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	<title>Carlos Cabral &#187; Sem categoria</title>
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		<title>Porto em três lições</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Oct 2010 21:37:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um pequeno curso sobre a origem e os tipos dessa nobre bebida portuguesa 
Na edição deste ano do megaevento PRAZERES DA MESA ao Vivo, no campus do Senac, em Santo Amaro, São Paulo, pude apresentar uma formação de três dias seguidos com o vinho do Porto. Foram três aulas completas sobre o tema, com direito a degustação dos diversos estilos que esse vinho apresenta. Os 24 alunos aprovaram com louvor. 
Na primeira aula abordamos a história do Vinho do Porto, por sinal a mais rica e completa no mundo do ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Um pequeno curso sobre a origem e os tipos dessa nobre bebida portuguesa </strong></em></p>
<p>Na edição deste ano do megaevento PRAZERES DA MESA ao Vivo, no campus do Senac, em Santo Amaro, São Paulo, pude apresentar uma formação de três dias seguidos com o vinho do Porto. Foram três aulas completas sobre o tema, com direito a degustação dos diversos estilos que esse vinho apresenta. Os 24 alunos aprovaram com louvor. </p>
<p>Na primeira aula abordamos a história do Vinho do Porto, por sinal a mais rica e completa no mundo do vinho, Desde os primórdios da Idade do Bronze, passando pela ocupação romana e depois a árabe na Península Ibérica, até a idade de ouro desse vinho, que começa por volta de 1640. Esmiuçamos toda a conjuntura que culminou com a Demarcação da Região do Douro, em 1756, por meio da Companhia Geral das Vinhas do Alto Douro, a empresa estatal criada pelo marquês de Pombal. </p>
<p>As consequências positivas e negativas dessa empreitada foram apresentadas e seus desdobramentos, alguns heróicos e outros mais tristes, foram revelados. Chegamos ao momento atual, onde se destacou o papel fundamental do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto na preservação e manutenção da qualidade dos vinhos da região. Degustamos os tipos de Porto correntes: tawny, ruby e white. Foram selecionados o Comenda Tawny e o Comenda Ruby, ambos marcas próprias do Grupo Pão de Açúcar, elaborados pela Casa Manoel D. Poças Junior, uma das últimas casas familiares portuguesas. O white degustado foi o Offley, marca do Grupo Sogrape, importado pela Zahil. </p>
<p>A segunda aula foi dedicada à apresentação de um breve histórico das principais e mais tradicionais casas de vinho do Porto. Desfilaram na sala de aula A.A. Calem, A.A. Ferreira, Adriano Ramos Pinto, Barros e Almeida, C.N. Kopke, C. da Silva, Churchill, Cockburn, Croft, Delaforce, Fonseca Guimaraens, Gran Cruz, J.H. Andresen, J.W. Burmester, Manoel D. Poças Junior, Niepoort, Osborne, Quinta do Noval, Real Companhia Velha, Rozés, Sandeman, Quinta do Portal, Borges, Taylor’s, Dow’s, Warre, Graham’s e Weise &#038; Krohn. As histórias dessas casas são de fundamental importância na vasta e rica história do vinho do Porto. Muitos personagens dedicaram a vida ao serviço do vinho que hoje temos à disposição para nosso deleite. Nessa etapa foi abordado o tema Vintage e LBV, os tais Porto considerados &#8220;joias da coroa&#8221;. </p>
<p>Degustamos o Quinta do Crasto LBV 2004, importado pela Qualimpor; Graham’s Vintage 2003, importado pela Mistral; Burmester Vintage 2003, importado pela Adega Alentejana; Barão de Vilar Vintage 2000; e Warre’s Vintage 1985, importado pela Decanter. Todos os vinhos se apresentaram em seu maior esplendor e confirmaram sua qualidade superior. Os amantes de vinhos com muito corpo e sabores de frutas vermelhas maduras, como a framboesa, tiveram uma experiência única. </p>
<p>Na terceira e última aula abordamos a rígida legislação do vinho do Porto, os fatores determinantes de sua qualidade por meio do cultivo no Douro, as cepas que mais são utilizadas em sua elaboração e algumas histórias pessoais vividas por mim, que um dia ainda vão compor um animado livro de crônicas. Nessa última aula, degustamos os tawnys velhos, vinhos que são educados pelo homem, têm no tempo seu maior professor, ou seja: bem nascido e bem criado, dará um grande vinho! </p>
<p>Degustamos o Burmester o Jockey Club Reserva, um blend de Portos com 8 anos de idade, depois vieram o Graham&#8217;s 10 anos, o Cockbum&#8217;s 20 anos, o N iepoort 30 anos e, finalmente, o Graham&#8217;s 40 anos, um verdadeiro espetáculo de cores e aromas. O matiz topázio desses vinhos é um deleite para os olhos; seus aromas a frutas secas e baunilha são inebriantes! </p>
<p>Enfim, um final grandioso, com toda a reverência que o Porto merece. </p>
<p><em>*Texto publicado na revista Prazeres da Mesa em dezembro de 2009, nº77</em></p>
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		<title>Domingo Inesquecível</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Oct 2010 21:32:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entre amigos e com alguns dos rótulos mais célebres da história, um almoço para ficar na memória 
Éramos sete à mesa do simpático restaurante Aguzzo, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, em um domingo de virada do tempo, com um pouco de frio e muita chuva. Mal podia eu imaginar que um &#8220;Grand Tour de Force&#8221; me aguardava. O anfitrião, um jovem amigo a quem tive o privilégio de mostrar os caminhos de Baco pelos idos de 1989, trouxe consigo um simpático sul-africano com ascendência escocesa e russa, expert ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Entre amigos e com alguns dos rótulos mais célebres da história, um almoço para ficar na memória </em></strong></p>
