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	<title>Carlos Cabral &#187; Sem categoria</title>
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		<title>Senhores, respeitem o vinho!</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 22:26:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos em revistas]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando um assunto desperta paixão e mexe com o lado sensível das pessoas, é comum ocorrer exageros, discussões acaloradas e defesas contundentes dos diferentes pontos-de-vista. Ultimamente, temos encontrado uma enxurrada de desrespeitos ao vinho e consequentemente àqueles consumidores apaixonados e àqueles mais bem informados.
Veio à tona na Vinitaly, em abril, o escândalo dos Brunello di Montalcino. Escândalo anunciado, pois basta saber um pouco de geografia e ter a mínima noção de espaço para concluir que é impossível produzir numa simples colina tantas marcas de uma mesma denominação de origem. Nem ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando um assunto desperta paixão e mexe com o lado sensível das pessoas, é comum ocorrer exageros, discussões acaloradas e defesas contundentes dos diferentes pontos-de-vista. Ultimamente, temos encontrado uma enxurrada de desrespeitos ao vinho e consequentemente àqueles consumidores apaixonados e àqueles mais bem informados.</p>
<p>Veio à tona na Vinitaly, em abril, o escândalo dos Brunello di Montalcino. Escândalo anunciado, pois basta saber um pouco de geografia e ter a mínima noção de espaço para concluir que é impossível produzir numa simples colina tantas marcas de uma mesma denominação de origem. Nem plantando uva em vaso se obtém tal façanha!</p>
<p>Também emergiu, tempos atrás, outro escândalo envolvendo o &#8220;papa do vinho&#8221;, o crítico americano Robert Parker, e seus comandados, que &#8220;supostamente&#8221; cobravam propina de produtores para falar bem de seus vinhos. Já confessei de público que não confio nesse tipo de trabalho que o sr. Parker faz e divulga, mas se milhões o seguem, quem sou eu para enfrentar esse leão?</p>
<p>Confirmei tais impressões, ao participar de duas provas de vinhos no Alentejo, em 2007, quando encontrei o &#8220;provador oficial&#8221; de Parker, na Quinta da Malhadinha e na Herdade dos Grous. Esse senhor em tudo se assemelhava a um iceberg: grande, incolor e frio. Troquei três impressões com ele durante o almoço, e nenhuma resposta ou um sorriso sequer. Julguei estar diante, talvez, de um &#8220;semideus do vinho&#8221;. Alvoroçados, os produtores alentejanos procuravam saber de sua agenda. Afinal, uma nota 89, significaria 1.000 caixas; 90 pontos, 2.000 caixas; acima de 90, então, ninguém poderia imaginar para onde as vendas iriam. Só Deus.</p>
<p>Um grande produtor português, em visita a São Paulo, anos atrás, me disse que alavancaria suas vendas naqueles idos, pois seu agente americano o convencera a anunciar na Wine<br />
Spectator. Quando o alertei que os anúncios deveriam ser republicados para que tivessem algum retorno, ele me disse que bastariam só dois, pois na edição posterior, seus vinhos entrariam em prova. E pasmem: foi &#8220;acertado&#8221; que nenhum receberia nota inferior a 86 pontos! Além de engolir esse sapo, guardei essa indigestão por 16 longos anos.</p>
<p>Mas guardei-a para esse dia, em que o mundo do vinho é novamente sacudido por uma bomba. Trata-se do escândalo em que a revista Wine Spectator está hoje envolvida. Seu concurrso anual de restaurantes premia e recomenda as melhores cartas de vinho do mundo. Nada mais justo e sadio, se tal competição fosse organizada e gerida com total independência e rigor. Em vez disso, porém, os 4.500 estabelecimentos inscritos tiveram de pagar a quantia de 250 dólares para participar da contenda.</p>
<p>Um jovem enólogo americano, Robin Goldstein, de um restaurante de Milão, registrou uma carta recheada de rótulos medíocres, segundo a avaliação da própria Wine Spectator &#8211; e pasmem, foi premiado! Em depoimento a uma revista brasileira de grande circulação, em sua edição de 6 de outubro, o rapaz declarou: &#8220;A ideia era desmistificar especialistas e concursos enológicos que ditam o que é melhor para o consumidor&#8221;. Esse recado, curto e grosso, deve ser analisado com clareza e prudência.</p>
<p>Em se tratando de Brasil, qualquer publicação do gênero deve ter a preocupação de bem informar mas também, acredito, a de estimular o consumo de vinho, fazendo com que o leitor desperte para o prazer de comer e beber bem, já que afinal o país ainda engatinha nesse assunto. Seja como for, os fatos acima revelam que tais expedientes deveriam ser revistos por seus protagonistas, já que cada um deles há anos vem dando sua contribuição ao mundo de Baco.</p>
