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	<title>Carlos Cabral &#187; O mundo do vinho do porto</title>
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		<title>Preparando o Vinho do Porto</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 19:20:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[O mundo do vinho do porto]]></category>
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		<description><![CDATA[Obviamente, tudo começa na colheita das uvas, que acontece entre o início de setembro e final de outubro na Região Demarcada do Douro. Em seguida, as uvas são encaminhadas para tanques automatizados de aço inoxidável, onde serão esmagadas. Felizmente, esses tanques automatizados não são a regra de produção no Douro. Muitas vinícolas continuam usando o tradicional método da pisa, ou seja, as uvas são esmagadas por pés humanos, único método utilizado até a década de 1960.
A pisa, que é feita em lagares com capacidade para até 7.500 litros de vinho, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Obviamente, tudo começa na colheita das uvas, que acontece entre o início de setembro e final de outubro na Região Demarcada do Douro. Em seguida, as uvas são encaminhadas para tanques automatizados de aço inoxidável, onde serão esmagadas. Felizmente, esses tanques automatizados não são a regra de produção no Douro. Muitas vinícolas continuam usando o tradicional método da pisa, ou seja, as uvas são esmagadas por pés humanos, único método utilizado até a década de 1960.</p>
<p>A pisa, que é feita em lagares com capacidade para até 7.500 litros de vinho, é um verdadeiro ritual. Homens e mulheres ficam com a metade de suas pernas submersas e esmagam as uvas com uma dança sincronizada enquanto ouvem o som de músicas alegres ou cantam. Os pés humanos são muito mais eficientes do que uma máquina quando o assunto é a pisa. Eles são perfeitos para esmagar as cascas e misturá-las com o sumo sem esmagar as minúsculas sementes que possuem tanino de gosto amargo.</p>
<p>Depois dessa etapa, começa a fermentação – momento em que o açúcar natural das uvas transforma-se em álcool. Quando isso acontece, a fermentação precisa ser interrompida. Nessa etapa, a aguardente de uva é misturada ao vinho. Como a graduação alcoólica da aguardente é altíssima (77%), a levedura do vinho morre, interrompendo a fermentação.</p>
<p>Mas o processo não pára por aí. Em seguida temos o amadurecimento e envelhecimento do vinho, estágios extremamente relevantes. Como existem diversos tipos de Vinho do Porto, as maneiras como eles amadurecem e envelhecem também variam muito. Em todos os casos, o resultado final é um vinho doce e extremamente saboroso.  </p>
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		<title>A história do Vinho do Porto</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 19:17:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[O mundo do vinho do porto]]></category>
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		<description><![CDATA[Não existem fronteiras para o Vinho do Porto. Mundialmente aceito e admirado, este vinho fortificado é um dos principais produtos de exportação de Portugal. Até os mais inexperientes no mundo de Baco conhecem a fama e qualidade da bebida, mas a história desse tinto adocicado servido em pequeninos copos continua desconhecida por muitos enófilos.
