Van Zeller assinam a próxima obra de arte, trata-se do vinho Quinta do Vale Dona Maria, já bastante aclamado como o melhor vinho tinto do Douro, depois do mítico  Barca Velha. Cristiano Van Zeller faz parte do grupo de jovens apelidados de “Douros Boys” que fizeram uma revolução em termos de vinhos de mesa na região do Douro.</p>
<p>Uma grande representação da vitivinicultura típica do Douro está presente neste vinho, nada menos que 7 uvas estão na sua composição, são elas: Tinta Amarela, Rufete, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Francesa, Touriga Nacional e Sousão. Este vinho passa 2 anos em barricas de carvalho, e tem uma cor rubi intenso e profundo. Seu retrogosto é longo, persiste e é muito agradável. Trata-se de um vinho que pode ser degustado com estas mesmas qualidades daqui a 20 anos.</p>
<p>O “pequeno” grande produtor do Douro Domingos Alves de Sousa enviou o seu vinho, não menos famoso, o Quinta da Gaivosa Vinha de Lordelo 2005. Com uma produção de apenas 3.500 garrafas, que tiveram sua origem em uma propriedade de apenas 2,5 ha, onde ainda existem vinhas com mais de 100 anos. Domingos informa que a base principal de seu vinho são as uvas Tinta Amarela, Sousa e Touriga Nacional e “outras”, estas outras como sabemos, fazem parte dos vinhedos antigos tradicionais do Douro, onde uma mescla de cepas eram cultivadas todas juntas. Este vinho tem 15,5% de álcool,o que o torna incomum no mundo dos vinhos tintos maduros, seus taninos são doces e macios , o estágio em barricas nova de carvalho francês é de 15 meses, e sua prova provoca um certo prazer, satisfação, logo interrompido pelo elevado grau alcoólico. Seguramente este é um vinho, longevo, pois resistirá facilmente, preservando suas qualidades por mais de 30 anos!</p>
<p>O mítico vinho Pintas seguiu a prova. Esta obra de arte da lavra de Dirk Niepoort, recebeu todos os louros dourados das maiores autoridades em pontuação de vinhos de todo o mundo. Trata-se de uma unanimidade. Sem medo de errar, o rótulo informa que este vinho foi elaborado com Touriga Franca, Tinta Amarela e outras ”27 castas”, que harmonicamente dão origem a esta jóia da vitivinicultura portuguesa. Pisa a pé em lagares de granito e estágio de 18 meses em barricas de carvalho francês, com uvas cultivadas há passados 70 anos são os pontos chaves para obtenção desta jóia. Toda essa maravilha vem de um pequeno vinhedo de 2 ha localizado na região do Pinhão, no Alto Douro.</p>
<p>O vinho Vértice Grande Reserva Tinto 2006 apresentou-se com 14,5% de álcool, e tem o destaque para aromas que lembram especiarias. Tem uma produção de apenas 8.000 garrafas e se apresenta na boca como um vinho rico, pujante, mas sem se deixar destacar e surpreender pelos seus taninos macios.</p>
<p>Da emblemática e desejada Quinta do Noval veio para a prova o seu Douro DOC 2005. Elegante vinho elaborado pelo Rei dos Vintages, António Agrellos, este Noval tem um corte de 40% de Touriga Nacional, 50% de Touriga Franca e 10% de Tinto Cão. Não foi nenhuma novidade que dos mais belos terraços do Douro surgisse este maravilhoso vinho, rico em aromas e de um paladar memorável. Uma complexidade na boca, que logo deixa saudades!</p>
<p>No conjunto de vinhos degustados, onde todos apresentaram qualidades superiores, um haveria de se destacar, e foi o Quinta do Crasto Vinhas Velhas 2006. Oriundo de cepas com mais de 70 anos de cultivo, este potente vinho de 14,5% de álcool deixou todos os degustadores perplexos. Esgotaram-se os adjetivos, foi melhor ficar quieto do que buscar palavras para descrevê-lo afinal estava-se diante de uma perfeição e perfeição não se comenta, admira- se e goza-se o momento! A topografia íngreme desta Quinta, aliada aos cuidados quase individuais que cada pé de uva recebe, só podia acabar nesta magistral obra de arte. Degustar este vinho é dar um bom presente a alma!</p>
<p>O Quinta Nova Reserva Tinto 2005, tem sua origem na famosa Quinta Nova de Nossa senhora do Carmo, hoje pertencente à Casa Burmester, mas que em tempos passados, por herdade, pertenceu aos herdeiros da Coroa de Portugal, os Duques de Bragança. Com uma produção de apenas 12.000 garrafas, este vinho de 14,0% teve uma maceração prolongada por 7 dias, tendo depois estagiado por 16 meses em barricas de carvalho novo, todas oriundas da França. O enólogo Francisco Montenegro foi competente e dar a este vinho o que ele merece, tempo para estar pronto para vir ao mercado. Vinho rico, robusto, elegante e com taninos macios, é um grande companheiro de um cordeiro assado ou até um bom arroz de pato, típico do Douro.</p>
<p>As surpresas não parariam por aí. Tínhamos ainda o Quinta das Tecedeiras Reserva Tinto 2005 para provar. Qualquer adjetivo seria pouco para descrever este caldo rico do Douro. Um grande vinho, ou melhor, um senhor vinho, destinado a poucos apreciadores que buscam vinhos vivos, robustos, mas educados, elegantes e finos. Todos estes adjetivos qualificativos são poucos para descrever esta agradável surpresa.</p>
<p>Seguiu-se a prova com o CARM Grande reserva 2005, produzido pela Casa Familiar Roboredo Madeira, que desde o século XVII se ocupa com vinhos.</p>
<p>Um clássico do Douro com Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca, com 14% de álcool, este vinho tem aromas pronunciados de frutas vermelhas maduras e toques florais que lembram a Esteva, flor típica do Douro. Com 12 meses de carvalho e mais 6 meses de estágio em garrafa, antes de ir para o mercado.</p>