<p>Éramos sete à mesa do simpático restaurante Aguzzo, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, em um domingo de virada do tempo, com um pouco de frio e muita chuva. Mal podia eu imaginar que um &#8220;Grand Tour de Force&#8221; me aguardava. O anfitrião, um jovem amigo a quem tive o privilégio de mostrar os caminhos de Baco pelos idos de 1989, trouxe consigo um simpático sul-africano com ascendência escocesa e russa, expert no ramo de compra e venda de raridades destiladas e fermentadas. A pessoa em questão é David Natham-Maister, hoje trabalhando na Inglaterra. David é a maior autoridade em absinto que existe no mundo, autor do The Absinthe Encyclopedia, um rico livro ilustrado que conta as histórias de glórias e desgraças dessa misteriosa bebida. </p>
<p>Antes de iniciarmos, foi servido o almoço, com todo o requinte que merece e com preparação sui generis (com gotas de água bem gelada caindo lentamente sobre a bebida), um Absinto Pernod de 1910. Originalmente com 68% de álcool, com o passar desses 100 anos havia perdido 4%, portanto, estava com 64% de álcool. Um intenso aroma de anis tomou conta da ala e uma onda de sabores exóticos foi envolvendo o paladar. Depois dessa prova, pude compreender melhor por que a tão negra fama dessa maravilhosa bebida. </p>
<p>Para abrir o almoço, uma Magnum de Champagne Dom Perignon 1988 foi servida para acompanhar dois pratos de entrada: carpaccio de polvo e ravióli de polenta com espinafre e gorgonzola. Esse champanhe estava soberbo, correto na cor não muito amarelada e aromas de brioches e pão tostado, todos na medida. O polvo acompanhou-o melhor. </p>
<p>Em seguida, foram servidos dois pratos principais: um risoto de codorna com radicchio ao vinho tinto e um gigot agneau, com favas, temperado com molho de Pastis, alho, cebola roxa, manteiga e salsinha. Para acompanhar, nada menos que uma Magnum de Château Petrus 1961 – na opinião de especialistas, um vinho perfeito! De fato estava fantástico. Os aromas iniciais de café torrado, seguidos pelos de framboesas maduras, tomaram conta da sala privé do Aguzzo. </p>
<p>Quando julgava estar ao portal do céu, chega a primeira sobremesa: uma panna corta de favas de baunilha fresca com creme de manga e calda de framboesa, que foi solenemente acompanhada de um Schloss Schonborn 1976 Riesling – Trockenbeerenauslese. Potente vinho do Reno, com graça e elegância deu sequência aos gostos tão distintos de manga e framboesa, transformando tudo em um sabor majestoso, como se tivesse saído de uma ópera de Wagner. </p>
<p>Para fechar, um merengue coroando o sorvete de creme, tudo regado com calda de figos e morangos. Para ele, um Porto Vintage Taylor&#8217;s 1994, de cor púrpura, parecendo ter sido engarrafado um dia antes, mas com os complexos aromas de frutas frescas bem vivas. </p>
<p>Brindamos a cada taça e a cada prato, brindamos à vida que nos deixou chegar àquele domingo e brindamos ao melhor de tudo, que estava acima da qualidade dos pratos e dos vinhos: à nossa amizade, que nos levou àquele altar para a celebração da vida. Um domingo inesquecível! </p>
<p><em>*Texto publicado na revista Prazeres da Mesa em abril de 2010, nº80</em></p>
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		<title>Eu já sabia</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Oct 2010 21:32:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Robert Parker deu nota 100 ao Moscatel de Setubal, vinho que aprovei em 1995
O mais famoso crítico mundial de vinhos, Robert Parker, concedeu nota 100 ao Moscatel de Setubal de 1947, da Casa José Maria da Fonseca, sediada em Azeitão, Portugal. Também concedeu nota 97 ao ano de 1902 e nota 95 ao ano de 1909. Essas raridades estão solenemente armazenadas em uma cave que recebe o simpático nome de Adega dos Teares Velhos, pois ali funcionou, no início do século XIX, uma indústria artesanal de tecidos.
Para chegar a esse ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Robert Parker deu nota 100 ao Moscatel de Setubal, vinho que aprovei em 1995</strong></em></p>
<p>O mais famoso crítico mundial de vinhos, Robert Parker, concedeu nota 100 ao Moscatel de Setubal de 1947, da Casa José Maria da Fonseca, sediada em Azeitão, Portugal. Também concedeu nota 97 ao ano de 1902 e nota 95 ao ano de 1909. Essas raridades estão solenemente armazenadas em uma cave que recebe o simpático nome de Adega dos Teares Velhos, pois ali funcionou, no início do século XIX, uma indústria artesanal de tecidos.</p>
<p>Para chegar a esse recanto dos deuses é preciso passar por uma enorme porta de ferro. O local é tão emblemático que músicas de Mozart e diversas peças de cantos gregorianos são entoadas constantemente porque assim, acredita-se, &#8220;os vinhos repousam melhor&#8221;, fato que concordo em gênero, número e grau. Hoje, mais de 100 safras de vinho Moscatel de Setubal repousam em pipas de 250 litros de capacidade. Ali, o tempo é o professor.</p>
<p>Só um funcionário antigo tem a chave. O enólogo Domingos Soares Franco, pertencente à sexta geração da família do fundador, José Maria da Fonseca, quando quer provar algumas dessas preciosidades convoca o &#8220;São Pedro&#8221; para que abra a porta.</p>
<p>No dia 1° de junho de 1995, um dia após eu ter sido entronizado como Cavalheiro de Condição na Confraria do Periquita, retomei às antigas instalações em Azeitão. Fui convidado pelos irmãos Antonio e Domingos Soares Franco para um alegre almoço. Foi um banquete regado a diversas safras de vinho Periquita, ainda daqueles bem velhos elaborados somente com a casta Castelão. </p>
<p>Após quatro horas de almoço que mais pareceu um &#8220;festim Romano&#8221;, recebi o amável convite para me dirigir à adega dos Teares Velhos. Uma surpresa me aguardava. Depois de passar pela grandiosa porta de ferro, uma grande mesa de madeira negra com um castiçal de uma só vela iluminava o ambiente, o mestre da adega, com um pedaço de giz em uma mão e uma </p>
<p>pipeta na outra, dirige a mim as seguintes palavras: &#8220;Manda o senhor José Maria da Fonseca, por minha mercê guardião de seus vinhos, que Vossa Excelência escolha as safras que deseja provar de Moscatel de Setubal!&#8221;. </p>
<p>Entregou-me o giz, e eu então fui anotando na mesa os anos escolhidos após uma rápida passagem pela memória sobre a história de minha família. Escolhi: 1921, 1923, 1944, 1945, 1950, 1967, 1971, 1972, 1974 e 1976. Domingos Soares Franco sugeriu mais duas safras: 1955, porque surpreendentemente esse vinho não oxidou; e 1902, por ser uma &#8220;pomada&#8221;. </p>
