﻿<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Carlos Cabral &#187; O mundo do vinho do porto</title>
	<atom:link href="http://www.carloscabral.com.br/category/o-mundo-do-vinho-do-porto/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.carloscabral.com.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Wed, 01 Feb 2012 11:46:19 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.2</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Degustação de Portos 10 anos na SBAV</title>
		<link>http://www.carloscabral.com.br/degustacao-de-portos-10-anos-na-sbav/</link>
		<comments>http://www.carloscabral.com.br/degustacao-de-portos-10-anos-na-sbav/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Mar 2011 20:29:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[O mundo do vinho do porto]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.carloscabral.com.br/?p=1184</guid>
		<description><![CDATA[No último dia 15 de fevereiro, tive o privilégio de dirigir uma degustação de Vinhos do Porto 10 anos, todos Tawnys tradicionais e que estão disponíveis no mercado brasileiro.
No total, 11 amostras foram degustadas às cegas por 17 participantes. Fizemos da maneira menos complicada, sem dar notas. Apenas, no final da prova, as opiniões são recolhidas e, pelo sistema universal, são eleitos os três vinhos que mais agradaram. O objetivo desta prova era dar aos participantes, todos enófilos praticantes, a oportunidade de sentirem mais detalhadamente como é processado o envelhecimento ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No último dia 15 de fevereiro, tive o privilégio de dirigir uma degustação de Vinhos do Porto 10 anos, todos Tawnys tradicionais e que estão disponíveis no mercado brasileiro.</p>
<p>No total, 11 amostras foram degustadas às cegas por 17 participantes. Fizemos da maneira menos complicada, sem dar notas. Apenas, no final da prova, as opiniões são recolhidas e, pelo sistema universal, são eleitos os três vinhos que mais agradaram. O objetivo desta prova era dar aos participantes, todos enófilos praticantes, a oportunidade de sentirem mais detalhadamente como é processado o envelhecimento paciente de vinhos do Porto e onde reside a arte de cada Casa produtora na hora de preparar seu “blend” para a obtenção de seus vinhos.</p>
<p>Os padrões de elaboração desse tipo de vinho ditadas pelo Instituto dos Vinhos do Douro e Porto são rígidas e muito conhecidas. Não só a cor do vinho obtida por sua lenta oxidação é levada em conta. Os lotes com vinhos mais velhos e até com vinhos do Porto brancos entram nesta avaliação. Por isso que encontramos entre essas amostras algumas tonalidades muito claras para alguns e outras mais escuras, fato que de princípio revela como é o estoque desses vinhos em cada produtor. Existem produtores que deixam seus vinhos mais tempo na mesma barrica, até próximo a completar 10 anos, então a cor será mais carregada, chegando muitas vezes a ser chamada de um “ruby light ou claro”, mas outros produtores optam por fazer lotes bem apurados de vinhos mais velhos Tawnys  ou com vinhos brancos, também velhos, o que confere ao vinho uma cor topázio brilhante e muito clara.</p>
<p>Todos os vinhos degustados foram ofertados pelos importadores locais, que sempre prestigiaram o trabalho sério da SBAV no sentido de divulgar a cultura do vinho.</p>
<p>As marcas que honraram essa prova foram: Offley, Cálem, Dow’s, Burmester, Messias, Taylor’s, Valdouro Wiese Krohn, Warre’s, Ferreira, Graham’s e Fonseca.</p>
<p>No tocante ao aspecto de cor, todos estavam corretos, alguns mais claros e outros não, porém, a limpidez se fez presente em todas as amostras. Nos aromas, destaque para leves tons de caramelo, baunilha e madeira, bastante comum em Portos com longo estágio na madeira. Algumas amostras apresentaram um álcool potente, levemente agressivo, mas nada que pudesse prejudicar o resultado final. Na boca, que foi o grande fator para a eleição dos três primeiros, é que houve destaque especial pela ordem aos 10 anos da Warre’s, da Ferreira e do Messias. Esses três exemplares estavam robustos, com longa permanência na boca e um frescor de sabores que chamou a atenção de todos. Os frutos secos, outra característica marcante desses vinhos, também se evidenciaram mais nestes três vinhos.</p>
<p>O mais importante da noite foi o diálogo que se travou após a prova, com esclarecimentos de dúvidas e aparte de todos, sendo que cada qual, dentro do seu universo de conhecimento, pronunciou-se de forma clara e objetiva quais foram as sensações sentidas durante a prova.</p>
<p>Foi mais uma noite para o Vinho do Porto fazer escola e dar alegria a todos!  </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.carloscabral.com.br/degustacao-de-portos-10-anos-na-sbav/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma rara coleção de Vinhos do Porto</title>
		<link>http://www.carloscabral.com.br/uma-rara-colecao-de-vinhos-do-porto/</link>
		<comments>http://www.carloscabral.com.br/uma-rara-colecao-de-vinhos-do-porto/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Mar 2011 20:27:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Headline]]></category>
		<category><![CDATA[O mundo do vinho do porto]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.carloscabral.com.br/?p=1180</guid>
		<description><![CDATA[Participei no inicio de março de 2011 da badalada feira de Vinhos realizada na Cidade do Porto, chamada “Essência do Vinho”, hoje, em sua 8ª edição.
Trata-se de uma mostra e um painel bem organizado de todos os vinhos produzidos em Portugal. Os produtores montam seus stands de degustação e oferecem para provar tudo o que se fez de melhor nos últimos anos.