<p>A prova foi encerrada com a degustação do Evel Grande Reserva Tinto 2006.<br />
Emblemático vinho, um dos primeiros vinhos maduros do Douro a serem elaborados, que fez sua entrada no mercado ainda na década de 70 do século passado, este vinho só tem evoluído a cada ano. Atingiu um patamar de qualidade invejável. Destacou-se dentre todos os provados, por ter um álcool de 12,8%, ou seja, vinho ao estilo mias normal que estávamos acostumados a encontrar. Oriundo de um elaborado corte de Touriga Nacional, Touriga Francesa, Tinta Roriz e Tinto Cão, este vinho nasce no Pinhão, no Alto Douro e estagia por 18 meses em barricas de carvalho. Vinho complexo e extremamente agradável à boca e ao paladar.</p>
<p>No conjunto geral, foi uma mostra adulta e inteligente, pois deixou todos os 40 provadores perplexos e acuados quanto as suas considerações, pois não havia defeito em nenhum vinho, fato que obriga a todos a por a cabeça a pensar, uma vez que qualificar e destacar defeitos é muito mais fácil que aceitar virtudes, e prestar honras a elas.</p>
<p>São ações como estas que engrandecem os serviços do IVDP, são provas incontestes da qualidade de uma região centenária, que se redescobre a cada dia. </p>
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		<title>A Expovinis vem aí</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 22:08:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias de vinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Expovinis]]></category>

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		<description><![CDATA[Em vez de falar de crise e outras coisas mais negativas, que estão na moda, anuncia-se para os dias 5,6, e 7 de maio mais uma edição da EXPOVINIS Brasil, que terá lugar no Transamérica Expo Center, na Zona Sul de São Paulo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em vez de falar de crise e outras coisas mais negativas, que estão na moda, anuncia-se para os dias 5,6, e 7 de maio mais uma edição da EXPOVINIS Brasil, que terá lugar no Transamérica Expo Center, na Zona Sul de São Paulo.</p>
<p>Centenas de produtores de vinhos de todo o mundo estarão apresentando seus produtos, com o objetivo de incrementar suas vendas de vinhos no promissor mercado brasileiro. Nessa feira, constataremos a dimensão exata de como anda o mercado do mundo do vinho para os chilenos e argentinos, uma vez que os grandes consumidores de seus vinhos, os Estados Unidos e a Inglaterra, reduziram muito suas encomendas desde o final do ano de 2008. </p>
<p>Espera-se uma redução de preços na origem de todos os vinhos, devido ao excesso de estoque que todos os tradicionais países produtores de vinho têm no momento. Ainda há muito vinho da safra 2007 em estoque, a de 2008 foi prodigiosa na América Latina, e em breve chegará a safra de 2009, para os europeus.</p>
<p>É a grande oportunidade dos importadores e novos aventureiros nesta área se encontrarem com quem tem poder de decisão nas vinícolas de todo o mundo. Nunca a palavra promoção foi tão necessária neste momento. Simplesmente importar e não promover é um passo certeiro para a morte do produto. O jovem enófilo brasileiro é ávido por novidades, e troca de vinho como troca de roupa, portanto, encantar este cliente é fundamental.</p>
<p>Durante as EXPOVINIS muitos negócios são fechados e muitos também são desfeitos. Diversos produtores não compreendem ou não querem entender porque seu vinho vendeu tão pouco, e não atingiu o objetivo traçado.</p>
<p>Todos devem saber que o Brasil é uma caixa de surpresas. Os impostos Federais, e os Estaduais, que variam de um Estado para o outro, são o grande vilão desta história, seguido da falta de promoção. O importador deve investir em degustações, ou seja, dar o vinho a beber, porque ninguém quer comprar vinho no escuro. Vinho não é como bola de futebol, que nós brasileiros sabemos comprar bem! É necessária uma parceria. </p>
<p>A globalização impôs que enólogos virassem vendedores, presidentes de vinícolas se transformassem em garotos propaganda, e que o engenheiro agrônomo explicasse ao consumidor final que seu vinhedo é como um jardim. O volume de informações disponíveis e a quantidade de acessos que o jovem consumidor tem a sua disposição obrigam a cada dia uma vinícola ser mais um centro de atendimento ao cliente, do que um produtor simplesmente. Fazer vinhos todos sabem, podem ser bons ou maus, mas vender vinhos isto é lá outra conversa.</p>
<p>Quem pretende ir a EXPOVINIS, seja profissional do ramo ou não, deve ter em mente que tudo aquilo que lá estará exposto faz parte de um sério trabalho, alguns de séculos de idade, portanto o bom comportamento é fundamental para o sucesso da exposição. Se você é fraco, beba pouco. Já se é forte para beber alcoólicos, lá não é local apropriado para exibir os dotes, ainda mais, levando-se em conta que todo o vinho servido não é cobrado. É de péssimo tom e de grandiosa má educação, querer beber tudo e julgar que o mundo vai acabar dentro de horas.</p>
<p>Desejamos o maior sucesso a este evento que como nos anos anteriores tem ajudado muito a impulsionar este neófito mercado de vinhos do Brasil.</p>
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