<p>Pacientemente, o mestre da adega retirava pequenas quantidades dessas safras escolhidas e depositava em três copos-balão (de prova). Durante a prova instalou-se um silêncio beneditino, e logo os aromas de damascos e mel encheram o ambiente. Na boca, a untuosidade desses vinhos foi de agarrar ao paladar e lá ficarem por horas.<br />
Os vinhos estavam tão agradáveis que dá para dizer que estávamos diante de uma rara mostra do que a mais alta perfumaria natural pode exibir. Baunilha marcante, damascos em sua essência, mel com toda a plenitude e, o que é melhor, nada enjoativo, porque a acidez estava perfeitamente preservada. </p>
<p>Agora, ou melhor, somente agora o senhor Robert Parker teve esse privilégio e, pelo visto, encantou-se com essa centenária maravilha que Portugal sempre produziu, mas que só os enófilos de vocação sabem seu verdadeiro valor. Espero que os &#8220;Parker’s boys&#8221;, aqueles tipos que nem água bebem sem saber que nota esse senhor deu, não iniciem uma corrida maluca à Vila Nogueira de Azeitão, a fim de exibir a seus convivas suas mais recentes conquistas. Conheço bem as leis da oferta e da procura, mas vou logo avisando: Moscatel de Setubal antigo e raro não se compra, se conquista! </p>
<p>*Texto publicado na revista Prazeres da Mesa em fevereiro de 2010, nº78</p>
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		<title>Chega de Saudade</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Oct 2010 21:31:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um painel para relembrar as tradicionais casas Torres, da Espanha, e Lagarde, da Argentina  
A importadora Reloco, do Rio de Janeiro, realizou, em setembro, uma prova com rótulos de duas vinícolas centenárias: as prestigiadas Torres, da Espanha, e Lagarde, da Argentina. Ao contrário de outros painéis em que o degustador faz comparações entre os vinhos colocados à prova, neste foi solicitado que os avaliadores dessem sua opinião clara e objetiva sobre cada rótulo. Não foi um embate entre Velho e Novo Mundo &#8211; viés tendencioso tão em moda hoje ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Um painel para relembrar as tradicionais casas Torres, da Espanha, e Lagarde, da Argentina  </em></strong></p>
<p>A importadora Reloco, do Rio de Janeiro, realizou, em setembro, uma prova com rótulos de duas vinícolas centenárias: as prestigiadas Torres, da Espanha, e Lagarde, da Argentina. Ao contrário de outros painéis em que o degustador faz comparações entre os vinhos colocados à prova, neste foi solicitado que os avaliadores dessem sua opinião clara e objetiva sobre cada rótulo. Não foi um embate entre Velho e Novo Mundo &#8211; viés tendencioso tão em moda hoje na mídia. Dos oito vinhos avaliados, nenhum deles decepcionou. De elevada categoria, apresentaram excelente relação custo-benefício, atributo muito valorizado atualmente. Abaixo, minhas impressões sobre cada um deles. Da bodega argentina Lagarde foram degustados: </p>
<p>LAGARDE VIOGNIER 2009<br />
Jovem, fresco e elegante, um grande vinho para iniciar uma conversa. Aromas de frutas cítricas e melão garantem um belo exemplar. </p>
<p>LAGARDE MALBEC 2007 DOC<br />
Típico Malbec de aromas delicados, bem elaborado, com taninos presentes, mas macios. Metade do volume desse vinho estagiou em barricas de carvalho francês e americano que conferiram estrutura. </p>
<p>HENRY CABERNET SAUVIGNON 2003<br />
De antigos vinhedos de Pedriel e Lujan de Cuyo. Vinho robusto, rico em aromas a frutas vermelhas e algum toque de baunilha, proveniente de seu estágio por 24 meses em barricas de carvalho francês de primeiro uso que garantiram potência. </p>
<p>HENRY GRAN GUARDA Nº 1<br />
Verdadeira obra de arte, cortes de Syrah (51 %), Merlot (23%), Cabernet Franc (10%), Malbec (9%) e Petit Verdot (7%). Estágio de 24 meses em barricas de carvalho novas. Vinho robusto, maduro, com aromas marcantes de torrefação. Grande potencial de guarda e evolução. </p>
<p>Presidida pelo enólogo Miguel Torres, um dos responsáveis pela projeção internacional do vinho espanhol por sua alta qualidade, a bodega Torres está localizada em Pénedes desde 1870. Dessa vinícola catalã foram apresentados quatro vinhos: </p>
<p>VIÑA ESMERALDA<br />
Cortes das uvas Moscatel e Gewurztraminer cultivadas no Pénedes Superior. Aromas florais e de mel e paladar delicado. </p>
<p>ATRIUM MERLOT 2007<br />
Vinho jovem, alegre e elegante, com aromas marcantes de ameixas maduras. Ideal para acompanhar carnes sem gordura. </p>
<p>CELESTE CRIANZA 2006<br />
Produzido em Ribera del Duero, onde a Família Torres começou a produzir há pouco tempo. Aromas de pimenta-negra. Na boca, taninos maduros, paladar longo e agradável. </p>
<p>MAS LA PLANA CABERNET SAUVIGNON 2005<br />
&#8220;Joia da coroa&#8221; da Família Torres, esse vinho venceu a Olimpíada do Vinho de Paris, em 1970, quando deixou muitos renomados Châteaux franceses para trás. É o vinho espanhol mais premiado no mundo, verdadeiro orgulho nacional. Uvas colhidas de um antigo vinhedo de 29 hectares, no Pénedes. Pujante, com aromas marcantes de frutas vermelhas maduras. </p>
<p>Ao final da prova, a conclusão a que cheguei é que, independentemente de sua origem, o que importa é o princípio do respeito à qualidade, seja qual for a procedência do vinho, do Velho ou do Novo Mundo. E cada vez mais esse universo deve ser destinado a quem entende da matéria &#8211; e não para aventureiros. Uma última e valiosa lição: a alta qualidade se conquista com tradição, seriedade e trabalho duro. </p>
<p><em>*Texto publicado na revista Prazeres da Mesa em outubro de 2009, nº75</em></p>
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		<title>Entre uma partida e outra</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Oct 2010 21:24:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando gritar &#8220;gol&#8221;, pela Copa do Mundo, aproveite para brindar com os bons rótulos produzidos na África do Sul 