Paralela a essa mostra, eventos pontuais com degustações específicas comandadas por enólogos e diretores de vinícolas, permitiram que o público para provar algumas raridades, todas sempre selecionadas, com o ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Participei no inicio de março de 2011 da badalada feira de Vinhos realizada na Cidade do Porto, chamada “Essência do Vinho”, hoje, em sua 8ª edição.</p>
<p>Trata-se de uma mostra e um painel bem organizado de todos os vinhos produzidos em Portugal. Os produtores montam seus stands de degustação e oferecem para provar tudo o que se fez de melhor nos últimos anos.</p>
<p>Paralela a essa mostra, eventos pontuais com degustações específicas comandadas por enólogos e diretores de vinícolas, permitiram que o público para provar algumas raridades, todas sempre selecionadas, com o objetivo de atender a um tema específico.</p>
<p>Logo no primeiro dia, juntamente com mais 30 jornalistas especializados em vinho de várias partes do mundo, tive a oportunidade de degustar 47 vinhos que a Revista Wine havia selecionado dentro de seu Painel de Provas, que obtiveram pontuação acima de 18/20.<br />
No tocante aos Vinhos do Porto, neste painel nove Portos Vintages de 2008 foram à prova. Eram eles: Duorum Vinha de Castelo Melhor, Fonseca Guimaraens, Fonseca Quinta do Panascal, Quevedo Quinta Vale d’Agodinho, Quinta da Romaneira, Quinta do Vesúvio, Quinta Do Noval, Quinta do Vale Meão e Taylor’s Vargellas. Tive que dar pontuações meio a contragosto, já que sou contra esta forma de apreciar vinhos. Prefiro as classificações correntes de aspectos, aromas e sabores e a impressão de quem degusta. Pra mim a nota mais baixa foi 17. E a mais alta de 20 pontos ficou para o Fonseca Guimaraens, que mais parecia um caldo de framboesas, mas grosso, sem coar a polpa; os aromas são de frutas maduras e o álcool imperceptível, com um final de boca longo. O Fonseca Guimaraens é um vinho que, degustado mesmo jovem, casaria bem com um grande e bem maturado Queijo da Serra da Estrela! Com 19 pontos e não menos brilho, ficou o Noval que sempre dispensa comentários, já que os vinhos do Porto nascidos naquele canto encantado do Douro são dignos dos Deuses!</p>
<p>Em seguida dessa prova, foi servido um espetacular almoço na Factory House, ou seja, na Feitoria Inglesa, imponente edifício localizado próximo à zona da Ribeira, no Porto, que ainda hoje é sede emblemática da presença dos ingleses no negócio do Vinho do Porto, desde o século XVII.</p>
<p>Éramos em muitos e fomos recebidos por Paul Symington no Salão de Baile, um belo ambiente, todo decorado em azul. No final da refeição, queijo e doce foram acompanhados por Portos Graham’s Colheita 1961, um exemplar com cor topázio brilhante e aromas sutis de frutos secos, e um Vintage 1963, ou seja, um Porto Vintage Clássico, já que o ano foi considerado um dos melhores do século passado. Este Vintage ainda tinha os aromas de frutas vermelhas maduras em todo o seu esplendor. Foi de fato um momento solene!</p>
<p>Na tarde do dia seguinte, teríamos um encontro mais de perto com a obra de Dona Antónia Adelaide Ferreira. Esta dama e rainha do Vinho do Porto, que em 4 de julho de 2011 comemoraremos seu bicentenário de nascimento, ao falecer, em 1896, deixou uma garrafeira com mais de 86 mil garrafas de vinho. E foram justamente as três safras escolhidas a dedo pelo atual enólogo da Casa Ferreira, Luis Souto Maior, que faziam parte deste tesouro. Foram degustadas em uma agradável seção de prova intitulada: “Os Vintages que Dona Antónia provou”. Como um grupo de monges beneditinos em recolhimento de oração em seus ofícios de feria, foi provado os Vintages dos anos 1863, 1847 e 1834. Sobre o primeiro, outro clássico neste mundo do Vinho do Porto, tenho a acrescentar que sua cor chega a ser um colírio para os olhos, o álcool muito bem casado e os aromas são um grande misto de frutas maduras e secas.</p>
<p>O 1834 estava com a cor topázio escuro, o que mostra que sua decantação foi mais lenta e que, provavelmente, foi obtido de uvas tintureiras tradicionais do Douro, como a Souzão, por exemplo. Esse vinho apresentou um aroma marcante de laranja e, na boca, um leve toque de “vinagrinho”, que não chega a ser defeito levando-se em conta idade do vinho.</p>
<p>A estrela da degustação foi o Porto Vintage da safra 1847! Perfeito em tudo! Aromas e cor corretos, tudo o que se espera de um bom Porto. E na boca, sua doçura nos reporta ao famoso Pudim do Abade de Priscos, em que Vinho do Porto e açúcar queimado reinam absolutos. Pelo grau de perfume adocicado deste vinho, se pudéssemos fazer o DNA dele, nada me surpreenderia se encontrássemos um pouco de uvas Moscatéis tão presentes no Douro.</p>
<p>A conclusão que se tira de uma prova destas é que Dona Antónia, apesar de muitos dissabores que passou, tinha ao seu alcance esses vinhos considerados “uma pomada” para refazer-lhe o espírito!</p>
<div id="attachment_1190" class="wp-caption alignright" style="width: 260px"><img class="size-full wp-image-1190 " src="http://www.carloscabral.com.br/wp-content/uploads/2011/03/DSC04363.jpg" alt="Cabral durante a prova da Sogevinus" width="250" height="187" /><p class="wp-caption-text"><em>Cabral durante a prova da Sogevinus</em></p></div>
<p>Outra prova que demonstrou ser um verdadeiro “tour de force” foi a da empresa SOGEVINUS, que congrega quatro prestigiadas e tradicionais marcas de Vinho do Porto: Cálem, Burmester, Barros e Kopke, ofereceu a poucos escolhidos.</p>