Ainda são pouco conhecidas as origens da cultura da vinha no Douro, mas é certo que o título “Vinho do Porto” surgiu apenas na segunda metade do século XVII. Obviamente a nomeação deriva da cidade do Porto, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não existem fronteiras para o Vinho do Porto. Mundialmente aceito e admirado, este vinho fortificado é um dos principais produtos de exportação de Portugal. Até os mais inexperientes no mundo de Baco conhecem a fama e qualidade da bebida, mas a história desse tinto adocicado servido em pequeninos copos continua desconhecida por muitos enófilos.</p>
<p>Ainda são pouco conhecidas as origens da cultura da vinha no Douro, mas é certo que o título “Vinho do Porto” surgiu apenas na segunda metade do século XVII. Obviamente a nomeação deriva da cidade do Porto, a segunda maior de Portugal, onde a produção de Vinho do Porto é centralizada.</p>
<p>Os comerciantes ingleses tiveram participação essencial no surgimento do Vinho do Porto que começou a ser produzido em 1680. A maioria das empresas produtoras foi aberta pelos britânicos, considerados os descobridores desse néctar. O interesse dos ingleses no vinho português era tanto que Portugal e Inglaterra assinaram, em 1703, o tratado de Methuen, que dava preferência ao vinho português em relação ao francês.</p>
<p>Com a procura cada vez mais alta pelo Vinho do Porto, o Douro tentou adaptar-se às novas exigências do mercado, mas as fraudes no produto foram inevitáveis. Isso fez com que os preços caíssem muito e, por consequência, os ingleses decidissem não comprar mais vinhos por conta das alterações na qualidade da bebida. O resultado foi uma crise para o vinho duriense, cujas exportações praticamente estagnaram em meados do século XVIII. </p>
<p>A grave situação fez com que os vinhateiros (pessoas que preparam ou vendem o vinho) pressionassem o governo para a criação da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, em 1756. Essa instituição garantiu a qualidade do produto e conseguiu controlar as adulterações no vinho. Hoje, essa tarefa pertence ao Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, que garante a autenticidade do Vinho do Porto.</p>
<p>No ano seguinte, em 1757, o estadista português Marquês de Pombal delimitou as principais áreas produtoras de vinho do Vale do Douro. Por essa razão, o Vinho do Porto vem somente de um lugar no mundo: a Região Demarcada do Douro, de 112 quilômetros de extensão.</p>
<p>Vale contar que, no início, o Vinho do Porto não tinha as características que conhecemos hoje. Antes, ele era fortificado com 3% de aguardente de uva, uma quantidade pequena acrescentada apenas para que a bebida suportasse a viagem até a Inglaterra. No ano de 1820, porém, as vendas dispararam com uma safra mais doce e madura. O sucesso foi tanto que os produtores decidiram adicionar uma quantidade maior de aguardente vínica no ano seguinte, visando aumentar a doçura do vinho e conter a fermentação. A nova safra foi um sucesso e resultou na fórmula do Vinho do Porto como conhecemos hoje. </p>
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		<title>O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 19:14:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto]]></category>
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		<description><![CDATA[O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, antes chamado apenas Instituto do Vinho do Porto, foi criado em 1933 para garantir a autenticidade de um dos produtos mais importantes para Portugal – o Vinho do Porto. O órgão tem a função de certificar e fiscalizar a Denominação de Origem e controlar a qualidade e quantidade dos vinhos. Para isso, faz um rigoroso controle de qualidade em todo processo produtivo. Só depois de completamente aprovado pelo Instituto é que um vinho passa a ter o direito de usar o ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, antes chamado apenas Instituto do Vinho do Porto, foi criado em 1933 para garantir a autenticidade de um dos produtos mais importantes para Portugal – o Vinho do Porto. O órgão tem a função de certificar e fiscalizar a Denominação de Origem e controlar a qualidade e quantidade dos vinhos. Para isso, faz um rigoroso controle de qualidade em todo processo produtivo. Só depois de completamente aprovado pelo Instituto é que um vinho passa a ter o direito de usar o nome “Porto”, recebendo o Selo de Garantia e o Certificado de Denominação de Origem. </p>
<p>O trabalho também é criterioso na hora de declarar a safra. O produtor precisa enviar amostras do vinho ao Instituto declarando formalmente suas intenções. Caso ele receba a aprovação, a safra de seu Porto pode ser declarada e o rótulo pode conter as palavras “Vintage Port”. Declarar ou não o ano de um Vintage é uma opção de cada produtor. Em geral, os anos realmente excelentes para o Vintage são aqueles que foram declarados pela maioria dos produtores, o que acontece poucas vezes por década.</p>
<p>O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto possui três locais onde os visitantes e amantes do Vinho do Porto podem ter ótimas experiências. São três solares, um no Porto, um em Lisboa e o outro na Régia. Todos esses espaços, requintados e acolhedores, organizam degustações de Vinho do Porto, promovem almoços e jantares, e comercializam publicações sobre o Vinho do Porto e a região do Douro. </p>
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		<title>Douro – Conheça a terra onde nasce o Vinho do Porto</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 19:12:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Douro]]></category>
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		<description><![CDATA[Mais de 80 mil propriedades vinícolas estão instaladas no Douro. Os vinhedos plantados na região crescem em um ambiente aparentemente inóspito, nas encostas extremamente íngremes (com inclinações de até 70 graus) formadas por xisto e granito. Esse tipo de solo drena a água, possibilitando que os ramos da videira se infiltrem na terra pelas fendas rochosas, chegando muitas vezes a até 20 metros de profundidade na busca por nutrientes. Completamente enterrados, os ramos encontram um ambiente mais estável e assim conseguem sobreviver ao clima austero da região.