A África do Sul, terra do grande Nelson ..J&#8230; Mandela, sediará nos próximos dias a Copa do Mundo de Futebol, competição esportiva que disputa com a Olimpíada o pódio do evento desportivo mais importante da humanidade. Durante quase quatro séculos, a África do Sul foi conhecida como a terra dos diamantes e de um racismo brutal e violento contra os negros. Mas um grande tesouro, com 350 anos de idade, o ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Quando gritar &#8220;gol&#8221;, pela Copa do Mundo, aproveite para brindar com os bons rótulos produzidos na África do Sul </em></strong></p>
<p>A África do Sul, terra do grande Nelson ..J&#8230; Mandela, sediará nos próximos dias a Copa do Mundo de Futebol, competição esportiva que disputa com a Olimpíada o pódio do evento desportivo mais importante da humanidade. Durante quase quatro séculos, a África do Sul foi conhecida como a terra dos diamantes e de um racismo brutal e violento contra os negros. Mas um grande tesouro, com 350 anos de idade, o mundo só veio a descobrir há pouco mais de 20 anos: o país é produtor de excelentes vinhos, e em abundância.<br />
Tudo começou em 1655, quando um comandante holandês da Companhia das Índias Orientais chamado Jan van Riebeeck iniciou o cultivo das vinhas próximo ao Cabo da Boa Esperança. Logo em seguida, outro holandês visionário chamado Simon van der Stel implantou vinhedos nas regiões hoje conhecidas como Stellenbosch e Constantia.<br />
Os vinhos da África do Sul sempre foram considerados &#8220;exóticos&#8221; pelos europeus, que o consumiam em pequena escala até o final da Segunda Guerra Mundial. Curioso é que os vinhedos são cuidados como se fossem um enorme jardim, que se moldam à topografia de cada uma das cinco regiões que agregam 14 distritos e 43 subdistritos, conhecidos como Wards.<br />
Visitar esses vinhedos na época da floração e durante a colheita é poder assistir a um espetáculo único de grande integração entre o homem e a natureza. Uma forte marca deixada pelos holandeses são as casas brancas, sede das vinícolas de arquitetura típica do século XVII, que, muito bem conservadas, são o &#8220;ex-libres&#8221; de toda uma cultura vinícola.<br />
Praticamente todas as cepas mais famosas do mundo foram testadas ali. O que deu origem a uma enorme variedade de vinhos, com destaque para duas que se transformaram em ícones da África do Sul. São elas a Chenin Blanc e a Pinotage.<br />
A Chenin Blanc é tão importante que ocupa hoje 23% de toda a área de vinhedos sul-africanos, e essa uva tem ali o mesmo destino que em seu país de origem, a França: a maior parte vai para a elaboração de brandy, bebida muito popular entre as classes mais pobres.<br />
A Pinotage é uma invenção sul-africana.  Cepa nascida das castas Pinot Noir e Cinsaut (Hermitage), foi criada pelo professor Abraham Perold, na Universidade de Stellenbosch, no ano de 1925. O vinho oriundo dessa casta é pujante, tem aromas químicos marcantes e só foi aceito pelo mundo do vinho como um varietal nobre a partir de 1960.<br />
Até essa data, mais de 70% da produção total de uvas do país era absorvida por uma cooperativa, a KWV, que se transformou em um gigante e que, com base em seu trabalho, ditou também a legislação vigente para os vinhos na África do Sul. A KWV, depois do apartheid, no início dos anos 90, deixou de ser o órgão regulador dos vinhos, passando a ser um simples produtor.<br />
Hoje, um número cada vez maior de pequenos produtores vem surgindo, como em outras partes do mundo, e esses novos vitivinicultores estão mais interessados em produzir com uma superqualidade e não em volume. Graças a essa filosofia, os rótulos sul-africanos estão ganhando um bom espaço no mundo dos vinhos e ameaçam com seus produtos os países tradicionais produtores da Europa.<br />
O prestigiado. crítico sul-africano de vinhos, John Platter, edita anualmente o South African Wines, agora na 30ª edição. Ali, ele meticulosamente apresenta mais de 6.000 vinhos analisados e ranqueados em até cinco estrelas. Vale a pena consultar essa bíblia e conhecer mais da África do Sul. Afinal, entre um jogo e outro, uma taça cai bem. </p>
<p>*Texto publicado na revista Prazeres da Mesa em maio de 2010, nº81</p>
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		<title>Banquetes Reais</title>
		<link>http://www.carloscabral.com.br/banquetes-reais-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 28 Oct 2010 21:11:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[A crise não abala a rotina, nem o glamour, dos jantares
Desde que assumiu o trono do Reino Unido no ano de 1952, a rainha Elizabeth II ofereceu (até março de 2008) 97 banquetes. Nessas oportunidades, recebeu chefes de Estado de vários países do mundo. Para fazer bonito, Sua Majestade tem dois palácios à disposição: um em Londres, o Palácio de Buckingham, e o outro, o Castelo de Windsor, nos arredores da capital inglesa. Este último tem uma sala própria para eventos: a St. George&#8217;s Hall, onde uma enorme mesa feita ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>A crise não abala a rotina, nem o glamour, dos jantares</strong></em></p>
<p>Desde que assumiu o trono do Reino Unido no ano de 1952, a rainha Elizabeth II ofereceu (até março de 2008) 97 banquetes. Nessas oportunidades, recebeu chefes de Estado de vários países do mundo. Para fazer bonito, Sua Majestade tem dois palácios à disposição: um em Londres, o Palácio de Buckingham, e o outro, o Castelo de Windsor, nos arredores da capital inglesa. Este último tem uma sala própria para eventos: a St. George&#8217;s Hall, onde uma enorme mesa feita sob encomenda pela rainha Vitória acomoda confortavelmente 158 convidados. Em Buckingham, o mesmo número de convivas é recebido na Sala do Trono. A tradicional State Dinning Roam desse palácio acomoda somente 46 pessoas, portanto, é utilizada para os jantares mais íntimos. </p>