<p>O competente e apaixonado enólogo Pedro Sá dirigiu uma prova “sui generis”, que apresentou uma excelente coleção de Portos com denominação de idade: Brancos versus Portos Tawny. É tradicional no mercado a presença dos Portos Tawnys 10, 20, 30 e 40 mais anos, mas Portos Brancos com estas mesmas denominações já são um tanto quanto difíceis de encontrar. Embora agora, no Douro, todas as Casas produtoras de Vinhos do Porto andam à caça dessas preciosidades. As Casas Barros e Almeida e Kopke sempre tiveram uma excelente garrafeira, com muitas colheitas e milhares de litros de vinhos velhos, que sempre eram usados para se fazerem as tradicionais “lotações” de vinhos, que nós conhecemos como o “quebra cabeça” dos enólogos. Após as explicações de Pedro Sá, fomos ao sacrifício. Provamos Kopke Tawny e White 10 anos, Burmester Tawny e White 20 anos e 30 anos, voltando aos Kopke Tawny e White 40 anos. De imediato, se não fosse para beber eu me contentaria só em ficar apreciando as cores. Tantos matizes de topázios que iam do ouro velho ao amarelo brilhante, com laivos na taça de tons esverdeados. Um show de cores, que só as potentes câmeras fotográficas e os olhos de um “portófilo” apaixonado são capazes de captar. Muito brilho e transparência em todas as amostras degustadas. Presente em todos esses vinhos com mais e menos intensidade, os aromas de caramelo e baunilha iam com o passar do tempo, por evaporação, tornando-se inebriantes. Na boca, a doçura foi o ponto alto. A permanência no retrogosto era marcante, em todos os vinhos degustados tinha que se beber muita água para limpar a boca, evitando que os sabores marcantes do último vinho apreciado se mantivessem na boca. O “Gran Finale” ficou por conta de um Porto Tawny e um Porto White Barros Colheita 1935. Estes vinhos estagiaram em pipas de carvalho por mais de 60 anos, portanto tinham cor original de oxidação na madeira e aromas complexos. Só foram trasfegados na hora de seu engarrafamento. Duas joias! Na cor, até se confundiam um pouco, ambos estavam próximos do ponto de fusão, em que, se não fossem identificados, não se conseguiria dizer quem nasceu tinto e quem nasceu branco. Uma obra de arte da natureza que o homem caprichoso e inteligentemente soube apadrinhar. Que bom seria que aqueles que mandam no mundo pudessem ter tido esta experiência, quem sabe saberiam respeitar um pouco mais a natureza! Vejo com bons olhos que os Vinhos do Porto Brancos terão doravante o espaço justo que sempre mereceram. Talvez por ser novidade, nessa prova, a maioria presente, acostumada a degustar somente Portos Tawny nesta categoria, votou nos White, que deram uma “boa surra”, com todo respeito, nos Tawnys. Agora é só esperar e ver como reagirá o mercado.</p>
<p>Ainda no contexto do Vinho do Porto, outra grande surpresa ainda estava para acontecer.</p>
<p><div id="attachment_1192" class="wp-caption alignright" style="width: 260px"><img src="http://www.carloscabral.com.br/wp-content/uploads/2011/03/DSC04371.jpg" alt="" title="" width="250" height="188" class="size-full wp-image-1192" /><p class="wp-caption-text"><em>Cabral segura um Andresen da colheita de 1937</em></p></div>A Casa Andresen (embora com esse nome, é portuguesa da gema) é muito reconhecida como produtora de Vinhos do Porto Colheitas. E, por tradição, tem grandes estoques de vinhos velhos e atende ao mercado regularmente quando o consumidor busca por uma data específica. Fato notável nesta história é que os vinhos são engarrafados somente mediante a colocação do pedido, portanto o vinho esteve em tonel de carvalho desde o ano de seu nascimento. Excetuando anos emblemáticos e históricos, como virada de século ou uma safra excepcional, os demais vinhos são engarrafados somente quando solicitados. A Casa Andresen apresentou neste evento nada menos que 13 colheitas dos seguintes anos: 1997, 1995, 1992, 1991, 1982, 1980, 1975, 1970, 1968, 1963, 1937, 1910 e 1900.</p>
<p>Por ordem dos que mais me impressionaram, vou falar um pouco sobre estes vinhos.</p>
<p>O ano de 1963 estava espetacular, pode ser rotulado de “o vinho ideal”. Todos os componentes clássicos que se espera de um Vinho do Porto, com largueza e elegância estavam presentes neste ano. Não é à toa que, no mercado internacional, os Portos 1963 atinjam preços astronômicos, este vinho vale quanto pesa! Seguindo-se para o ano de 1910, que é um ano emblemático para os portugueses, afinal, o vinho foi elaborado 30 dias antes da Proclamação da República. No ano passado, nas comemorações do 1° Centenário desta data, a Casa Andresen engarrafou uma centena deste vinho e venderam todos por uma fortuna em poucos dias!<br />
O ano de 1975 não ficou a desejar, complexo, aromático à baunilha e inebriante. O do ano de 1991 apresentou-se como o melhor da década de 90 do século passado. O do ano de 1937 já é um clássico, já que várias Casas produtoras de Vinho do Porto separaram grandes quantidades desses vinhos para venda futura e, até onde eu sei, só mais três Casas possuem esta colheita no momento. O vinho do Porto de 1900 foi engarrafado um dia antes da prova, ou seja, repousou por 111 anos em um tonel. Estava vivo, tinha curiosamente aromas de torrefação e chocolate. Na boca pareceu uma manteiga, muito untuoso. Sua cor era um caramelo escuro, a oxidação aqui foi pouca. Talvez seja um vinho para ser bebido com 200 anos!!!!</p>
<p>No geral, a conclusão é que foram dias de glória! Houve outro Porto emblemático que degustei, mas este por si só será assunto de outra história muito em breve.</p>
<p>O tempo é o maior professor do Vinho do Porto. Resta saber se os produtores de Vila Nova de Gaia e do Douro terão paciência nesses dias difíceis que o mundo vive, de guardar grandes vinhos para as futuras gerações, afinal nossos filhos e netos também têm o direito de se sentirem no céu, perto de Deus, como eu me senti nestes primeiros dias de março de 2011 na antiga, muito nobre, leal e invicta Cidade do Porto!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.carloscabral.com.br/uma-rara-colecao-de-vinhos-do-porto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>12</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Preparando o Vinho do Porto</title>
		<link>http://www.carloscabral.com.br/preparando-o-vinho-do-porto/</link>
		<comments>http://www.carloscabral.com.br/preparando-o-vinho-do-porto/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 19:20:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[O mundo do vinho do porto]]></category>
		<category><![CDATA[vinho do Porto]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.carloscabral.com.br/?p=1023</guid>
		<description><![CDATA[Obviamente, tudo começa na colheita das uvas, que acontece entre o início de setembro e final de outubro na Região Demarcada do Douro. Em seguida, as uvas são encaminhadas para tanques automatizados de aço inoxidável, onde serão esmagadas. Felizmente, esses tanques automatizados não são a regra de produção no Douro. Muitas vinícolas continuam usando o tradicional método da pisa, ou seja, as uvas são esmagadas por pés humanos, único método utilizado até a década de 1960.
