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Mario Briosa Neves

21 outubro 2008 | por Carlos Cabral | Seja o primeiro a comentar

Mario Briosa Neves, em 2002

Mario Briosa Neves, em 2002

Ser personalidade no mundo dos vinhos não significa somente ser um enólogo conceituado ou um proprietário com muitos títulos nobiliárquicos, tem de viver intensamente o vinho e pronto. É assim que ocorre com o Mario Neves, que vive há muitos, mas muitos anos, os vinhos das Caves Aliança, onde se criou vendo seu pai e seus familiares mais próximos trabalharem.

Conheço o Mario Neves há 30 anos, e mesmo nos tempos mais difíceis, e que não foram poucos, seu sorriso e sua maneira de falar, vem encantando o mercado do vinho em todo o mundo. Homem que vive em um avião, tem como hospedagem fixa a cidade de Aveiro, “A Veneza de Portugal”, mas a coisa mais rara é encontrar o Mario em casa.

Viaja o ano todo oferecendo seus vinhos onde houver alguém com sede. No Brasil já assistiu de tudo, desde inflação de 80% ao ano, até falência de distribuidores de seus vinhos. Nunca perdeu o otimismo, cada vez que vem ao Brasil, no mínimo 4 vezes por ano, Mario trás uma novidade debaixo do braço, para que seus amigos provem. Admira a facilidade e a criatividade, tudo isso a que chamamos de jogo de cintura que os produtores italianos de vinho tem. Ele acredita que falta aos portugueses um pouco mais de ousadia, e estou com ele, de fato falta muita ousadia.

Onde o Mário estiver, podem crer, a festa estará instalada. Quando é o anfitrião em Anadia, na Bairrada, ninguém sai das Caves Aliança sem um “bom chumbo” de comidas e bebidas. Por opção pessoal e profissional, Mario é um gastrônomo refinado, o que mais lhe encanta é provar um prato muito longe de Portugal, e voltar no ano seguinte para conferir a qualidade.

Por muitos e muitos anos, antes do surgimento do “Boom” do vinho português no mundo, as Caves Aliança se fazia presente nos quatro cantos do planeta, sempre tendo o Mario Neves à frente. Por ter seus olhos semi-cerrados, os mais amigos dizem que ele é fruto da ida dos portugueses ao Japão há muitos séculos passados.

O mais importante a citar é que onde o Mario estiver, estará ali bem representado os vinhos de Portugal. É para isso que ele trabalha, e quando ele aparece, todos nós deste mundo já sabemos: Lá vem a alegria!

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