Os invernos no Douro ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de 80 mil propriedades vinícolas estão instaladas no Douro. Os vinhedos plantados na região crescem em um ambiente aparentemente inóspito, nas encostas extremamente íngremes (com inclinações de até 70 graus) formadas por xisto e granito. Esse tipo de solo drena a água, possibilitando que os ramos da videira se infiltrem na terra pelas fendas rochosas, chegando muitas vezes a até 20 metros de profundidade na busca por nutrientes. Completamente enterrados, os ramos encontram um ambiente mais estável e assim conseguem sobreviver ao clima austero da região.</p>
<p>Os invernos no Douro são rigorosos, mas os verões têm fama de ser ainda mais difíceis, podendo chegar a até 50°C. Mas como a região está separada do clima úmido e fresco do oeste de Portugal pela cadeia de montanhas Serra do Marão, o calor na área é muito seco, melhorando as condições para as videiras. </p>
<p>A qualidade das uvas produzidas nos vários vinhedos varia muito por conta das condições distintas a que as plantações estão submetidas, como diferentes altitudes, inúmeros microclimas ou mudanças na orientação do sol, por exemplo. Com toda essa diversidade, fica muito difícil categorizar a região. </p>
<p>Desde a década de 1930, porém, esses vinhedos foram classificados pela Casa do Douro, que concede pontos baseados em critérios como altitude, clima, idade das parreiras, solo, abrigo do vento etc. Todos os anos essa instituição atribui uma autorização a cada viticultor usando uma quantidade de mosto (o sumo e a polpa resultantes do esmagamento das uvas antes da fermentação) de determinada uva que ele pode produzir.</p>
<p>O Douro é separado em 3 subzonas: Baixo Corgo, Alto Corgo e Douro Superior. O Baixo Corgo é onde são produzidos os vinhos do Porto mais simples. Já os vinhos de maior qualidade – como todos os Vintage – vêm dos vinhedos das outras duas subzonas, Alto Corgo e Douro Superior.</p>
<p>Nessas áreas estão plantadas 51 castas de uvas tintas e 38 de uvas brancas. A variedade impressiona, mas a rainha do Douro sem dúvida alguma é a Touriga Nacional, que produz os melhores vinhos devido à intensidade de seu sabor. Além dela, há outras quatro principais: Tinta Barroca, Tinto Cão, Touriga Francesa e Tinta Roriz. </p>
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		<title>Afinal, como é o Vinho do Porto?</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 19:09:45 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O Vinho do Porto é um vinho licoroso, produzido na Região Demarcada do Douro, em Portugal. Existem vários tipos de Porto, mas todos possuem uma inegável riqueza e intensidade de aroma. O teor alcoólico é elevado, geralmente entre 19 e 22%. As cores variam entre o retinto (um tom vinho muito carregado) e o alourado-claro. Já os Vinhos do Porto brancos podem ter cor branca pálida, branca palha e branca dourada. No sabor, um Porto pode ser muito doce, doce, meio-seco ou extra-seco, dependendo do momento de interrupção da fermentação. ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Vinho do Porto é um vinho licoroso, produzido na Região Demarcada do Douro, em Portugal. Existem vários tipos de Porto, mas todos possuem uma inegável riqueza e intensidade de aroma. O teor alcoólico é elevado, geralmente entre 19 e 22%. As cores variam entre o retinto (um tom vinho muito carregado) e o alourado-claro. Já os Vinhos do Porto brancos podem ter cor branca pálida, branca palha e branca dourada. No sabor, um Porto pode ser muito doce, doce, meio-seco ou extra-seco, dependendo do momento de interrupção da fermentação. </p>
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		<title>A taça ideal para um Porto</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 19:08:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para aproveitarmos ao máximo todas as sensações propiciadas por um bom vinho, a escolha da taça correta é essencial. Para cada tipo de vinho há um recipiente diferente, desenvolvido para realçar ao máximo os sabores e aromas da bebida. 