A pisa, que é feita em lagares com capacidade para até 7.500 litros de vinho, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Obviamente, tudo começa na colheita das uvas, que acontece entre o início de setembro e final de outubro na Região Demarcada do Douro. Em seguida, as uvas são encaminhadas para tanques automatizados de aço inoxidável, onde serão esmagadas. Felizmente, esses tanques automatizados não são a regra de produção no Douro. Muitas vinícolas continuam usando o tradicional método da pisa, ou seja, as uvas são esmagadas por pés humanos, único método utilizado até a década de 1960.</p>
<p>A pisa, que é feita em lagares com capacidade para até 7.500 litros de vinho, é um verdadeiro ritual. Homens e mulheres ficam com a metade de suas pernas submersas e esmagam as uvas com uma dança sincronizada enquanto ouvem o som de músicas alegres ou cantam. Os pés humanos são muito mais eficientes do que uma máquina quando o assunto é a pisa. Eles são perfeitos para esmagar as cascas e misturá-las com o sumo sem esmagar as minúsculas sementes que possuem tanino de gosto amargo.</p>
<p>Depois dessa etapa, começa a fermentação – momento em que o açúcar natural das uvas transforma-se em álcool. Quando isso acontece, a fermentação precisa ser interrompida. Nessa etapa, a aguardente de uva é misturada ao vinho. Como a graduação alcoólica da aguardente é altíssima (77%), a levedura do vinho morre, interrompendo a fermentação.</p>
<p>Mas o processo não pára por aí. Em seguida temos o amadurecimento e envelhecimento do vinho, estágios extremamente relevantes. Como existem diversos tipos de Vinho do Porto, as maneiras como eles amadurecem e envelhecem também variam muito. Em todos os casos, o resultado final é um vinho doce e extremamente saboroso.  </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.carloscabral.com.br/preparando-o-vinho-do-porto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A história do Vinho do Porto</title>
		<link>http://www.carloscabral.com.br/a-historia-do-vinho-do-porto/</link>
		<comments>http://www.carloscabral.com.br/a-historia-do-vinho-do-porto/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 19:17:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[O mundo do vinho do porto]]></category>
		<category><![CDATA[vinho do Porto]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.carloscabral.com.br/?p=1024</guid>
		<description><![CDATA[Não existem fronteiras para o Vinho do Porto. Mundialmente aceito e admirado, este vinho fortificado é um dos principais produtos de exportação de Portugal. Até os mais inexperientes no mundo de Baco conhecem a fama e qualidade da bebida, mas a história desse tinto adocicado servido em pequeninos copos continua desconhecida por muitos enófilos.
Ainda são pouco conhecidas as origens da cultura da vinha no Douro, mas é certo que o título “Vinho do Porto” surgiu apenas na segunda metade do século XVII. Obviamente a nomeação deriva da cidade do Porto, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não existem fronteiras para o Vinho do Porto. Mundialmente aceito e admirado, este vinho fortificado é um dos principais produtos de exportação de Portugal. Até os mais inexperientes no mundo de Baco conhecem a fama e qualidade da bebida, mas a história desse tinto adocicado servido em pequeninos copos continua desconhecida por muitos enófilos.</p>
<p>Ainda são pouco conhecidas as origens da cultura da vinha no Douro, mas é certo que o título “Vinho do Porto” surgiu apenas na segunda metade do século XVII. Obviamente a nomeação deriva da cidade do Porto, a segunda maior de Portugal, onde a produção de Vinho do Porto é centralizada.</p>
<p>Os comerciantes ingleses tiveram participação essencial no surgimento do Vinho do Porto que começou a ser produzido em 1680. A maioria das empresas produtoras foi aberta pelos britânicos, considerados os descobridores desse néctar. O interesse dos ingleses no vinho português era tanto que Portugal e Inglaterra assinaram, em 1703, o tratado de Methuen, que dava preferência ao vinho português em relação ao francês.</p>
<p>Com a procura cada vez mais alta pelo Vinho do Porto, o Douro tentou adaptar-se às novas exigências do mercado, mas as fraudes no produto foram inevitáveis. Isso fez com que os preços caíssem muito e, por consequência, os ingleses decidissem não comprar mais vinhos por conta das alterações na qualidade da bebida. O resultado foi uma crise para o vinho duriense, cujas exportações praticamente estagnaram em meados do século XVIII. </p>
<p>A grave situação fez com que os vinhateiros (pessoas que preparam ou vendem o vinho) pressionassem o governo para a criação da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, em 1756. Essa instituição garantiu a qualidade do produto e conseguiu controlar as adulterações no vinho. Hoje, essa tarefa pertence ao Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, que garante a autenticidade do Vinho do Porto.</p>
<p>No ano seguinte, em 1757, o estadista português Marquês de Pombal delimitou as principais áreas produtoras de vinho do Vale do Douro. Por essa razão, o Vinho do Porto vem somente de um lugar no mundo: a Região Demarcada do Douro, de 112 quilômetros de extensão.</p>
<p>Vale contar que, no início, o Vinho do Porto não tinha as características que conhecemos hoje. Antes, ele era fortificado com 3% de aguardente de uva, uma quantidade pequena acrescentada apenas para que a bebida suportasse a viagem até a Inglaterra. No ano de 1820, porém, as vendas dispararam com uma safra mais doce e madura. O sucesso foi tanto que os produtores decidiram adicionar uma quantidade maior de aguardente vínica no ano seguinte, visando aumentar a doçura do vinho e conter a fermentação. A nova safra foi um sucesso e resultou na fórmula do Vinho do Porto como conhecemos hoje. </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.carloscabral.com.br/a-historia-do-vinho-do-porto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto</title>
		<link>http://www.carloscabral.com.br/o-instituto-dos-vinhos-do-douro-e-do-porto/</link>
		<comments>http://www.carloscabral.com.br/o-instituto-dos-vinhos-do-douro-e-do-porto/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 19:14:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[O mundo do vinho do porto]]></category>
		<category><![CDATA[Douro]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto]]></category>
		<category><![CDATA[vinho do Porto]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.carloscabral.com.br/?p=1021</guid>
