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	<title>Carlos Cabral &#187; Douro</title>
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		<title>O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 19:14:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[O mundo do vinho do porto]]></category>
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		<category><![CDATA[Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto]]></category>
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		<description><![CDATA[O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, antes chamado apenas Instituto do Vinho do Porto, foi criado em 1933 para garantir a autenticidade de um dos produtos mais importantes para Portugal – o Vinho do Porto. O órgão tem a função de certificar e fiscalizar a Denominação de Origem e controlar a qualidade e quantidade dos vinhos. Para isso, faz um rigoroso controle de qualidade em todo processo produtivo. Só depois de completamente aprovado pelo Instituto é que um vinho passa a ter o direito de usar o ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, antes chamado apenas Instituto do Vinho do Porto, foi criado em 1933 para garantir a autenticidade de um dos produtos mais importantes para Portugal – o Vinho do Porto. O órgão tem a função de certificar e fiscalizar a Denominação de Origem e controlar a qualidade e quantidade dos vinhos. Para isso, faz um rigoroso controle de qualidade em todo processo produtivo. Só depois de completamente aprovado pelo Instituto é que um vinho passa a ter o direito de usar o nome “Porto”, recebendo o Selo de Garantia e o Certificado de Denominação de Origem. </p>
<p>O trabalho também é criterioso na hora de declarar a safra. O produtor precisa enviar amostras do vinho ao Instituto declarando formalmente suas intenções. Caso ele receba a aprovação, a safra de seu Porto pode ser declarada e o rótulo pode conter as palavras “Vintage Port”. Declarar ou não o ano de um Vintage é uma opção de cada produtor. Em geral, os anos realmente excelentes para o Vintage são aqueles que foram declarados pela maioria dos produtores, o que acontece poucas vezes por década.</p>
<p>O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto possui três locais onde os visitantes e amantes do Vinho do Porto podem ter ótimas experiências. São três solares, um no Porto, um em Lisboa e o outro na Régia. Todos esses espaços, requintados e acolhedores, organizam degustações de Vinho do Porto, promovem almoços e jantares, e comercializam publicações sobre o Vinho do Porto e a região do Douro. </p>
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		<title>Douro – Conheça a terra onde nasce o Vinho do Porto</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 19:12:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[O mundo do vinho do porto]]></category>
		<category><![CDATA[Douro]]></category>
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		<description><![CDATA[Mais de 80 mil propriedades vinícolas estão instaladas no Douro. Os vinhedos plantados na região crescem em um ambiente aparentemente inóspito, nas encostas extremamente íngremes (com inclinações de até 70 graus) formadas por xisto e granito. Esse tipo de solo drena a água, possibilitando que os ramos da videira se infiltrem na terra pelas fendas rochosas, chegando muitas vezes a até 20 metros de profundidade na busca por nutrientes. Completamente enterrados, os ramos encontram um ambiente mais estável e assim conseguem sobreviver ao clima austero da região.
Os invernos no Douro ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de 80 mil propriedades vinícolas estão instaladas no Douro. Os vinhedos plantados na região crescem em um ambiente aparentemente inóspito, nas encostas extremamente íngremes (com inclinações de até 70 graus) formadas por xisto e granito. Esse tipo de solo drena a água, possibilitando que os ramos da videira se infiltrem na terra pelas fendas rochosas, chegando muitas vezes a até 20 metros de profundidade na busca por nutrientes. Completamente enterrados, os ramos encontram um ambiente mais estável e assim conseguem sobreviver ao clima austero da região.</p>
<p>Os invernos no Douro são rigorosos, mas os verões têm fama de ser ainda mais difíceis, podendo chegar a até 50°C. Mas como a região está separada do clima úmido e fresco do oeste de Portugal pela cadeia de montanhas Serra do Marão, o calor na área é muito seco, melhorando as condições para as videiras. </p>
