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Degustação de Vinhos Portugueses

2 dezembro 2008 | por Carlos Cabral | 1 Comentário

Realizou-se no dia 25 de novembro de 2008, uma degustação de vinhos portugueses na sede do Consulado Geral de Portugal em São Paulo, promovida pela VINIPORTUGAL, órgão que promove os vinhos de Portugal. A seleção dos vinhos degustados foi feita pelo Confrade Dr. Mario Telles Jr., da ABS.
Foram degustados os seguintes vinhos:
Vinho Verde Morgadio da Torre Alvarinho 2007, com aromas penetrantes de frutas tropicais, e uma longa permanência no retrogosto, chega a ser um sabor untuoso. Com acidez correta, mostrou ser um grande vinho para acompanhar peixes e frutos do mar. Neste particular, a Sogrape, a casa produtora deste vinho e que é a maior vinícola de Portugal, consegue produzir este vinho quase que artesanalmente, o que confere ao vinho uma qualidade superior.
Em seguida foi degustado um Dão muito especial, o Quinta do Corujão Grande Escolha 2004. Embora jovem, estava macio e muito agradável. Vinho clássico obtido do feliz casamento de vinhos das castas Jaen, Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz, seus aromas eram florais e herbáceos, dando-lhe toques balsâmicos. Este vinho faz parte do grupo dos vinhos “Dão Nobre”.
Seguimos com o Paulo Laureano Alicante Bouschet 2005, do Alentejo. Este enólogo, que está mais para “mago” do que para ser humano normal, consegue fazer milagres com esta cepa, que embora seja francesa, fez morada em Portugal, e lá dá origem a caldos espetaculares. Paulo Laureano já confessou que este é o melhor Alicante Bouschet que já produziu. Não está enganado, o vinho é simplesmente sublime, tem gosto de quero mais! Com acidez correta, muito corpo e personalidade, da olfação a degustação, uma sinfonia de prazer nos acompanha. E de pensar que o Alentejo foi descoberto, para grande vinhos, só há passados 20 anos!
Partimos para degustar o Lagoalva de Cima Syrah 2005, vinho do Ribatejo, uma raridade, esta casta francesa cultivada nos ricos solos desta região, responsável pela maior produção de vinhos de Portugal. O Vinho apresentava aromas de madeira, fruto de seu estágio em barricas de carvalho novo por muito tempo, além dos aromas penetrantes de menta e hortelã. Outra obra de arte.
Do Douro, degustamos o Quinta do Crasto Touriga Nacional 2005. Este, um monumento – Meu Deus! Que vinho! Sei que sou suspeito, pois sou um “dourólogo” convicto e praticante. Conheço bem a Quinta do Crasto no Douro e o Thomaz Roquette, o entusiasmado administrador da Quinta da família.
Acredito, pelo o que já provei, que este vinho nada deve ao Maria Tereza, o vinho ícone da Casa. Duas palavras definem este vinho: Nobre e elegante.
Por último, degustamos o Moscatel de Setubal Roxo Quinta da Bacalhoa 1997. É famosa a produção de moscatéis na Península de Setubal e este não decepcionou em nada. Vigoroso, untuoso e com um perfume inebriante, e com sua tradicional cor de ouro, bem límpido, este é o vinho dos encantos e o grande companheiro dos pratos mais exóticos da culinária mundial, como o Foie gras.
Seguiu-se um rico jantar elaborado pelos Chefs Helena Rizzo e Daniel Redondo do Restaurante Mani, e uma outra bateria de vinhos deu seqüência à harmonização com os pratos.

1 Comentário »

  • Jardênia Siquiera disse:

    Caro Cabral,

    Fico muito feliz em presenciar seu sucesso. Quando falo da minha formação encho minha boca para falar não somente do seu conhecimento, mas da sua personalidade; a pessoa mais autentica que conheci nessa vida. Somente algumas pessoas no mundo tem o privilégio de serem marcantes, e o Sr é uma delas; assim como um bom vinho nobre e elegante.

    Um grande abraço!

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