		<description><![CDATA[O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, antes chamado apenas Instituto do Vinho do Porto, foi criado em 1933 para garantir a autenticidade de um dos produtos mais importantes para Portugal – o Vinho do Porto. O órgão tem a função de certificar e fiscalizar a Denominação de Origem e controlar a qualidade e quantidade dos vinhos. Para isso, faz um rigoroso controle de qualidade em todo processo produtivo. Só depois de completamente aprovado pelo Instituto é que um vinho passa a ter o direito de usar o ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, antes chamado apenas Instituto do Vinho do Porto, foi criado em 1933 para garantir a autenticidade de um dos produtos mais importantes para Portugal – o Vinho do Porto. O órgão tem a função de certificar e fiscalizar a Denominação de Origem e controlar a qualidade e quantidade dos vinhos. Para isso, faz um rigoroso controle de qualidade em todo processo produtivo. Só depois de completamente aprovado pelo Instituto é que um vinho passa a ter o direito de usar o nome “Porto”, recebendo o Selo de Garantia e o Certificado de Denominação de Origem. </p>
<p>O trabalho também é criterioso na hora de declarar a safra. O produtor precisa enviar amostras do vinho ao Instituto declarando formalmente suas intenções. Caso ele receba a aprovação, a safra de seu Porto pode ser declarada e o rótulo pode conter as palavras “Vintage Port”. Declarar ou não o ano de um Vintage é uma opção de cada produtor. Em geral, os anos realmente excelentes para o Vintage são aqueles que foram declarados pela maioria dos produtores, o que acontece poucas vezes por década.</p>
<p>O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto possui três locais onde os visitantes e amantes do Vinho do Porto podem ter ótimas experiências. São três solares, um no Porto, um em Lisboa e o outro na Régia. Todos esses espaços, requintados e acolhedores, organizam degustações de Vinho do Porto, promovem almoços e jantares, e comercializam publicações sobre o Vinho do Porto e a região do Douro. </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.carloscabral.com.br/o-instituto-dos-vinhos-do-douro-e-do-porto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Douro – Conheça a terra onde nasce o Vinho do Porto</title>
		<link>http://www.carloscabral.com.br/douro-%e2%80%93-conheca-a-terra-onde-nasce-o-vinho-do-porto/</link>
		<comments>http://www.carloscabral.com.br/douro-%e2%80%93-conheca-a-terra-onde-nasce-o-vinho-do-porto/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 19:12:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[O mundo do vinho do porto]]></category>
		<category><![CDATA[Douro]]></category>
		<category><![CDATA[vinho do Porto]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.carloscabral.com.br/?p=1019</guid>
		<description><![CDATA[Mais de 80 mil propriedades vinícolas estão instaladas no Douro. Os vinhedos plantados na região crescem em um ambiente aparentemente inóspito, nas encostas extremamente íngremes (com inclinações de até 70 graus) formadas por xisto e granito. Esse tipo de solo drena a água, possibilitando que os ramos da videira se infiltrem na terra pelas fendas rochosas, chegando muitas vezes a até 20 metros de profundidade na busca por nutrientes. Completamente enterrados, os ramos encontram um ambiente mais estável e assim conseguem sobreviver ao clima austero da região.
Os invernos no Douro ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de 80 mil propriedades vinícolas estão instaladas no Douro. Os vinhedos plantados na região crescem em um ambiente aparentemente inóspito, nas encostas extremamente íngremes (com inclinações de até 70 graus) formadas por xisto e granito. Esse tipo de solo drena a água, possibilitando que os ramos da videira se infiltrem na terra pelas fendas rochosas, chegando muitas vezes a até 20 metros de profundidade na busca por nutrientes. Completamente enterrados, os ramos encontram um ambiente mais estável e assim conseguem sobreviver ao clima austero da região.</p>
<p>Os invernos no Douro são rigorosos, mas os verões têm fama de ser ainda mais difíceis, podendo chegar a até 50°C. Mas como a região está separada do clima úmido e fresco do oeste de Portugal pela cadeia de montanhas Serra do Marão, o calor na área é muito seco, melhorando as condições para as videiras. </p>
<p>A qualidade das uvas produzidas nos vários vinhedos varia muito por conta das condições distintas a que as plantações estão submetidas, como diferentes altitudes, inúmeros microclimas ou mudanças na orientação do sol, por exemplo. Com toda essa diversidade, fica muito difícil categorizar a região. </p>
<p>Desde a década de 1930, porém, esses vinhedos foram classificados pela Casa do Douro, que concede pontos baseados em critérios como altitude, clima, idade das parreiras, solo, abrigo do vento etc. Todos os anos essa instituição atribui uma autorização a cada viticultor usando uma quantidade de mosto (o sumo e a polpa resultantes do esmagamento das uvas antes da fermentação) de determinada uva que ele pode produzir.</p>
<p>O Douro é separado em 3 subzonas: Baixo Corgo, Alto Corgo e Douro Superior. O Baixo Corgo é onde são produzidos os vinhos do Porto mais simples. Já os vinhos de maior qualidade – como todos os Vintage – vêm dos vinhedos das outras duas subzonas, Alto Corgo e Douro Superior.</p>
<p>Nessas áreas estão plantadas 51 castas de uvas tintas e 38 de uvas brancas. A variedade impressiona, mas a rainha do Douro sem dúvida alguma é a Touriga Nacional, que produz os melhores vinhos devido à intensidade de seu sabor. Além dela, há outras quatro principais: Tinta Barroca, Tinto Cão, Touriga Francesa e Tinta Roriz. </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.carloscabral.com.br/douro-%e2%80%93-conheca-a-terra-onde-nasce-o-vinho-do-porto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Afinal, como é o Vinho do Porto?</title>
		<link>http://www.carloscabral.com.br/afinal-como-e-o-vinho-do-porto/</link>
		<comments>http://www.carloscabral.com.br/afinal-como-e-o-vinho-do-porto/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 19:09:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[O mundo do vinho do porto]]></category>
		<category><![CDATA[vinho do Porto]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.carloscabral.com.br/?p=1016</guid>
		<description><![CDATA[O Vinho do Porto é um vinho licoroso, produzido na Região Demarcada do Douro, em Portugal. Existem vários tipos de Porto, mas todos possuem uma inegável riqueza e intensidade de aroma. O teor alcoólico é elevado, geralmente entre 19 e 22%. As cores variam entre o retinto (um tom vinho muito carregado) e o alourado-claro. Já os Vinhos do Porto brancos podem ter cor branca pálida, branca palha e branca dourada. No sabor, um Porto pode ser muito doce, doce, meio-seco ou extra-seco, dependendo do momento de interrupção da fermentação. ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Vinho do Porto é um vinho licoroso, produzido na Região Demarcada do Douro, em Portugal. Existem vários tipos de Porto, mas todos possuem uma inegável riqueza e intensidade de aroma. O teor alcoólico é elevado, geralmente entre 19 e 22%. As cores variam entre o retinto (um tom vinho muito carregado) e o alourado-claro. Já os Vinhos do Porto brancos podem ter cor branca pálida, branca palha e branca dourada. No sabor, um Porto pode ser muito doce, doce, meio-seco ou extra-seco, dependendo do momento de interrupção da fermentação. </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.carloscabral.com.br/afinal-como-e-o-vinho-do-porto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A taça ideal para um Porto</title>