<p>A qualidade das uvas produzidas nos vários vinhedos varia muito por conta das condições distintas a que as plantações estão submetidas, como diferentes altitudes, inúmeros microclimas ou mudanças na orientação do sol, por exemplo. Com toda essa diversidade, fica muito difícil categorizar a região. </p>
<p>Desde a década de 1930, porém, esses vinhedos foram classificados pela Casa do Douro, que concede pontos baseados em critérios como altitude, clima, idade das parreiras, solo, abrigo do vento etc. Todos os anos essa instituição atribui uma autorização a cada viticultor usando uma quantidade de mosto (o sumo e a polpa resultantes do esmagamento das uvas antes da fermentação) de determinada uva que ele pode produzir.</p>
<p>O Douro é separado em 3 subzonas: Baixo Corgo, Alto Corgo e Douro Superior. O Baixo Corgo é onde são produzidos os vinhos do Porto mais simples. Já os vinhos de maior qualidade – como todos os Vintage – vêm dos vinhedos das outras duas subzonas, Alto Corgo e Douro Superior.</p>
<p>Nessas áreas estão plantadas 51 castas de uvas tintas e 38 de uvas brancas. A variedade impressiona, mas a rainha do Douro sem dúvida alguma é a Touriga Nacional, que produz os melhores vinhos devido à intensidade de seu sabor. Além dela, há outras quatro principais: Tinta Barroca, Tinto Cão, Touriga Francesa e Tinta Roriz. </p>
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		<title>O Douro com raça</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 22:33:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos em revistas]]></category>
		<category><![CDATA[Douro]]></category>

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		<description><![CDATA[Voltemos a 1976. Naquele ano, raros ou muito poucos vitivinicultores do Douuro elaboravam vinhos tintos maduros na região portuguesa. Esses vinhos eram para consumo próprio e somente o emblemático Barca Velha aparecia no mercado. Em anos de bons vinhos, algumas marcas faziam sua entrada no mercado, muito timidamente, como é o caso do Lello, da Casa Borges e Irmãos.
Volto a 1976 porque foi nesse ano que um jovem enólogo português, formado em Bordeaux, na França, voltava para casa com seu diploma debaixo do braço e dois grandes desafios para enfrentar. ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Voltemos a 1976. Naquele ano, raros ou muito poucos vitivinicultores do Douuro elaboravam vinhos tintos maduros na região portuguesa. Esses vinhos eram para consumo próprio e somente o emblemático Barca Velha aparecia no mercado. Em anos de bons vinhos, algumas marcas faziam sua entrada no mercado, muito timidamente, como é o caso do Lello, da Casa Borges e Irmãos.</p>
<p style="text-align: justify;">Volto a 1976 porque foi nesse ano que um jovem enólogo português, formado em Bordeaux, na França, voltava para casa com seu diploma debaixo do braço e dois grandes desafios para enfrentar. O primeiro era o de não se lançar ao mundo dos vinhos à sombra de seu pai, o lendário Fernando Nicolau de Almeida, o &#8220;mago&#8221; ou o &#8220;cheirista&#8221; que inventara o Barca Velha. O segundo desafio era o de trabalhar ao lado do maior sonhador que o Douro já viu: seu tio José Antonio Ramos Pinto Rosas, o &#8220;lord&#8221; do vinho do Porto e a maior personalidade do Douro no século XX.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse jovem, João Nicolau de Almeida, saiu-se melhor que a encomenda. Juntou em si todas as qualidades &#8211; que não são poucas &#8211; de seu pai e do tio. Encontrei o João pela primeira vez em 1982, na Quinta do Bom Retiro, localizada no &#8220;cima Corgo&#8221;. Estávamos num quartinho de uns 6 metros quadrados, com prateleiras de madeira que sustentavam diversos pequeninos tanques de inox para as fermentações experimentais.</p>
<p style="text-align: justify;">Lá, ele e seu tio Zé Antonio aos poucos iam descobrindo as virtudes e alguns defeitos de diversas castas que germinavam no Douro há séculos, mas que nunca haviam sido estudadas daquela forma. Nascia naquela sala o que era o embrião da Associação para o Desenvolvimento da Vitivinicultura Dourense, a ADIVID, todos os princípios que hoje nos enchem o coração de alegria, com os fantásticos vinhos tintos do Douro que não param de surgir.</p>