<p>Três presidentes brasileiros foram recebidos com essa distinção: Ernesto Geisel, em maio de 1976; Fernando Henrique Cardoso, em dezembro de 1997; e Luiz Inácio Lula da Silva, em março de 2006. Todos jantaram na Sala do Trono do Palácio de Buckingham, onde inclusive se hospedaram. Ao presidente Lula e senhora foram servidos linguado grelhado com creme de espinafre, acompanhado de um Puligny-Montrachet I er Cru 1999, de Clavaillon Leflaive; filé-mignon com trufas e foie gras, com Château Gruaud- Larose 1985, um Bordeaux de Saint Julien; e bomba com sorvete de creme, com Veuve Clicquot. </p>
<p>A organização desses eventos é minuciosa e começa com ao menos três meses de antecedência. A rainha interfere diretamente em tudo, inclusive degustando as opções de prato ao lado de seus assessores diretos, entre eles o chef e o Yeoman of the Cellars, o correspondente a nosso mestre de adega. </p>
<p>Todas as despesas com banquete, hospedagem e presentes a ser ofertados são pagas diretamente por Sua Majestade, que usa os recursos anuais destinados pelo Parlamento britânico por meio da Civil List. Toda a família real depende dessa verba anual, que é administrada pessoalmente pela rainha com &#8220;mão de ferro&#8221;, conforme se comenta em todo o Reino Unido. </p>
<p>A adega real tem 25.000 garrafas, guardadas no Palácio de Buckingham, 5.000 no Castelo de Windsor e outras tantas espalhadas pelos outros palácios e castelos, como o de Holyroodhouse, em Edimburgo, Escócia; Sandringham, nos arredores de Londres; e Balmoral, a residência privada, na Escócia. </p>
<p>O Yeoman of the Cellars é quem decanta os vinhos a ser servidos. Prova todos antes e os serve pessoalmente à rainha e a seus convidados de honra. O cálculo de consumo é de uma garrafa para cada cinco pessoas. Quatro famílias de vinhos reinam há séculos nas adegas reais: Champagne, Bordeaux, Borgonha e Porto, todos adquiridos &#8220;en premier&#8221;, quando o preço é sempre melhor. </p>
<p>Os preferidos de Champagne são Pommery, Veuve Clicquot e Louis Roederer. Entre os Bordeaux, Leoville, Haut-Brion, Lafite, Margaux e Latour. Da Borgonha, uma extensa lista com vinhos de 14 côtes, em que Romanée-Conti, Chambertin, Richebourg, Nuits Saint George e outros têm sempre lugar garantido à mesa. No tocante aos Porto, reinam absolutos Warre, Dow&#8217;s, Taylor&#8217;s e Graham&#8217;s. </p>
<p>Nas duas adegas reais existem ainda mais de 100 rótulos, divididos por várias categorias, como a de vinhos para sobremesa &#8211; com 16 rótulos típicos para esse fim mantidos em estoque, como Madeira, Tokay, Carcavello, Malaga, Picolit e diversos Moscato. </p>
<p>O bom é que, mesmo em tempos de crise, essa rotina de receber não foi afetada, e a média de três chefes de Estado por ano está mantida. A realeza agradece. </p>
<p><strong><em>*Texto publicado na revista Prazeres da Mesa em agosto de 2009, nº73</em></strong></p>
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		<title>Ano da Bonança</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Oct 2010 21:06:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos em revistas]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Com a maior declaração de Porto Vintage da história.
Na sede do Consulado de Portugal em São Paulo, o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto organizou uma prova de Porto Vintage 2007 com 29 dos 98 declarados vintage neste ano &#8211; e foi a maior declaração de vintage de toda a história. Desta vez, muitos novos produtores, que tradicionalmente forneciam seus rótulos às centenárias casas estabelecidas em Vila Nova de Gaia, fizeram questão de participar, em busca da chancela de vinhos de alta gama. 
A prova foi um doce exercício. ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Com a maior declaração de Porto Vintage da história.</strong></em></p>
<p>Na sede do Consulado de Portugal em São Paulo, o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto organizou uma prova de Porto Vintage 2007 com 29 dos 98 declarados vintage neste ano &#8211; e foi a maior declaração de vintage de toda a história. Desta vez, muitos novos produtores, que tradicionalmente forneciam seus rótulos às centenárias casas estabelecidas em Vila Nova de Gaia, fizeram questão de participar, em busca da chancela de vinhos de alta gama. </p>
<p>A prova foi um doce exercício. Mas, para compreender o porquê de tanto vintage, voltamos um pouco no tempo. Em 2007, o Douro teve um início preocupante quando, em junho, o excesso de umidade deu origem a muito oídio e míldio, duas pragas que aterrorizam qualquer produtor. Em agosto, as noites mais frescas reverteram a situação, deu um ar de esperança, que se concretizou com um setembro muito seco, com raras precipitações de chuvas e que propiciou, em outubro, uma colheita perfeita de uvas maduras no ponto certo. </p>
<p>Com tudo correndo a favor, na hora do atesto final o sonho transformou-se em realidade. 2007 foi verdadeiramente um ano vintage. </p>
<p>Na década passada, dois anos foram consagrados: 1994 e 1997, e o ano 2000 segue um caminho de grande futuro. Em termos de vinho do Porto, isso é muito raro. Em geral, um só grande ano se destaca em uma década. Mas será que todos podem realmente ser considerados vintage? Devemos recordar que o Porto Vintage é um produto raro. A história nos diz que só 2% de toda uma safra é declarada assim. </p>
<p>Na prova que realizamos, notamos que poucos apresentavam tanino presente, marcante, mas agradável, nada que comprometesse a qualidade. De imediato podemos afirmar que esses vinhos serão aqueles cuja longevidade lhes fará bem. Os que não possuíam essas qualidades, que tinham uma enorme explosão de frutas vermelhas maduras e o frescor da juventude em alta, são aqueles que recomendamos ser consumidos jovens, de preferência com queijos de sabor marcante, como os de mofo azul. </p>
<p>Outra particularidade é o álcool que entrou na interrupção da fermentação desse vinho. O álcool de boa qualidade estava bem casado com o vinho, e algumas amostras não apresentavam esse requinte na hora da prova. </p>
<p>Mais que excelente, o Vintage 2007 deu oxigênio ao mundo do Porto, que, nestes tempos de crise mundial, vem amargurando uma perda de 5% nas vendas no ano de 2008. </p>