<p>Por favor, senhores, respeitem o vinho!</p>
<p><em>*Texto publicado na revista Prazeres da Mesa em novembro de 2008, nº65</em></p>
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		<title>Um orgulho para o Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jan 2009 12:56:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[whisky]]></category>

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		<description><![CDATA[Iniciar uma coleção por hobby e ver esta coleção se transformar em paixão  e em forte ingrediente  para se atingir uma qualidade de vida, que faz bem a alma, é um privilégio de poucos. Ser lembrado e sempre associado ao objeto colecionado, transformando-se em referência mundial sobre o assunto, é a glória total.
Assim, meu amigo Claive Vidiz, pautou toda a sua vida dedicada a família e ao whisky, sendo que este último transcendeu o fato de ser uma bebida, passou a ser mais uma razão de vida.
De personalidade ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Iniciar uma coleção por hobby e ver esta coleção se transformar em paixão  e em forte ingrediente  para se atingir uma qualidade de vida, que faz bem a alma, é um privilégio de poucos. Ser lembrado e sempre associado ao objeto colecionado, transformando-se em referência mundial sobre o assunto, é a glória total.<br />
Assim, meu amigo Claive Vidiz, pautou toda a sua vida dedicada a família e ao whisky, sendo que este último transcendeu o fato de ser uma bebida, passou a ser mais uma razão de vida.<br />
De personalidade marcante, lutador, competente e visionário, Claive que começou como office boy em uma indústria farmacêutica britânica e acabou como presidente da mesma, nunca imaginou que ao comparecer a uma reunião anual da empresa em Londres,  muitos anos atrás, onde recebeu de um amigo algumas garrafas de whisky, faria nascer ali, a este escocês de forma líquida, uma vida devotada, que o levaria a ser reconhecido mundialmente como o maior  e melhor amante do whisky e de suas tradições. Como um monge beneditino, que segue as regras de São Bento, Claive se transformou no maior colecionador de whisky do mundo!<br />
Nem a Escócia, terra do Whisky, tinha a coleção que Claive possuía, e que guardava como se fosse um bibliotecário da Biblioteca do Vaticano, com amor, carinho e um zelo inacreditável.<br />
Em sua casa, a coleção de mais de 4.500 rótulos, era apresentada por destilarias, dentro das mesmas por marcas, que Claive batizava de família, e dentro destas famílias eram apresentadas todas as alterações de rótulos que ocorreram durante a vida do produto.<br />
Tamanha dedicação, deu ao amigo Claive,por muito tempo o título de maior colecionador de whisky do mundo, reconhecido pelo Guiness Book.<br />
A Diageo, maior produtora de whisky da Escócia, acalentou por muito tempo colocar a coleção de Claive em solo Escocês, pois assim como o povo da Escócia não se conformava que um brasileiro tinha mais marcas originais que eles, a Diageo em 2007 fez uma oferta irrecusável ao Claive para que lhe vendesse a coleção, e que a mesma seria acrescida de todas as outras marcas disponíveis na Escócia e que tudo comporia o acervo do maior Museu de Whisky que o mundo conheceria.<br />
Passado todo esse tempo, agora nos chega a notícia que no próximo dia 27 de Março, será inaugurado em Edimburgo, o Museu do Scotch Whisky, próximo ao Castelo Hill, com a designação de: DIAGEO/CLAIVE VIDIZ SCOTCH WHISKY MUSEUM.<br />
Claive Vidiz recebe assim uma justa e honrosa homenagem por seus anos de dedicação a manutenção da cultura do whisky, que melhor faz para o orgulho de nós todos brasileiros, afinal Claive com seu paciente trabalho e dedicação, marca seu nome e o do Brasil, no cenário mundial do bom gosto. </p>
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		<title>Mario Briosa Neves</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Oct 2008 18:15:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Bairrada]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[vinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Mario Briosa Neves, em 2002Ser personalidade no mundo dos vinhos não significa somente ser um enólogo conceituado ou um proprietário com muitos títulos nobiliárquicos, tem de viver intensamente o vinho e pronto. É assim que ocorre com o Mario Neves, que vive há muitos, mas muitos anos, os vinhos das Caves Aliança, onde se criou vendo seu pai e seus familiares mais próximos trabalharem. 