<p style="text-align: justify;">Após anos de estudos, nove castas foram recomendadas como as de maior excelência em qualidade e produtividade. Entre essas destacam-se Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca e Tinto Cão.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas não só as castas receberam a atenção dessa dupla dinâmica. O sistema de condução das vinhas, o trabalho tão penoso para o culltivo e manuseio dos vinhedos da região também foram objeto de estudo desses dois paladinos, surgindo assim o sistema de condução conhecido como &#8220;Vinhas ao Alto&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Com tudo pronto, a dupla se lançou à caça de terrenos para implantação de novas vinhas. Nessas terras, os lotes cultivados são organizados por cepas, e não mais misturados como era a prática corrente no Douro até o início do século XX. Surge a Quinta de Ervamoira, o &#8220;jardim no meio do deserto&#8221;, na localidade de Muxagata, no Douro Superior, também conhecido como o Douro Internacional, por estar contíguo à fronteira da Espanha. Lugares áridos, inóspitos, sem vegetação, com um clima tórrido, onde nunca se imaginou que pudesse brotar alguma coisa foram transformados no Paraíso do Douro, com irrigação controlada, outra novidade que a dupla implantou na região.</p>
<p style="text-align: justify;">A Casa Ramos Pinto sempre teve outras propriedades ao longo do Douro, e é de duas dessas propriedades que João Nicolau de Almeida fez surgir o mais regular vinho do Douuro. Para elaborar o &#8220;Duas Quintas&#8221;, as uvas são procedentes da Quinta de Ervamoira e da Quinta dos Bons Ares, que fica junto ao Rio Torto, um afluente do Douro.</p>
<p style="text-align: justify;">Não resta dúvida, trata-se do vinho mais estável do Douro, que acumula qualidades ao passar dos anos. Mesmo em safras pobres, o Duas Quintas mantém uma qualidade superior se comparado a seus congêneres. E nos bons anos, João separa o pouco obtido para fazer o Duas Quintas Reserva, este já elevado ao mundo dos ícones.</p>
<p style="text-align: justify;">Recentemente, João promoveu uma prova vertical com todos os Duas Quintas Reservas disponíveis, do primeiro editado em 1991 até o 2005. Onze safras entraram na prova, sendo que os de 1992 e 1994 se destacaram com as maiores pontuações. A Revista de Vinhos, de Portugal, fez uma prova com 58 tintos do Douro, e o primeiro colocado foi o Duas Quintas Reserva Especial 2004.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;João Nicolau de Almeida herdou do pai e do tio o amor irrestrito pelo Souro e suas coisas&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">No evento da degustação das 11 safras, João, que além de enólogo é também o presidente da Casa Ramos Pinto, informou que colocará em breve à venda algumas caixas sortidas com essas colheitas degustadas, todas especiais. Aos interessados: é bom fazer reserva.</p>
<p style="text-align: justify;">Independentemente da capacidade de fazer bons vinhos, quem tiver o privilégio de conhecer o João Nicolau de Almeida, e partilhar uma boa conversa, verá que além de profissioonal, ele herdou do pai e do tio o amor irrestrito pelo Douro e suas coisas. Falo de um amor castiço, que envolve o respeito por sua gente, pelas tradições, pelo passado de glória da região, mas sem tirar os olhos do futuro. João tem um filho enólogo, que assim como ele formou-se em Bordeaux, e já dá seus passos de sonhador pelas colinas do Douro, como criador de vinhos, muito longe da sombra de seu pai &#8211; o que nos leva a crer que esta família de boa cepa e de muitos bons frutos nos darão boas surpresas por muito tempo.</p>
<p><em>*Texto publicado na revista Prazeres da Mesa em fevereiro de 2009, nº67</em></p>
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		<title>Portugal, na Mistral</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 21:24:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias de vinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Alentejo]]></category>
		<category><![CDATA[Douro]]></category>
		<category><![CDATA[Mistral]]></category>

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		<description><![CDATA[A Mistral, a maior importadora de vinhos do Brasil, que tem a direção do enófilo Ciro de Campos Lilla, possui mais de 2.000 rótulos em seu catálogo, e já  teve mais, tanto que se viu na oportunidade de abrir outra importadora, a Vinci, para dar sequência a um trabalho de atenção pessoal aos fornecedores e clientes com maior zelo e profissionalismo. A Vinci tem uma coleção de vinhos de Portugal de dar água na boca.