<p>Por fim, um detalhe polêmico: no final da prova podiam-se separar entre as 29 amostras dois estilos de vintage, um inglês e um português. Essa divisão não é má. Está ao gosto de cada um e, confesso, gosto das duas, pois vivo em um país tropical. Assim, posso dispor dos mais encorpados e com forte estrutura e dos mais delicados, com muita fruta. Um envelhece bem, o outro já deve ser consumido jovem. Como não sou a favor de dar nota aos vinhos, sigo a mesma ordem de apresentação realizada na prova. </p>
<p>BURMESTER PORTO VINTAGE 2007<br />
Retinto de tingir o cálice, fresco, elegante e aromático, lembra chocolate. Seus taninos revelam ser esse um vinho de muita longevidade. </p>
<p>CHURCHILL&#8217;S PORTO VINTAGE 2007<br />
Uma agradável surpresa. Na boca é completo, uma doçura delicada, com longa persistência. Vinho com muitos anos de vida! </p>
<p>COCKBURN&#8217;S PORTO VINTAGE 2007<br />
Aromas frutados e minerais. Retinto, untuoso, com doçura agradável e boa permanência no retrogosto. Sóbrio e elegante, bem ao estilo inglês. </p>
<p>REAL COMPANHIA VELHA PORTO VINTAGE 2007<br />
Uma grande explosão aromática, rico em frutas vermelhas. Taninos médios, secos, que demonstram ter futuro na evolução em garrafa. </p>
<p>DALVA PORTO VINTAGE 2007<br />
Floral, delicado, lembra compota de fruta vermelha. Álcool bem perceptível, pronto para beber. </p>
<p>DOW&#8217;S PORTO VINTAGE 2007<br />
Vintage clássico! Muita fruta e leve toque mineral. Aroma de especiarias e taninos presentes, mas agradáveis. Vinho longevo.</p>
<p>DUORUM PORTO VINTAGE 2007<br />
Aroma delicado e sutil de frutas vermelhas e Esteva. Nota-se o álcool, bom final de boca.<br />
FERREIRA PORTO VINTAGE 2007<br />
Retinto na cor, especiarias e fruta vermelha no aroma. Delicado tanino presente. Vinho de guarda, tem muito para evoluir. </p>
<p>FONSECA PORTO VINTAGE 2007<br />
Um clássico! Muito bem-nascido, complexidade aromática marcante. Vinho untuoso, taninos finos e elegantes, projetando um futuro brilhante. Uma obra de arte! </p>
<p>GRAHAM&#8217;S PORTO VINTAGE 2007<br />
Retinto, negro como um café, na boca tem algo de compota, e seu retrogosto é longo e agradável. Vinho para muitos anos de vida. </p>
<p>KOPKE PORTO VINTAGE 2007<br />
Aromas complexos e agradáveis, destacando uma compota de amora. Taninos e álcool bem casados, o que lhe confere grande longevidade. </p>
<p>MESSIAS PORTO VINTAGE 2007<br />
Aromas frutados e vegetais. Doçura muito agradável e na boca longa permanência. Taninos macios e delicados. Uma boa surpresa. </p>
<p>NIEPOORT PORTO VINTAGE 2007<br />
Aromas inebriantes a especiarias e frutas vermelhas. Doçura delicada e taninos pujantes. Excelente retrogosto. Muitos anos de vida pela frente. </p>
<p>POÇAS PORTO VINTAGE 2007<br />
Aromas fumados leves e delicados, com notas de frutas vermelhas. Taninos firmes, com muita estrutura. Doçura agradável. </p>
<p>QUEVEDO PORTO VINTAGE 2007<br />
Retinto na cor, aromas a frutos silvestres. Nota-se o álcool, taninos firmes e doçura correta. </p>
<p>QUINTA DA PEDRA ALTA PORTO VINTAGE 2007<br />
Amostra prejudicada no transporte, chegou pouco antes da prova. Impreciso emitir julgamento. </p>
<p>QUINTA DAS TECEDEIRAS PORTO VINTAGE 2007<br />
Aromas marcantes de chocolate e ameixas maduras. Doce, leve, fino e elegante. Taninos corretos, que lhe proporcionam longevidade. </p>
<p>QUINTA DO CRASTO PORTO VINTAGE 2007<br />
Aromas vegetais marcantes e na boca taninos maduros e corretos, o que lhe confere um bom corpo. O tempo será seu grande professor. </p>
<p>QUINTA DO NAVAL PORTO VINTAGE 2007<br />
Vinho retinto, com aromas marcantes de chocolate. Nota-se o álcool e seus taninos pujantes. Vida longa. Um típico Vintage ao estilo inglês! </p>
<p>SllVAl PORTO VINTAGE 2007<br />
Bem-nascido, com cor que se destaca e aromas profundos de compota de frutas vermelhas. Robusto, um vinho de grande longevidade. </p>
<p>QUINTA DO PORTAL PORTO VINTAGE 2007<br />
Elegante, com aromas vegetais marcantes. Álcool bem casado e uma doçura agradável. O tempo será seu grande companheiro. </p>
<p>QUINTA DO VALE DONA MARIA PORTO VINTAGE 2007<br />
Aromas florais e de frutos silvestres. Na boca, apresenta doçura agradável e taninos firmes, além de um leve toque balsâmico. </p>
<p>QUINTA DO VESÚVIO PORTO VINTAGE 2007<br />
Retinto, cor negra marcante. Aromas vegetais que lembram a Esteva e, na boca, marcante e persistente chocolate. Taninos maduros e firmes. Um grande vinho longevo. </p>
<p>QUINTA NOVA DE NOSSA SENHORA DO CARMO PORTO VINTAGE 2007<br />
Cor correta, aromas frutados marcantes. Gosto de compota (confitura) e taninos elegantes. Tem grande futuro com o passar do tempo. </p>
<p>ROSÉS PORTO VINTAGE 2007<br />
Aromas delicados e agradáveis ao olfato. Na boca, taninos frescos e macios. Sua doçura é seu ponto forte. É um vinho pronto para beber. </p>
<p>TAYLOR&#8217;S PORTO VINTAGE 2007<br />
Aromas de frutas e especiarias. Taninos marcantes, mas agradáveis. Retrogosto de frutas maduras, chocolate e um pouco fumado. Vinho de guarda, um clássico. </p>
<p>VISTA ALEGRE PORTO VINTAGE 2007<br />
Agradável surpresa. Vinho robusto, untuoso, com aromas pujantes e grande persistência na boca. Grande futuro. </p>
<p>WARRE&#8217;S PORTO VINTAGE 2007<br />
Aromas balsâmicos marcantes, doçura agradável, grande permanência no retrogosto. Taninos vivos, mas elegantes. Um grande vinho de guarda. </p>
<p><em>*Texto publicado na revista Prazeres da Mesa em janeiro de 2010, nº77</em></p>
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		<title>Senhores, respeitem o vinho!</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 22:26:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos em revistas]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando um assunto desperta paixão e mexe com o lado sensível das pessoas, é comum ocorrer exageros, discussões acaloradas e defesas contundentes dos diferentes pontos-de-vista. Ultimamente, temos encontrado uma enxurrada de desrespeitos ao vinho e consequentemente àqueles consumidores apaixonados e àqueles mais bem informados.