		<link>http://www.carloscabral.com.br/a-taca-ideal-para-um-porto/</link>
		<comments>http://www.carloscabral.com.br/a-taca-ideal-para-um-porto/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 19:08:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[O mundo do vinho do porto]]></category>
		<category><![CDATA[taças]]></category>
		<category><![CDATA[vinho do Porto]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.carloscabral.com.br/?p=1014</guid>
		<description><![CDATA[Para aproveitarmos ao máximo todas as sensações propiciadas por um bom vinho, a escolha da taça correta é essencial. Para cada tipo de vinho há um recipiente diferente, desenvolvido para realçar ao máximo os sabores e aromas da bebida. 
No caso do Vinho do Porto e de todos os vinhos doces e fortificados, as taças perfeitas são aquelas com bojo pequeno, já que esses vinhos são consumidos em menores quantidades. O design do copo também precisa ser mais estreito na parte superior, uma vez que isso ajuda a conduzir o ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para aproveitarmos ao máximo todas as sensações propiciadas por um bom vinho, a escolha da taça correta é essencial. Para cada tipo de vinho há um recipiente diferente, desenvolvido para realçar ao máximo os sabores e aromas da bebida. </p>
<p>No caso do Vinho do Porto e de todos os vinhos doces e fortificados, as taças perfeitas são aquelas com bojo pequeno, já que esses vinhos são consumidos em menores quantidades. O design do copo também precisa ser mais estreito na parte superior, uma vez que isso ajuda a conduzir o líquido diretamente para a ponta da língua, onde o sabor doce é sentido. </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.carloscabral.com.br/a-taca-ideal-para-um-porto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Tipos de Vinho do Porto</title>
		<link>http://www.carloscabral.com.br/tipos-de-vinho-do-porto/</link>
		<comments>http://www.carloscabral.com.br/tipos-de-vinho-do-porto/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 19:05:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[O mundo do vinho do porto]]></category>
		<category><![CDATA[vinho do Porto]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.carloscabral.com.br/?p=1011</guid>
		<description><![CDATA[Conheça as principais variedades de Vinho do Porto: 
Vintage
É a elite do Vinho do Porto, o tipo mais caro e mais procurado uma vez que representa apenas cerca de 2% da produção total. Um Vintage não é feito todos os anos, já que depende de condições climáticas perfeitas e não apenas da habilidade de um bom enólogo. As uvas utilizadas em sua confecção são provenientes dos melhores vinhedos do Douro. Quando pronto, o produtor precisa enviar uma amostra do vinho para o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conheça as principais variedades de Vinho do Porto: </p>
<p><strong>Vintage</strong></p>
<p>É a elite do Vinho do Porto, o tipo mais caro e mais procurado uma vez que representa apenas cerca de 2% da produção total. Um Vintage não é feito todos os anos, já que depende de condições climáticas perfeitas e não apenas da habilidade de um bom enólogo. As uvas utilizadas em sua confecção são provenientes dos melhores vinhedos do Douro. Quando pronto, o produtor precisa enviar uma amostra do vinho para o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) para aprovação.</p>
<p>Antes de ser engarrafado, o Vintage descansa em tonéis por cerca de dois anos. Depois desse período, não é refinado ou filtrado, o que resulta em uma boa quantidade de depósito na garrafa. Por essa razão, deve ser decantado ao ser aberto e consumido imediatamente, principalmente quando a safra for muito antiga. </p>
<p><strong>Aged Tawny</strong></p>
<p>São os mais apreciados em Portugal, resultantes de cortes de Vinhos do Porto de várias safras da mais alta qualidade. Por esse motivo, os Aged Tawny são designados em seus rótulos como de dez, vinte, trinta ou quarenta anos, nomenclatura feita pela média de idade dos vinhos misturados. </p>
<p><strong>Colheitas</strong></p>
<p>Os Colheitas (também chamados de Reserva) são um tipo especial e muito raro de Aged Tawny. Eles não representam nem mesmo 1% do total de Vinhos do Porto produzidos. Essa variação é feita a partir de uma única safra e por lei precisa envelhecer por pelo menos sete anos. Na prática, porém, envelhecem muito mais tempo na madeira, às vezes por 40 anos. Por outro lado, não podem envelhecer muito tempo na garrafa. </p>
<p><strong>Garrafeira</strong></p>
<p>Suave como um Aged Tawny, o Garrafeira também é um tipo especial de Vinho do Porto, feito em pouquíssimas quantidades. É produzido a partir de uma única safra excelente e envelhece de duas a quatro décadas. </p>
<p><strong>Crusted</strong></p>
<p>Esse tipo de Vinho do Porto tem esse nome porque tem muito depósito no fundo da garrafa, uma vez que não é filtrado. É um vinho feito a partir do corte de vinhos de várias safras, simples porém muito suculento e encorpado. </p>
<p><strong>Ruby</strong></p>
<p>Entre os tintos, é o menos complexo dos Vinhos do Porto. É o resultado do corte de vinhos jovens de várias safras. Frutado, pode até ser um vinho simples, mas costuma ter variações muito agradáveis.   </p>
<p><strong>Branco</strong></p>
<p>É a mais simples categoria de Vinho do Porto, feita a partir de uvas pouco conhecidas como códega, gouveio, malvasia fina, viosinho e rabigato. Pode ser seco, mas a maioria tem um toque de doçura. Já os chamados “lágrimas”, muito populares em Portugal, são uma variação extremamente doce. </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.carloscabral.com.br/tipos-de-vinho-do-porto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um Porto Vintage para não esquecer</title>
		<link>http://www.carloscabral.com.br/um-porto-vintage-para-nao-se-esquecer/</link>
		<comments>http://www.carloscabral.com.br/um-porto-vintage-para-nao-se-esquecer/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 22:44:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[O mundo do vinho do porto]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Vintage]]></category>
		<category><![CDATA[vinho do Porto]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.carloscabral.com.br/?p=813</guid>
		<description><![CDATA[Não serei eu a discordar da classificação dos Portos Vintage do século XX, aliás, concordo em gênero, número e grau, que os anos de 1904, 1912, 1927, 1945, 1963, 1977, 1985, 1994, 1997 e 2000 são realmente obras de Deus. 