Tradicionalmente a Mistral edita 4 catálogos por ano. São tão ricos em informações e possui ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Mistral, a maior importadora de vinhos do Brasil, que tem a direção do enófilo Ciro de Campos Lilla, possui mais de 2.000 rótulos em seu catálogo, e já  teve mais, tanto que se viu na oportunidade de abrir outra importadora, a Vinci, para dar sequência a um trabalho de atenção pessoal aos fornecedores e clientes com maior zelo e profissionalismo. A Vinci tem uma coleção de vinhos de Portugal de dar água na boca.</p>
<p>Tradicionalmente a Mistral edita 4 catálogos por ano. São tão ricos em informações e possui um conteúdo técnico do mais alto nível, que acabam virando peças de referências aos enófilos e apaixonados por vinho. Dificilmente um catálogo Mistral é jogado fora.</p>
<p>Quando consultamos a seção de vinhos de Portugal deparamos com vinhos de todas as principais regiões produtoras das terras lusitanas, nomes estrelados do mundo do vinho, que não são moda, mas produtores consolidados, com histórias de anos, até séculos, por trás de uma simples garrafa, fato que dá ao catálogo, respeito pela qualidade apresentada.</p>
<p>Começando pelo Alentejo, a Herdade dos Coelheiros, é uma unanimidade em termos de tintos alentejanos. É um vinho consagrado pelos críticos como “digno representante máximo daquelas plagas”. Da mesma região, o tradicional vinho Quinta do Carmo completa a linhagem alentejana. Vinho famoso e com muita história para contar, pois tem como proprietários os mesmos donos do Chatêau Lafite-Rothschild, por si só uma lenda no mundo dos vinhos.</p>
<p>Do Alenquer, os vinhos da Quinta do Monte d’Oiro já são a grande referência desta região, destacando-se o Aurius com jóia maior.</p>
<p>Das regiões de Bucelas e Palmela os vinhos da Quinta da Romeira apresentam a melhor relação custo-benefício do catálogo. Quando chegamos a Bairrada, nada menos que uma espetacular coleção de vinhos do célebre “criador de vinhos” Luis Pato nos aguarda. Nada menos que 20 rótulos distintos, apresentados em diversos formatos de garrafas estão à disposição. É bom lembrar que foi Luis Pato quem colocou a Bairrada de volta no mapa vinícola de Portugal. Luis fez uma revolução e hoje colhe os frutos desse trabalho paciente que consiste em investir nas castas típicas da Bairrada, tirando o máximo da tipicidade de cada cepa, resguardando suas características básicas. Aqui se destaca o célebre vinho Pé Franco, verdadeira mistura de corpo e alma da Bairrada.</p>
<p>Da Campolargo, o vinho branco da uva Bical é uma história à parte. Disputa há muito tempo o primeiro lugar como o melhor vinho branco maduro de Portugal. De um pequeno produtor bairradino, a Quinta de Foz do Arouce , o seu vinho Vinhas Velhas de Santa Maria, merece atenção especial.</p>
<p>E o que dizer dos vinhos do Palácio do Buçaco! Vinho lendário e mítico, criado pelas  sábias papilas do Sr. Santos, um “lord” à serviço de Portugal e de seus vinhos. Fruto da inteligente mistura de uvas da Bairrada e do Dão, este vinho  fez história por mais de 50 anos, honrando, e muito, a tradicional vitivinicultura de Portugal. Antes este vinho só podia ser degustado no restaurante do Palácio do Buçaco, assim aconteceu por mais de 40 anos seguidos. Agora, um simples telefonema nos coloca o vinho em casa. Vale a pena provar e aprovar o porque este vinho, até os dias de hoje é uma lenda viva.</p>
<p>A região do Dão, última a adotar técnicas modernas de vinificação e dar atenção ao conceito “terroir” tão em moda hoje, está presente no catálogo com três emblemáticas Casas vinícolas, a Quinta da Pellada, incontestavelmente o melhor produtor do Dão, a Quinta do Perdigão e a Quinta da Ponte Pedrinha, estas duas últimas são pequenas propriedades que a cada ano se destacam pela qualidade superior de seus vinhos.</p>