Veio à tona na Vinitaly, em abril, o escândalo dos Brunello di Montalcino. Escândalo anunciado, pois basta saber um pouco de geografia e ter a mínima noção de espaço para concluir que é impossível produzir numa simples colina tantas marcas de uma mesma denominação de origem. Nem ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando um assunto desperta paixão e mexe com o lado sensível das pessoas, é comum ocorrer exageros, discussões acaloradas e defesas contundentes dos diferentes pontos-de-vista. Ultimamente, temos encontrado uma enxurrada de desrespeitos ao vinho e consequentemente àqueles consumidores apaixonados e àqueles mais bem informados.</p>
<p>Veio à tona na Vinitaly, em abril, o escândalo dos Brunello di Montalcino. Escândalo anunciado, pois basta saber um pouco de geografia e ter a mínima noção de espaço para concluir que é impossível produzir numa simples colina tantas marcas de uma mesma denominação de origem. Nem plantando uva em vaso se obtém tal façanha!</p>
<p>Também emergiu, tempos atrás, outro escândalo envolvendo o &#8220;papa do vinho&#8221;, o crítico americano Robert Parker, e seus comandados, que &#8220;supostamente&#8221; cobravam propina de produtores para falar bem de seus vinhos. Já confessei de público que não confio nesse tipo de trabalho que o sr. Parker faz e divulga, mas se milhões o seguem, quem sou eu para enfrentar esse leão?</p>
<p>Confirmei tais impressões, ao participar de duas provas de vinhos no Alentejo, em 2007, quando encontrei o &#8220;provador oficial&#8221; de Parker, na Quinta da Malhadinha e na Herdade dos Grous. Esse senhor em tudo se assemelhava a um iceberg: grande, incolor e frio. Troquei três impressões com ele durante o almoço, e nenhuma resposta ou um sorriso sequer. Julguei estar diante, talvez, de um &#8220;semideus do vinho&#8221;. Alvoroçados, os produtores alentejanos procuravam saber de sua agenda. Afinal, uma nota 89, significaria 1.000 caixas; 90 pontos, 2.000 caixas; acima de 90, então, ninguém poderia imaginar para onde as vendas iriam. Só Deus.</p>
<p>Um grande produtor português, em visita a São Paulo, anos atrás, me disse que alavancaria suas vendas naqueles idos, pois seu agente americano o convencera a anunciar na Wine<br />
Spectator. Quando o alertei que os anúncios deveriam ser republicados para que tivessem algum retorno, ele me disse que bastariam só dois, pois na edição posterior, seus vinhos entrariam em prova. E pasmem: foi &#8220;acertado&#8221; que nenhum receberia nota inferior a 86 pontos! Além de engolir esse sapo, guardei essa indigestão por 16 longos anos.</p>
<p>Mas guardei-a para esse dia, em que o mundo do vinho é novamente sacudido por uma bomba. Trata-se do escândalo em que a revista Wine Spectator está hoje envolvida. Seu concurrso anual de restaurantes premia e recomenda as melhores cartas de vinho do mundo. Nada mais justo e sadio, se tal competição fosse organizada e gerida com total independência e rigor. Em vez disso, porém, os 4.500 estabelecimentos inscritos tiveram de pagar a quantia de 250 dólares para participar da contenda.</p>
<p>Um jovem enólogo americano, Robin Goldstein, de um restaurante de Milão, registrou uma carta recheada de rótulos medíocres, segundo a avaliação da própria Wine Spectator &#8211; e pasmem, foi premiado! Em depoimento a uma revista brasileira de grande circulação, em sua edição de 6 de outubro, o rapaz declarou: &#8220;A ideia era desmistificar especialistas e concursos enológicos que ditam o que é melhor para o consumidor&#8221;. Esse recado, curto e grosso, deve ser analisado com clareza e prudência.</p>
<p>Em se tratando de Brasil, qualquer publicação do gênero deve ter a preocupação de bem informar mas também, acredito, a de estimular o consumo de vinho, fazendo com que o leitor desperte para o prazer de comer e beber bem, já que afinal o país ainda engatinha nesse assunto. Seja como for, os fatos acima revelam que tais expedientes deveriam ser revistos por seus protagonistas, já que cada um deles há anos vem dando sua contribuição ao mundo de Baco.</p>
<p>Por favor, senhores, respeitem o vinho!</p>
<p><em>*Texto publicado na revista Prazeres da Mesa em novembro de 2008, nº65</em></p>
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		<title>Um orgulho para o Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jan 2009 12:56:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[whisky]]></category>

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		<description><![CDATA[Iniciar uma coleção por hobby e ver esta coleção se transformar em paixão  e em forte ingrediente  para se atingir uma qualidade de vida, que faz bem a alma, é um privilégio de poucos. Ser lembrado e sempre associado ao objeto colecionado, transformando-se em referência mundial sobre o assunto, é a glória total.
Assim, meu amigo Claive Vidiz, pautou toda a sua vida dedicada a família e ao whisky, sendo que este último transcendeu o fato de ser uma bebida, passou a ser mais uma razão de vida.