Vinhos bem nascidos, bem criados e bem servidos, quando temos o privilégio de degustar, como se diz em Portugal, “estas pomadas”&#8230; 
Do 1904 lembro-me de um degustado no ano de 1984 na Sandeman, na companhia de um antigo enólogo da casa, com o mesmo nome que eu, Cabral. Estava vivo, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não serei eu a discordar da classificação dos Portos Vintage do século XX, aliás, concordo em gênero, número e grau, que os anos de 1904, 1912, 1927, 1945, 1963, 1977, 1985, 1994, 1997 e 2000 são realmente obras de Deus. </p>
<p>Vinhos bem nascidos, bem criados e bem servidos, quando temos o privilégio de degustar, como se diz em Portugal, “estas pomadas”&#8230; </p>
<p>Do 1904 lembro-me de um degustado no ano de 1984 na Sandeman, na companhia de um antigo enólogo da casa, com o mesmo nome que eu, Cabral. Estava vivo, parecia um ruby com um pouco de idade, não havia perdido muito de sua cor ruby intensa, quando de seu nascimento.</p>
<p>O ano de 1912 foi provado no último dia 17 de abril, na casa de um  jovem amigo, que aos 20 anos aprendeu a gostar de Vinho do Porto, devido as suas constantes visitas a antiga Casa Cabral, nos Jardins , em São Paulo. </p>
<p>Marcos Kitano e esposa  receberam Leda e eu para um jantar e no final, o Vintage Porto 1912 da Cockburn’s. Estava um “old Tawny”, o tempo lhe foi generoso, embora com uma cor topázio queimado, as frutas vermelhas maduras estavam presentes, e no final do cálice um leve toque de fumado se fazia presente. Foi degustado solenemente com uma torta de amêndoas, e brindado com os cálices ao alto e honra de Antonio Graça, que por mais de 40 anos trabalhou na Cockburn’s, e até hoje é alma dessa Casa de origem inglesa, mesmo não mais trabalhando nela.</p>
<p>O Vintage 1927, chamado de “um clássico” pelo mundo do Vinho do Porto, já tive mais sorte, pude degustar alguns rótulos como, Taylor’s, Quinta do Noval, Niepoort e Croft. Todos insuperáveis, mas o da Casa Borges é o que fez história comigo. Este era o ano de nascimento do querido amigo João Caldas, carinhosamente chamado por nós todos da SBAV (Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho) de Tio João, devido a ser o único entre nós a ter uma enorme cabeleira branca. Tio João, um Lord em todos os aspectos, adquiriu algumas garrafas dessa preciosidade, e deu-me a honra de abrir algumas delas, que eram solenemente degoladas, com a tenaz quente, filtradas, decantadas e servidas para o nosso deleite. Mesmo após a sua morte, a família do tio João me deu a honra de partir a penúltima garrafa do acervo, no ano de 2007, ano em que Tio João completaria 80 anos.</p>
<p>O Vintage 1945, considerado por muitos como a “Jóia da Coroa”, tem seu valor sentimental elevado, por ser o ano do fim da 2° Grande Guerra Mundial. Aqui provei o Fonseca, uma lenda neste assunto, Vintages de superior qualidade é com essa gente. O amigo Bruce Gumarães entendia muito desse assunto e felizmente seu filho David, puxou ao pai. O vinho estava ótimo, mas o Vintage 1945 marcante foi um Ferreira que o Sr. Fernando Moreira Paes Nicolau de Almeida, o célebre enólogo da Casa Ferreira, por 63 anos consecutivos e criador do Barca Velha, presenteou ao meu amigo e confrade Paulo Milagres Jr., quando este acompanhava um grupo de enófilos da SBAV a uma visita ao Douro e Porto no ano de 1989. </p>
<p>Nesse mesmo ano, outro bom amigo, o Sidney Rodrigues também ganhou uma garrafa de  Vintage Ferreira 1945, como Prêmio máximo por seu excelente trabalho à frente da gerência de vendas da importadora Aurora. Ambos, Paulo e Sidney são nascidos em 1945. O Paulo Milagres logo profetizou: A minha garrafa você irá abrir no aniversário dos meus 60  anos!</p>
<p>Tivemos paciência, Paulo e eu soubemos esperar. Foi uma solenidade e tanto, com a família reunida, inclusive sua mãe estava presente. Paulo deu-me a honra de partir o gargalo, de decantar e iniciou-se o serviço, com duas opções de gastronomia. Ana, esposa do Paulo, caprichou na torta de amêndoas, e um solene Queijo da Serra da Estrela nos acompanhou na hora deste sacrifício.</p>
<p>O Vintage 1963 já teve 28 declarações, ou seja, 28 Casas produtoras de Vinho do Porto tiveram seus Vintages aprovados pelo Instituto do Vinho do Porto. Provei várias marcas, inclusive a da Casa Poças Junior, que embora existisse desde 1918, seria o segundo ano em que a Casa declarava um Vintage , o primeiro foi em 1960. Não provei os 28 Vintages, mas tem um que não sai da memória, o Noval Nacional 1963.</p>
<p>Toda a expressão de qualidade superior que se espera de um Porto, estava naquele vinho. Chega a ser indescritível se quiser enumerar a quantidade de predicados que essa maravilha tem.</p>