<p>No Douro, a primeira região vinícola demarcada do mundo, um mundo de grandes vinhos nos aguarda. A começar pela Quinta do Vale Meão, antiga propriedade da grande Senhora Antonia Adelaide Ferreira, a “Ferreirinha da Régua”, que hoje pertence a um de seus trinetos, meu amigo e Chanceler da Confraria do vinho do Porto Francisco Javier Olazabal, o “Vito”. Deste solo sagrado, nasceu em  1953 o grande vinho português Barca Velha, orgulho de uma nação voltada para o mundo dos vinhos. Hoje o vinho lá produzido o Quinta do Vale Meão tinto, é considerado um dos 3 melhores vinhos tintos de Portugal. O  vinho Chryseia, elaborado pela família Symington em parceria com Bruno Prats, do lendário Château Cos d’Estournel, foi o responsável por colocar os vinhos maduros do Douro em evidência internacional, no final do século passado. Está aqui um vinho para ser degustado de joelhos ouvindo-se uma Sonata de Mozart!</p>
<p>Os vinhos Quinta do Côtto, o Redoma dos Niepoort, o Quinta de Roriz, o Altano da Graham’s e os Lavradores de Feitoria completam esta fantástica linha. Só com este time de vinhos do Douro, um enófilo convicto e praticante pode passar o resto de sua vida em “estado de graça”, caso deguste estas preciosidades regularmente! No quesito dos vinhos tradicionais de Portugal, o catálogo se encerra com um bom Alvarinho do Minho, o Soalheiro e os vinhos do Ribatejo, hoje chamado de região de Lisboa, os vinhos da Quinta da Lagoalva de Cima, que no final dos anos 80 do século passado inovou na publicidade de seus vinhos, provocando uma grande revolução na mídia impressa. O vinho Lagoalva de Cima Alfrocheiro é para se conferir.</p>
<p>Mais de uma centena de rótulos de Portugal são ofertados neste catálogo da Mistral, não comentarei aqui as linhas de Vinhos do Porto e da Madeira disponíveis, isto será tema de uma próxima intervenção, mas já posso afirmar com segurança: As linhas de vinhos disponíveis são de primeiro lugar no mundo desses vinhos, é só uma questão de conferir. Assim, fazendo com prazer um trabalho que ama, Ciro Lilla, com a sua Mistral, nos proporciona momentos de pura alegria. </p>
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		<title>Uma excelente prova de vinhos do Douro</title>
		<link>http://www.carloscabral.com.br/uma-excelente-prova-de-vinhos-do-douro/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 18:50:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias de vinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Douro]]></category>
		<category><![CDATA[IVDP]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Vintage]]></category>
		<category><![CDATA[provas]]></category>
		<category><![CDATA[vinho do Porto]]></category>

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		<description><![CDATA[No último dia 28 de abril, a convite do IVDP – Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, dirigi uma prova de vinhos do Douro para jornalistas e enófilos convidados, nos salões do Hotel Unique, em São Paulo.
Depois do repentino, e felizmente contínuo sucesso dos vinhos do Alentejo, em todo o mundo, os Vinhos do Douro vivem um momento igual.  Há séculos que se produzem vinhos maduros nesta centenária região produtora de vinhos de Portugal, onde o vinho do Porto reina absoluto, mas o Vinho do Porto lhe ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No último dia 28 de abril, a convite do IVDP – Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, dirigi uma prova de vinhos do Douro para jornalistas e enófilos convidados, nos salões do Hotel Unique, em São Paulo.</p>
<p>Depois do repentino, e felizmente contínuo sucesso dos vinhos do Alentejo, em todo o mundo, os Vinhos do Douro vivem um momento igual.  Há séculos que se produzem vinhos maduros nesta centenária região produtora de vinhos de Portugal, onde o vinho do Porto reina absoluto, mas o Vinho do Porto lhe roubava as glórias. </p>
<p>Foi só á partir da década de 50 do século XX, que os vinhos maduros do Douro começaram a ser elaborados visando a atender ao gosto internacional, saindo assim da produção artesanal, que matava a sede dos do povo Dorense. É dessa época que o então enólogo da Casa Ferreirinha Fernando Moreira Paes Nicolau de Almeida apelidado pelo pessoal do Douro de “cheirista”, apresenta ao mundo o seu mítico, Barca Velha. Este vinho reinou absoluto no mundo dos vinhos tintos do Douro até o início do século XXI.</p>
<p>Agora, uma centena de rótulos de vinhos tintos, brancos e até espumantes produzidos no Douro alegram os nossos corações.</p>
<p>Que  a região do Douro produz excelentes tintos, isto muita gente já sabia, e quem foi o primeiro a falar sobre este assunto foi o célebre Barão Joseph James Forrester, lá pelos idos de 1840. </p>
