Uma prova memorável
Realizou-se no último dia 12 de março, no Restaurante A Bela Sintra, em São Paulo, uma prova vertical com o grande vinho ícone do Alentejo, o Pêra Manca.
Este vinho tem uma história e o seu ressurgimento entre nós se deu a partir de 1990, quando a primeira safra destes tempos modernos nos foi apresentada, mas sempre foi um dos mais importantes vinhos das terras lusas.
Os vinhos oriundos desta propriedade foram os primeiros a chegarem no Brasil, pois os mesmos faziam parte da seleção de víveres que Pedro Álvares Cabral trazia em sua esquadra, quando descobriu o Brasil. Os frades da Ordem de São Jerônimo foram os proprietários dos vinhedos, que ainda hoje são cultivados para esse fim, desde o início do século XV.
A Fundação Eugênio de Almeida, atual proprietária da marca e dos vinhedos, reiniciou a produção deste vinho em 1990, assim pelas mãos competentes do Professor Colaço do Rosário, este vinho voltou a ocupar o lugar de honra dentro da história da vitivinicultura de Portugal.
Somente em anos de relevante qualidade este vinho é produzido, assim desde 1990, as safras que se seguiram foram: 1991, 1994, 1995, 1997, 1998, 2001, 2003, e 2005.
Neste dia 12 de março memorável, iniciamos a prova degustando uma garrafa de Pêra Manca Branco 2007, um bem elaborado corte de 50% de Antão Vaz e 50% de Arinto. Com aromas delicados de frutas cítricas e notas minerais, este vinho apresentou-se com um frescor muito agradável, e sua temperatura correta de serviço ajudou em muito a matar a sede.
Seguiu-se uma grande prova com os vinhos tintos das safras 1997, 1998, 2001, 2003 e a novíssima safra de 2005.
Todos os vinhos estavam esplêndidos, destacaram-se os aromas inebriantes da safra de 1997 e o retrogosto da safra 1998. A safra de 2005, apresentada como lançamento, teve uma produção de 24 mil litros, e sua graduação alcoólica é de 14,5%. Este vinho é oriundo de um corte de 60% de Trincadeira e 40% de Aragonez, ainda apresenta-se muito fechado, mas já revela que terá um futuro brilhante, é só uma questão de paciência. Seu preço sugerido de venda é de R$ 648,00 a garrafa. Quem puder adquirir estará fazendo um grande investimento, muito mais seguro do que confiar em um consultor financeiro americano!
Saudações Vinícolas!
Que inveja!!! rsrsrs
Em tempos de crise realmente é mais sadio investir em vinhos, porque se desvalorizar, uma coisa é certa o conteúdo continua o mesmo…
Um abraço!
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