No caso do Vinho do Porto e de todos os vinhos doces e fortificados, as taças perfeitas são aquelas com bojo pequeno, já que esses vinhos são consumidos em menores quantidades. O design do copo também precisa ser mais estreito na parte superior, uma vez que isso ajuda a conduzir o ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para aproveitarmos ao máximo todas as sensações propiciadas por um bom vinho, a escolha da taça correta é essencial. Para cada tipo de vinho há um recipiente diferente, desenvolvido para realçar ao máximo os sabores e aromas da bebida. </p>
<p>No caso do Vinho do Porto e de todos os vinhos doces e fortificados, as taças perfeitas são aquelas com bojo pequeno, já que esses vinhos são consumidos em menores quantidades. O design do copo também precisa ser mais estreito na parte superior, uma vez que isso ajuda a conduzir o líquido diretamente para a ponta da língua, onde o sabor doce é sentido. </p>
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		<title>Tipos de Vinho do Porto</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 19:05:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Conheça as principais variedades de Vinho do Porto: 
Vintage
É a elite do Vinho do Porto, o tipo mais caro e mais procurado uma vez que representa apenas cerca de 2% da produção total. Um Vintage não é feito todos os anos, já que depende de condições climáticas perfeitas e não apenas da habilidade de um bom enólogo. As uvas utilizadas em sua confecção são provenientes dos melhores vinhedos do Douro. Quando pronto, o produtor precisa enviar uma amostra do vinho para o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conheça as principais variedades de Vinho do Porto: </p>
<p><strong>Vintage</strong></p>
<p>É a elite do Vinho do Porto, o tipo mais caro e mais procurado uma vez que representa apenas cerca de 2% da produção total. Um Vintage não é feito todos os anos, já que depende de condições climáticas perfeitas e não apenas da habilidade de um bom enólogo. As uvas utilizadas em sua confecção são provenientes dos melhores vinhedos do Douro. Quando pronto, o produtor precisa enviar uma amostra do vinho para o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) para aprovação.</p>
<p>Antes de ser engarrafado, o Vintage descansa em tonéis por cerca de dois anos. Depois desse período, não é refinado ou filtrado, o que resulta em uma boa quantidade de depósito na garrafa. Por essa razão, deve ser decantado ao ser aberto e consumido imediatamente, principalmente quando a safra for muito antiga. </p>
<p><strong>Aged Tawny</strong></p>
<p>São os mais apreciados em Portugal, resultantes de cortes de Vinhos do Porto de várias safras da mais alta qualidade. Por esse motivo, os Aged Tawny são designados em seus rótulos como de dez, vinte, trinta ou quarenta anos, nomenclatura feita pela média de idade dos vinhos misturados. </p>
<p><strong>Colheitas</strong></p>
<p>Os Colheitas (também chamados de Reserva) são um tipo especial e muito raro de Aged Tawny. Eles não representam nem mesmo 1% do total de Vinhos do Porto produzidos. Essa variação é feita a partir de uma única safra e por lei precisa envelhecer por pelo menos sete anos. Na prática, porém, envelhecem muito mais tempo na madeira, às vezes por 40 anos. Por outro lado, não podem envelhecer muito tempo na garrafa. </p>
<p><strong>Garrafeira</strong></p>
<p>Suave como um Aged Tawny, o Garrafeira também é um tipo especial de Vinho do Porto, feito em pouquíssimas quantidades. É produzido a partir de uma única safra excelente e envelhece de duas a quatro décadas. </p>
<p><strong>Crusted</strong></p>