<p>Se alguém julgar que merece um prêmio extra nesta vida antes de partir dela, peça um Vintage Noval Nacional 1963, e depois morra em paz!</p>
<p>O ano de 1977 também foi farto de Declarações. Aqui um Niepoort, degustado com Rolf Niepoort em 1982 foi um “must”.  Estava muito jovem e os consumidores dos Estados Unidos da América estavam se revelando grandes admiradores em degustar Vintages jovens, deixando para os ingleses a façanha de degustar Portos Vintages, sempre com mais de 30 anos. A onda pegou e hoje os americanos são os reis do Vintage jovem, e os ingleses, delicadamente os chamam de “infanticidas”! </p>
<p>Deste ano recordo-me de ter degustado um da Casa Messias, na casa do amigo e confrade Armando Reis, vinho também de grande e boa memória. Desse ano de 1977, também degustei um Real Companhia Velha em outubro de 1982, em um almoço na sede da empresa em Vila Nova de Gaia, na companhia do saudoso amigo Augusto Pinto Soromenho Junior, a quem muitos anos mais tarde dediquei a minha glamorosa coleção de 8.000 mil rótulos de Vinho do Porto.</p>
<p>O ano de 1985 bateria o record de Declarações, 45 ao todo. Daqui já tive a oportunidade de passear por Ramos Pinto, Poças, Ferreira, Kopke, Taylor’s, Cálem, Ferreira, Warre, Burmester, Rozes, Quinta do Crasto, Borges, Messias, Sandeman e Churchill, Croft, Delaforce e Quinta da Romaneira.</p>
<p>Todos, como foram degustados jovens, eram mais parecidos com um grosso caldo de framboesa e ameixas maduras. O futuro desse vinho, que é agora, começará a dar o ar de sua graça em provas por todo o mundo.</p>
<p>O ano de 1994 teve o efeito de uma bomba atômica.</p>
</p>
<p>O mundo curva-se aos pés do Vinho do Porto, porque a prestigiada revista americana “Wine Spectator” dá nota 100 a dois grandes Vinhos do Porto Vintage 1994, o  Taylor’s e o Fonseca. Quase todas as Casas declararam 1994 um ano Vintage. Os preços dobraram graças a esta publicidade, mas nada ocorreu de anormal, de fato todos os Porto de 1994 valiam, e valem, o quanto pedem. É uma obra de arte, que também encontramos dificuldades em descrever esta verdadeira joia.</p>
<p>Quem puder, corra e prove logo este vinho, será um grande presente a sua alma.</p>
<p>Quanto ao ano de 1997, a natureza foi sábia. Deu tudo igual a safra de 1994, ou seja outra jóia, idêntica a 1994. Caso raro de acontecer no mundo deste vinho, uma sequência que foi um presente dos deuses aos apaixonados por este vinho.</p>
<p>Dos anos de 1994 e 1997, tive o privilégio de provar todos os Vintages que foram declarados. Não vou destacar nenhum, porque a qualidade aqui foi homogênea, o Douro todo foi premiado com grandes vinhos, os enólogos só tiveram o trabalho de mandar colher as uvas e fazer o vinho, o resto, a natureza deu.</p>
<p>Já o ano de 2.000 foi emblemático. Já escrevi muito sobre isso e em palestras que faço digo e repito: Ninguém pode abandonar a vida terrena antes de tomar o Noval Nacional Vintage 2.000. Parafraseando o velho negociante inglês de Vinho do Porto, que no século XVI disse: Se não fosse estragar, o beberia com lágrimas!</p>
<p>Meu deus! Que vinho é esse. Tive a honra e o privilégio de em 120 minutos degustar quase 1,5 litros desse vinho, sozinho, em canto solitário do Palácio da Alfândega no Porto, quando ao final de uma prova 23 jornalistas europeus se levantaram  e se retiraram da sala. </p>
<p>Para espanto do enólogo da Quinta do Noval António Agrellos, mandei que os garçons recolhessem todo o vinho que havia sobrado nos cálices dos 23 jornalistas e colocassem em um decanter. Então, calma e pacientemente, como um monge tibetano, fui me servindo desse néctar, até não ter gota alguma no decanter. Entrei em estado de graça, porque um vinho desse não embebeda, só eleva o espírito à Deus.</p>
<p>No próximo mês de setembro irei comemorar 40 anos que estudo o Vinho do Porto, já lhe dediquei um livro, e dentro de 3 meses estará nas livrarias outro livro em sua homenagem. Tenho 440 livros sobre o Vinho do Porto e uma coleção de 8.000 rótulos, fora toda a literatura promocional que as Casas produtoras desse vinho produzem para distribuir ao mercado, o que soma uma montanha de papel. Já estive na cidade do Porto 34 vezes, desde o ano de 1982, e também tenho o grau máximo da Confraria do Vinho do Porto, lá sou Infanção.</p>
<p>Confesso publicamente: O Vintage Noval Nacional 2.000 foi o melhor Vinho do Porto que bebi em meus 59 anos de vida! Só peço a Deus que me dê outra oportunidade de degustar essa relíquia, depois pode me convocar, subirei ou descerei sorrindo!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.carloscabral.com.br/um-porto-vintage-para-nao-se-esquecer/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