Conheço o Mario Neves há 30 anos, e mesmo nos tempos mais difíceis, e que não foram poucos, seu sorriso e sua maneira de falar, vem ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_360" class="wp-caption alignleft" style="width: 202px"><a href="http://www.coisasdemenina.com.br/carloscabral/wp-content/uploads/2008/10/mario-neves.jpg"><img src="http://www.coisasdemenina.com.br/carloscabral/wp-content/uploads/2008/10/mario-neves.jpg" alt="Mario Briosa Neves, em 2002" title="mario-neves" width="192" height="274" class="size-full wp-image-360" /></a><p class="wp-caption-text">Mario Briosa Neves, em 2002</p></div>Ser personalidade no mundo dos vinhos não significa somente ser um enólogo conceituado ou um proprietário com muitos títulos nobiliárquicos, tem de viver intensamente o vinho e pronto. É assim que ocorre com o Mario Neves, que vive há muitos, mas muitos anos, os vinhos das Caves Aliança, onde se criou vendo seu pai e seus familiares mais próximos trabalharem. </p>
<p>Conheço o Mario Neves há 30 anos, e mesmo nos tempos mais difíceis, e que não foram poucos, seu sorriso e sua maneira de falar, vem encantando o mercado do vinho em todo o mundo. Homem que vive em um avião, tem como hospedagem fixa a cidade de Aveiro, “A Veneza de Portugal”, mas a coisa mais rara é encontrar o Mario em casa.</p>
<p>Viaja o ano todo oferecendo seus vinhos onde houver alguém com sede. No Brasil já assistiu de tudo, desde inflação de 80% ao ano, até falência de distribuidores de seus vinhos. Nunca perdeu o otimismo, cada vez que vem ao Brasil, no mínimo 4 vezes por ano, Mario trás uma novidade debaixo do braço, para que seus amigos provem. Admira a facilidade e a criatividade, tudo isso a que chamamos de jogo de cintura que os produtores italianos de vinho tem. Ele acredita que falta aos portugueses um pouco mais de ousadia, e estou com ele, de fato falta muita ousadia.</p>
<p>Onde o Mário estiver, podem crer, a festa estará instalada. Quando é o anfitrião em Anadia, na Bairrada, ninguém sai das Caves Aliança sem um “bom chumbo” de comidas e bebidas. Por opção pessoal e profissional, Mario é um gastrônomo refinado, o que mais lhe encanta é provar um prato muito longe de Portugal, e voltar no ano seguinte para conferir a qualidade. </p>
<p>Por muitos e muitos anos, antes do surgimento do &#8220;Boom&#8221; do vinho português no mundo, as Caves Aliança  se fazia presente nos quatro cantos do planeta, sempre tendo o Mario Neves à frente. Por ter seus olhos semi-cerrados, os mais amigos dizem que ele é fruto da ida dos portugueses ao Japão há muitos séculos passados.</p>
<p>O mais importante a citar é que onde o Mario estiver, estará ali bem representado os vinhos de Portugal. É para isso que ele trabalha, e quando ele aparece, todos nós deste mundo já sabemos: Lá vem a alegria!</p>
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