<p>Esse tipo de Vinho do Porto tem esse nome porque tem muito depósito no fundo da garrafa, uma vez que não é filtrado. É um vinho feito a partir do corte de vinhos de várias safras, simples porém muito suculento e encorpado. </p>
<p><strong>Ruby</strong></p>
<p>Entre os tintos, é o menos complexo dos Vinhos do Porto. É o resultado do corte de vinhos jovens de várias safras. Frutado, pode até ser um vinho simples, mas costuma ter variações muito agradáveis.   </p>
<p><strong>Branco</strong></p>
<p>É a mais simples categoria de Vinho do Porto, feita a partir de uvas pouco conhecidas como códega, gouveio, malvasia fina, viosinho e rabigato. Pode ser seco, mas a maioria tem um toque de doçura. Já os chamados “lágrimas”, muito populares em Portugal, são uma variação extremamente doce. </p>
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		<title>Um Porto Vintage para não esquecer</title>
		<link>http://www.carloscabral.com.br/um-porto-vintage-para-nao-se-esquecer/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 22:44:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Porto Vintage]]></category>
		<category><![CDATA[vinho do Porto]]></category>

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		<description><![CDATA[Não serei eu a discordar da classificação dos Portos Vintage do século XX, aliás, concordo em gênero, número e grau, que os anos de 1904, 1912, 1927, 1945, 1963, 1977, 1985, 1994, 1997 e 2000 são realmente obras de Deus. 
Vinhos bem nascidos, bem criados e bem servidos, quando temos o privilégio de degustar, como se diz em Portugal, “estas pomadas”&#8230; 
Do 1904 lembro-me de um degustado no ano de 1984 na Sandeman, na companhia de um antigo enólogo da casa, com o mesmo nome que eu, Cabral. Estava vivo, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não serei eu a discordar da classificação dos Portos Vintage do século XX, aliás, concordo em gênero, número e grau, que os anos de 1904, 1912, 1927, 1945, 1963, 1977, 1985, 1994, 1997 e 2000 são realmente obras de Deus. </p>
<p>Vinhos bem nascidos, bem criados e bem servidos, quando temos o privilégio de degustar, como se diz em Portugal, “estas pomadas”&#8230; </p>
<p>Do 1904 lembro-me de um degustado no ano de 1984 na Sandeman, na companhia de um antigo enólogo da casa, com o mesmo nome que eu, Cabral. Estava vivo, parecia um ruby com um pouco de idade, não havia perdido muito de sua cor ruby intensa, quando de seu nascimento.</p>
<p>O ano de 1912 foi provado no último dia 17 de abril, na casa de um  jovem amigo, que aos 20 anos aprendeu a gostar de Vinho do Porto, devido as suas constantes visitas a antiga Casa Cabral, nos Jardins , em São Paulo. </p>
<p>Marcos Kitano e esposa  receberam Leda e eu para um jantar e no final, o Vintage Porto 1912 da Cockburn’s. Estava um “old Tawny”, o tempo lhe foi generoso, embora com uma cor topázio queimado, as frutas vermelhas maduras estavam presentes, e no final do cálice um leve toque de fumado se fazia presente. Foi degustado solenemente com uma torta de amêndoas, e brindado com os cálices ao alto e honra de Antonio Graça, que por mais de 40 anos trabalhou na Cockburn’s, e até hoje é alma dessa Casa de origem inglesa, mesmo não mais trabalhando nela.</p>
<p>O Vintage 1927, chamado de “um clássico” pelo mundo do Vinho do Porto, já tive mais sorte, pude degustar alguns rótulos como, Taylor’s, Quinta do Noval, Niepoort e Croft. Todos insuperáveis, mas o da Casa Borges é o que fez história comigo. Este era o ano de nascimento do querido amigo João Caldas, carinhosamente chamado por nós todos da SBAV (Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho) de Tio João, devido a ser o único entre nós a ter uma enorme cabeleira branca. Tio João, um Lord em todos os aspectos, adquiriu algumas garrafas dessa preciosidade, e deu-me a honra de abrir algumas delas, que eram solenemente degoladas, com a tenaz quente, filtradas, decantadas e servidas para o nosso deleite. Mesmo após a sua morte, a família do tio João me deu a honra de partir a penúltima garrafa do acervo, no ano de 2007, ano em que Tio João completaria 80 anos.</p>