De personalidade ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Iniciar uma coleção por hobby e ver esta coleção se transformar em paixão  e em forte ingrediente  para se atingir uma qualidade de vida, que faz bem a alma, é um privilégio de poucos. Ser lembrado e sempre associado ao objeto colecionado, transformando-se em referência mundial sobre o assunto, é a glória total.<br />
Assim, meu amigo Claive Vidiz, pautou toda a sua vida dedicada a família e ao whisky, sendo que este último transcendeu o fato de ser uma bebida, passou a ser mais uma razão de vida.<br />
De personalidade marcante, lutador, competente e visionário, Claive que começou como office boy em uma indústria farmacêutica britânica e acabou como presidente da mesma, nunca imaginou que ao comparecer a uma reunião anual da empresa em Londres,  muitos anos atrás, onde recebeu de um amigo algumas garrafas de whisky, faria nascer ali, a este escocês de forma líquida, uma vida devotada, que o levaria a ser reconhecido mundialmente como o maior  e melhor amante do whisky e de suas tradições. Como um monge beneditino, que segue as regras de São Bento, Claive se transformou no maior colecionador de whisky do mundo!<br />
Nem a Escócia, terra do Whisky, tinha a coleção que Claive possuía, e que guardava como se fosse um bibliotecário da Biblioteca do Vaticano, com amor, carinho e um zelo inacreditável.<br />
Em sua casa, a coleção de mais de 4.500 rótulos, era apresentada por destilarias, dentro das mesmas por marcas, que Claive batizava de família, e dentro destas famílias eram apresentadas todas as alterações de rótulos que ocorreram durante a vida do produto.<br />
Tamanha dedicação, deu ao amigo Claive,por muito tempo o título de maior colecionador de whisky do mundo, reconhecido pelo Guiness Book.<br />
A Diageo, maior produtora de whisky da Escócia, acalentou por muito tempo colocar a coleção de Claive em solo Escocês, pois assim como o povo da Escócia não se conformava que um brasileiro tinha mais marcas originais que eles, a Diageo em 2007 fez uma oferta irrecusável ao Claive para que lhe vendesse a coleção, e que a mesma seria acrescida de todas as outras marcas disponíveis na Escócia e que tudo comporia o acervo do maior Museu de Whisky que o mundo conheceria.<br />
Passado todo esse tempo, agora nos chega a notícia que no próximo dia 27 de Março, será inaugurado em Edimburgo, o Museu do Scotch Whisky, próximo ao Castelo Hill, com a designação de: DIAGEO/CLAIVE VIDIZ SCOTCH WHISKY MUSEUM.<br />
Claive Vidiz recebe assim uma justa e honrosa homenagem por seus anos de dedicação a manutenção da cultura do whisky, que melhor faz para o orgulho de nós todos brasileiros, afinal Claive com seu paciente trabalho e dedicação, marca seu nome e o do Brasil, no cenário mundial do bom gosto. </p>
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		<title>Mario Briosa Neves</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Oct 2008 18:15:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Bairrada]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<description><![CDATA[Mario Briosa Neves, em 2002Ser personalidade no mundo dos vinhos não significa somente ser um enólogo conceituado ou um proprietário com muitos títulos nobiliárquicos, tem de viver intensamente o vinho e pronto. É assim que ocorre com o Mario Neves, que vive há muitos, mas muitos anos, os vinhos das Caves Aliança, onde se criou vendo seu pai e seus familiares mais próximos trabalharem. 
Conheço o Mario Neves há 30 anos, e mesmo nos tempos mais difíceis, e que não foram poucos, seu sorriso e sua maneira de falar, vem ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_360" class="wp-caption alignleft" style="width: 202px"><a href="http://www.coisasdemenina.com.br/carloscabral/wp-content/uploads/2008/10/mario-neves.jpg"><img src="http://www.coisasdemenina.com.br/carloscabral/wp-content/uploads/2008/10/mario-neves.jpg" alt="Mario Briosa Neves, em 2002" title="mario-neves" width="192" height="274" class="size-full wp-image-360" /></a><p class="wp-caption-text">Mario Briosa Neves, em 2002</p></div>Ser personalidade no mundo dos vinhos não significa somente ser um enólogo conceituado ou um proprietário com muitos títulos nobiliárquicos, tem de viver intensamente o vinho e pronto. É assim que ocorre com o Mario Neves, que vive há muitos, mas muitos anos, os vinhos das Caves Aliança, onde se criou vendo seu pai e seus familiares mais próximos trabalharem. </p>
<p>Conheço o Mario Neves há 30 anos, e mesmo nos tempos mais difíceis, e que não foram poucos, seu sorriso e sua maneira de falar, vem encantando o mercado do vinho em todo o mundo. Homem que vive em um avião, tem como hospedagem fixa a cidade de Aveiro, “A Veneza de Portugal”, mas a coisa mais rara é encontrar o Mario em casa.</p>
<p>Viaja o ano todo oferecendo seus vinhos onde houver alguém com sede. No Brasil já assistiu de tudo, desde inflação de 80% ao ano, até falência de distribuidores de seus vinhos. Nunca perdeu o otimismo, cada vez que vem ao Brasil, no mínimo 4 vezes por ano, Mario trás uma novidade debaixo do braço, para que seus amigos provem. Admira a facilidade e a criatividade, tudo isso a que chamamos de jogo de cintura que os produtores italianos de vinho tem. Ele acredita que falta aos portugueses um pouco mais de ousadia, e estou com ele, de fato falta muita ousadia.</p>
<p>Onde o Mário estiver, podem crer, a festa estará instalada. Quando é o anfitrião em Anadia, na Bairrada, ninguém sai das Caves Aliança sem um “bom chumbo” de comidas e bebidas. Por opção pessoal e profissional, Mario é um gastrônomo refinado, o que mais lhe encanta é provar um prato muito longe de Portugal, e voltar no ano seguinte para conferir a qualidade. </p>
<p>Por muitos e muitos anos, antes do surgimento do &#8220;Boom&#8221; do vinho português no mundo, as Caves Aliança  se fazia presente nos quatro cantos do planeta, sempre tendo o Mario Neves à frente. Por ter seus olhos semi-cerrados, os mais amigos dizem que ele é fruto da ida dos portugueses ao Japão há muitos séculos passados.</p>
<p>O mais importante a citar é que onde o Mario estiver, estará ali bem representado os vinhos de Portugal. É para isso que ele trabalha, e quando ele aparece, todos nós deste mundo já sabemos: Lá vem a alegria!</p>
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