<p>Foi uma necessidade comercial recente que fez com que os tradicionais produtores de Vinho do Porto passassem a dar mais atenção ao potencial que a região tem em elaborar vinhos maduros de alta qualidade, pois o mercado de vinho do Porto, luta bravamente para manter seus números, diante de uma grande concorrência com o surgimento de novos vinhos e outras bebidas mais fortes no mundo dos destilados.</p>
<p>A prova  que realizamos, só veio a firmar em definitivo, que em muito breve, os vinhos maduros do Douro receberão do mercado internacional o título de melhores tintos das terras lusitanas.<br />
A seleção de vinhos degustados foi primorosa, o que mais chamou a atenção de todos é que nenhum dos 15 vinhos degustados apresentou um mínimo defeito que colocasse sua qualidade em discussão. Pareceu uma prova entre amigos, todos os vinhos apresentaram qualidades superiores e seus taninos maduros encantaram à todos os presentes.</p>
<p>Começamos degustando o espumante Vértice Reserva 2005, uma bem elaborada mescla das uvas Códega, Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato, Touriga Franca, esta em maioria com 30% do blend, e a Viosinho. Todas as principais características positivas de um espumantes se encontravam presentes, chamando atenção o leve aroma de pão tostado, tão típico em espumantes mais velhos e bem nascidos.</p>
<p>Em seguida foram degustadas algumas garrafas do Redoma Reserva Branco 2006, incontestavelmente o melhor vinho branco de Portugal, até o momento. Nascido pelas mãos do amigo e Confrade Dirk Niepoort, que ao longo do tempo tem se mostrado como um dos mais brilhantes criadores de vinhos do Douro, este vinho tem origem em cepas com mais de 60 anos de cultivo, e esta maravilha é um blend  de Rabigato, Codega, Donzelinho, Viosinho e  Arinto. Tem maturação de 8 meses em carvalho, fato que ajuda em muito a torná-lo resistente, pois este é um caso raro de branco de Portugal que chega fácil aos 10 anos sem perder a qualidade. Vinho completo, que preenche a boca e ainda deixa muita saudade após a degustação, seu retrogosto é espetacular.</p>
<p>Seguiram-se a degustação dos outros 13 vinhos tintos reservados para essa ocasião.</p>
<p>Começamos com o Post-Scriptum 2006, da bem sucedida parceria Prats &#038; Symington, tradicional e muito antiga família inglesa produtora de afamadas marcas de vinho do Porto.</p>
<p>Este vinho é o resultado de um harmonioso casamento das 3 cepas tintas mais emblemáticas do Douro, a Touriga Nacional, a Touriga Franca e a Tinta Roriz. Com 13,5% de álcool, quase não se sente este volume, devido à maciez que o vinho tem. Taninos firmes, mas suaves, e uma presença no olfato muito agradável.  A parceria entre a família Prats de Bordeaux, que produz o não menos lendário Cos d’Estournel em Saint-Estèphe e os Symington, que já são uma lenda no setor do Vinho do Porto, não podia ser melhor, o resultado foi excepcional.</p>
<p>Uma novidade chamada Bons Anos, um Douro tinto de 2006, produzido pela Quinta das Hidrângeas e importado pela Magna Import, surpreendeu a todos pela exuberante qualidade.</p>
<p>Um harmonioso casamento entre as castas Touriga Franca, Tinta Roriz e Touriga Nacional, com uma potência de 14% vol, que no início da prova se torna imperceptível, agradou a todos os presentes, pois o vinho apresentou-se harmônico e com taninos suaves, o que lhe facilitava a prova.</p>
<p>Seguiu-se a prova com o Quinta do Cachão Touriga Nacional 2006 das Caves Messias. Vi o nascimento deste rótulo há passados 10 anos, quando a família Messias começou a produzir seus tintos maduros no Douro, onde já por muitas décadas produz seus afamados Vinho do Porto. Um verdadeiro “torpedo”, pois este vinho tem 15% de álcool. As framboesas maduras e ameixas pretas estão presentes fortemente nos aromas deste vinho, embora tenha só 6 meses de estágio em carvalho, toques leves e delicados de baunilha se fazem sentir. Uma ousadia da casa, pois este mono vinho da casta de Touriga Nacional veio para se firmar como vinho emblemático da Casa Messias.</p>
<p>Sandra Tavares e Cristiano Van Zeller assinam a próxima obra de arte, trata-se do vinho Quinta do Vale Dona Maria, já bastante aclamado como o melhor vinho tinto do Douro, depois do mítico  Barca Velha. Cristiano Van Zeller faz parte do grupo de jovens apelidados de “Douros Boys” que fizeram uma revolução em termos de vinhos de mesa na região do Douro.</p>