<p>O Vintage 1945, considerado por muitos como a “Jóia da Coroa”, tem seu valor sentimental elevado, por ser o ano do fim da 2° Grande Guerra Mundial. Aqui provei o Fonseca, uma lenda neste assunto, Vintages de superior qualidade é com essa gente. O amigo Bruce Gumarães entendia muito desse assunto e felizmente seu filho David, puxou ao pai. O vinho estava ótimo, mas o Vintage 1945 marcante foi um Ferreira que o Sr. Fernando Moreira Paes Nicolau de Almeida, o célebre enólogo da Casa Ferreira, por 63 anos consecutivos e criador do Barca Velha, presenteou ao meu amigo e confrade Paulo Milagres Jr., quando este acompanhava um grupo de enófilos da SBAV a uma visita ao Douro e Porto no ano de 1989. </p>
<p>Nesse mesmo ano, outro bom amigo, o Sidney Rodrigues também ganhou uma garrafa de  Vintage Ferreira 1945, como Prêmio máximo por seu excelente trabalho à frente da gerência de vendas da importadora Aurora. Ambos, Paulo e Sidney são nascidos em 1945. O Paulo Milagres logo profetizou: A minha garrafa você irá abrir no aniversário dos meus 60  anos!</p>
<p>Tivemos paciência, Paulo e eu soubemos esperar. Foi uma solenidade e tanto, com a família reunida, inclusive sua mãe estava presente. Paulo deu-me a honra de partir o gargalo, de decantar e iniciou-se o serviço, com duas opções de gastronomia. Ana, esposa do Paulo, caprichou na torta de amêndoas, e um solene Queijo da Serra da Estrela nos acompanhou na hora deste sacrifício.</p>
<p>O Vintage 1963 já teve 28 declarações, ou seja, 28 Casas produtoras de Vinho do Porto tiveram seus Vintages aprovados pelo Instituto do Vinho do Porto. Provei várias marcas, inclusive a da Casa Poças Junior, que embora existisse desde 1918, seria o segundo ano em que a Casa declarava um Vintage , o primeiro foi em 1960. Não provei os 28 Vintages, mas tem um que não sai da memória, o Noval Nacional 1963.</p>
<p>Toda a expressão de qualidade superior que se espera de um Porto, estava naquele vinho. Chega a ser indescritível se quiser enumerar a quantidade de predicados que essa maravilha tem.</p>
<p>Se alguém julgar que merece um prêmio extra nesta vida antes de partir dela, peça um Vintage Noval Nacional 1963, e depois morra em paz!</p>
<p>O ano de 1977 também foi farto de Declarações. Aqui um Niepoort, degustado com Rolf Niepoort em 1982 foi um “must”.  Estava muito jovem e os consumidores dos Estados Unidos da América estavam se revelando grandes admiradores em degustar Vintages jovens, deixando para os ingleses a façanha de degustar Portos Vintages, sempre com mais de 30 anos. A onda pegou e hoje os americanos são os reis do Vintage jovem, e os ingleses, delicadamente os chamam de “infanticidas”! </p>
<p>Deste ano recordo-me de ter degustado um da Casa Messias, na casa do amigo e confrade Armando Reis, vinho também de grande e boa memória. Desse ano de 1977, também degustei um Real Companhia Velha em outubro de 1982, em um almoço na sede da empresa em Vila Nova de Gaia, na companhia do saudoso amigo Augusto Pinto Soromenho Junior, a quem muitos anos mais tarde dediquei a minha glamorosa coleção de 8.000 mil rótulos de Vinho do Porto.</p>
<p>O ano de 1985 bateria o record de Declarações, 45 ao todo. Daqui já tive a oportunidade de passear por Ramos Pinto, Poças, Ferreira, Kopke, Taylor’s, Cálem, Ferreira, Warre, Burmester, Rozes, Quinta do Crasto, Borges, Messias, Sandeman e Churchill, Croft, Delaforce e Quinta da Romaneira.</p>
