Mario Briosa Neves
Conheço o Mario Neves há 30 anos, e mesmo nos tempos mais difíceis, e que não foram poucos, seu sorriso e sua maneira de falar, vem encantando o mercado do vinho em todo o mundo. Homem que vive em um avião, tem como hospedagem fixa a cidade de Aveiro, “A Veneza de Portugal”, mas a coisa mais rara é encontrar o Mario em casa.
Viaja o ano todo oferecendo seus vinhos onde houver alguém com sede. No Brasil já assistiu de tudo, desde inflação de 80% ao ano, até falência de distribuidores de seus vinhos. Nunca perdeu o otimismo, cada vez que vem ao Brasil, no mínimo 4 vezes por ano, Mario trás uma novidade debaixo do braço, para que seus amigos provem. Admira a facilidade e a criatividade, tudo isso a que chamamos de jogo de cintura que os produtores italianos de vinho tem. Ele acredita que falta aos portugueses um pouco mais de ousadia, e estou com ele, de fato falta muita ousadia.
Onde o Mário estiver, podem crer, a festa estará instalada. Quando é o anfitrião em Anadia, na Bairrada, ninguém sai das Caves Aliança sem um “bom chumbo” de comidas e bebidas. Por opção pessoal e profissional, Mario é um gastrônomo refinado, o que mais lhe encanta é provar um prato muito longe de Portugal, e voltar no ano seguinte para conferir a qualidade.
Por muitos e muitos anos, antes do surgimento do “Boom” do vinho português no mundo, as Caves Aliança se fazia presente nos quatro cantos do planeta, sempre tendo o Mario Neves à frente. Por ter seus olhos semi-cerrados, os mais amigos dizem que ele é fruto da ida dos portugueses ao Japão há muitos séculos passados.
O mais importante a citar é que onde o Mario estiver, estará ali bem representado os vinhos de Portugal. É para isso que ele trabalha, e quando ele aparece, todos nós deste mundo já sabemos: Lá vem a alegria!

Saudações Vinícolas!
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