<p>Todos, como foram degustados jovens, eram mais parecidos com um grosso caldo de framboesa e ameixas maduras. O futuro desse vinho, que é agora, começará a dar o ar de sua graça em provas por todo o mundo.</p>
<p>O ano de 1994 teve o efeito de uma bomba atômica.</p>
</p>
<p>O mundo curva-se aos pés do Vinho do Porto, porque a prestigiada revista americana “Wine Spectator” dá nota 100 a dois grandes Vinhos do Porto Vintage 1994, o  Taylor’s e o Fonseca. Quase todas as Casas declararam 1994 um ano Vintage. Os preços dobraram graças a esta publicidade, mas nada ocorreu de anormal, de fato todos os Porto de 1994 valiam, e valem, o quanto pedem. É uma obra de arte, que também encontramos dificuldades em descrever esta verdadeira joia.</p>
<p>Quem puder, corra e prove logo este vinho, será um grande presente a sua alma.</p>
<p>Quanto ao ano de 1997, a natureza foi sábia. Deu tudo igual a safra de 1994, ou seja outra jóia, idêntica a 1994. Caso raro de acontecer no mundo deste vinho, uma sequência que foi um presente dos deuses aos apaixonados por este vinho.</p>
<p>Dos anos de 1994 e 1997, tive o privilégio de provar todos os Vintages que foram declarados. Não vou destacar nenhum, porque a qualidade aqui foi homogênea, o Douro todo foi premiado com grandes vinhos, os enólogos só tiveram o trabalho de mandar colher as uvas e fazer o vinho, o resto, a natureza deu.</p>
<p>Já o ano de 2.000 foi emblemático. Já escrevi muito sobre isso e em palestras que faço digo e repito: Ninguém pode abandonar a vida terrena antes de tomar o Noval Nacional Vintage 2.000. Parafraseando o velho negociante inglês de Vinho do Porto, que no século XVI disse: Se não fosse estragar, o beberia com lágrimas!</p>
<p>Meu deus! Que vinho é esse. Tive a honra e o privilégio de em 120 minutos degustar quase 1,5 litros desse vinho, sozinho, em canto solitário do Palácio da Alfândega no Porto, quando ao final de uma prova 23 jornalistas europeus se levantaram  e se retiraram da sala. </p>
<p>Para espanto do enólogo da Quinta do Noval António Agrellos, mandei que os garçons recolhessem todo o vinho que havia sobrado nos cálices dos 23 jornalistas e colocassem em um decanter. Então, calma e pacientemente, como um monge tibetano, fui me servindo desse néctar, até não ter gota alguma no decanter. Entrei em estado de graça, porque um vinho desse não embebeda, só eleva o espírito à Deus.</p>
<p>No próximo mês de setembro irei comemorar 40 anos que estudo o Vinho do Porto, já lhe dediquei um livro, e dentro de 3 meses estará nas livrarias outro livro em sua homenagem. Tenho 440 livros sobre o Vinho do Porto e uma coleção de 8.000 rótulos, fora toda a literatura promocional que as Casas produtoras desse vinho produzem para distribuir ao mercado, o que soma uma montanha de papel. Já estive na cidade do Porto 34 vezes, desde o ano de 1982, e também tenho o grau máximo da Confraria do Vinho do Porto, lá sou Infanção.</p>
<p>Confesso publicamente: O Vintage Noval Nacional 2.000 foi o melhor Vinho do Porto que bebi em meus 59 anos de vida! Só peço a Deus que me dê outra oportunidade de degustar essa relíquia, depois pode me convocar, subirei ou descerei sorrindo!</p>
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		<title>Vinho do Porto nas revistas brasileiras</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jan 2009 12:56:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tradicionalmente, duas importantes revistas especializadas em gastronomia e enofilia no Brasil, a Gula e a Prazeres da Mesa, publicam em Janeiro de cada ano, o resultado de um bem elaborado painel de provas de vinhos, apresentando aos leitores quais foram os grandes destaques neste mundo do vinho, no ano anterior.
No tocante ao vinho do Porto os vencedores foram:
Prazeres da Mesa – Noval 20 anos
Excelente escolha. A Casa Noval mantém assim sua referência de alta qualidade nesta categoria de Portos com denominação de idade. Este vinho, com 20,5% de álcool, reúne ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tradicionalmente, duas importantes revistas especializadas em gastronomia e enofilia no Brasil, a Gula e a Prazeres da Mesa, publicam em Janeiro de cada ano, o resultado de um bem elaborado painel de provas de vinhos, apresentando aos leitores quais foram os grandes destaques neste mundo do vinho, no ano anterior.<br />
No tocante ao vinho do Porto os vencedores foram:<br />
Prazeres da Mesa – Noval 20 anos<br />
Excelente escolha. A Casa Noval mantém assim sua referência de alta qualidade nesta categoria de Portos com denominação de idade. Este vinho, com 20,5% de álcool, reúne raça e leveza ao mesmo tempo. Seus aromas são inebriantes e a permanência desses aromas no retro-olfato é fantástica.<br />
GULA – Burmester 40 anos<br />
Vinho muito elegante, com aromas de frutas secas, destacando-se as amêndoas e baunilha, bem marcantes. Um grande acompanhamento para uma suculenta torta de amêndoas. </p>
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		<title>Vendas de Porto em 2008</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jan 2009 12:54:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
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		<category><![CDATA[vinho do Porto]]></category>

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		<description><![CDATA[O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto acaba de publicar as estatísticas das exportações de vinho do Porto no ano de 2008.
O ano já não decorria bem para setor, quando em setembro veio a crise mundial que teve origem nos Estados Unidos e se alastrou pelo mundo. Ainda não sabemos se algumas encomendas foram canceladas, mas como é praxe, em países de sólida estabilidade econômica, em setembro as encomendas para as festas de final de ano já haviam sido feitas, portanto temos que considerar um ano normal neste ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto acaba de publicar as estatísticas das exportações de vinho do Porto no ano de 2008.<br />
O ano já não decorria bem para setor, quando em setembro veio a crise mundial que teve origem nos Estados Unidos e se alastrou pelo mundo. Ainda não sabemos se algumas encomendas foram canceladas, mas como é praxe, em países de sólida estabilidade econômica, em setembro as encomendas para as festas de final de ano já haviam sido feitas, portanto temos que considerar um ano normal neste aspecto.<br />
O mercado mundial para o vinho do Porto em 2008, leia-se aqui as exportações, caíram 5,8%, se comparadas ao ano de 2007. As maiores quedas ocorreram  no Canadá-14,1%, Dinamarca–19,8% e  Espanha-23,5%.<br />
De positivo aparecem somente 2 mercados em crescimento, a Alemanha com 15,5 e o Brasil com 9,8%, há muitos anos não assistíamos a este número positivo. Tal fato tem sua explicação. O Brasil em 2008 vinha em um crescimento muito bom em sua economia, o consumo, em geral estava aquecido, e muitas novas importadoras colocaram o vinho do Porto em seus catálogos, fato também que justifica o grande aumento de 26,3% nos vinhos do Porto de categorias especiais no Brasil (Vintage, Colheitas, Denominações de Idade e LBV).<br />
Outra curiosidade de nosso mercado é que dos tipos considerados comuns, (Ruby, Tawny e White), o tipo Ruby teve 10% a mais de venda se comparado ao Tawny. O tipo Ruby é o mais encorpado e o Tawny mais leve, e por sermos um país tropical, pela lógica deveríamos consumir mais Tawnys.<br />
Dos vinhos do Porto com denominação de idade, subimos 26,2% nos Portos 10 anos, fato que nos alegra muito, pois este tipo de vinho faz escola. Quem gosta do Porto 10 anos, logo irá para o 20, depois o 30 até chegar ao 40 anos.<br />
Para resistir a este sobe e desce anual nas vendas de vinho do Porto é que a maioria das Casas produtoras desses vinhos investiram fortemente nos vinhos maduros do Douro, que têm tido uma aceitação muito boa em todas as partes do mundo. </p>
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