<p>Uma grande representação da vitivinicultura típica do Douro está presente neste vinho, nada menos que 7 uvas estão na sua composição, são elas: Tinta Amarela, Rufete, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Francesa, Touriga Nacional e Sousão. Este vinho passa 2 anos em barricas de carvalho, e tem uma cor rubi intenso e profundo. Seu retrogosto é longo, persiste e é muito agradável. Trata-se de um vinho que pode ser degustado com estas mesmas qualidades daqui a 20 anos.</p>
<p>O “pequeno” grande produtor do Douro Domingos Alves de Sousa enviou o seu vinho, não menos famoso, o Quinta da Gaivosa Vinha de Lordelo 2005. Com uma produção de apenas 3.500 garrafas, que tiveram sua origem em uma propriedade de apenas 2,5 ha, onde ainda existem vinhas com mais de 100 anos. Domingos informa que a base principal de seu vinho são as uvas Tinta Amarela, Sousa e Touriga Nacional e “outras”, estas outras como sabemos, fazem parte dos vinhedos antigos tradicionais do Douro, onde uma mescla de cepas eram cultivadas todas juntas. Este vinho tem 15,5% de álcool,o que o torna incomum no mundo dos vinhos tintos maduros, seus taninos são doces e macios , o estágio em barricas nova de carvalho francês é de 15 meses, e sua prova provoca um certo prazer, satisfação, logo interrompido pelo elevado grau alcoólico. Seguramente este é um vinho, longevo, pois resistirá facilmente, preservando suas qualidades por mais de 30 anos!</p>
<p>O mítico vinho Pintas seguiu a prova. Esta obra de arte da lavra de Dirk Niepoort, recebeu todos os louros dourados das maiores autoridades em pontuação de vinhos de todo o mundo. Trata-se de uma unanimidade. Sem medo de errar, o rótulo informa que este vinho foi elaborado com Touriga Franca, Tinta Amarela e outras ”27 castas”, que harmonicamente dão origem a esta jóia da vitivinicultura portuguesa. Pisa a pé em lagares de granito e estágio de 18 meses em barricas de carvalho francês, com uvas cultivadas há passados 70 anos são os pontos chaves para obtenção desta jóia. Toda essa maravilha vem de um pequeno vinhedo de 2 ha localizado na região do Pinhão, no Alto Douro.</p>
<p>O vinho Vértice Grande Reserva Tinto 2006 apresentou-se com 14,5% de álcool, e tem o destaque para aromas que lembram especiarias. Tem uma produção de apenas 8.000 garrafas e se apresenta na boca como um vinho rico, pujante, mas sem se deixar destacar e surpreender pelos seus taninos macios.</p>
<p>Da emblemática e desejada Quinta do Noval veio para a prova o seu Douro DOC 2005. Elegante vinho elaborado pelo Rei dos Vintages, António Agrellos, este Noval tem um corte de 40% de Touriga Nacional, 50% de Touriga Franca e 10% de Tinto Cão. Não foi nenhuma novidade que dos mais belos terraços do Douro surgisse este maravilhoso vinho, rico em aromas e de um paladar memorável. Uma complexidade na boca, que logo deixa saudades!</p>
<p>No conjunto de vinhos degustados, onde todos apresentaram qualidades superiores, um haveria de se destacar, e foi o Quinta do Crasto Vinhas Velhas 2006. Oriundo de cepas com mais de 70 anos de cultivo, este potente vinho de 14,5% de álcool deixou todos os degustadores perplexos. Esgotaram-se os adjetivos, foi melhor ficar quieto do que buscar palavras para descrevê-lo afinal estava-se diante de uma perfeição e perfeição não se comenta, admira- se e goza-se o momento! A topografia íngreme desta Quinta, aliada aos cuidados quase individuais que cada pé de uva recebe, só podia acabar nesta magistral obra de arte. Degustar este vinho é dar um bom presente a alma!</p>
<p>O Quinta Nova Reserva Tinto 2005, tem sua origem na famosa Quinta Nova de Nossa senhora do Carmo, hoje pertencente à Casa Burmester, mas que em tempos passados, por herdade, pertenceu aos herdeiros da Coroa de Portugal, os Duques de Bragança. Com uma produção de apenas 12.000 garrafas, este vinho de 14,0% teve uma maceração prolongada por 7 dias, tendo depois estagiado por 16 meses em barricas de carvalho novo, todas oriundas da França. O enólogo Francisco Montenegro foi competente e dar a este vinho o que ele merece, tempo para estar pronto para vir ao mercado. Vinho rico, robusto, elegante e com taninos macios, é um grande companheiro de um cordeiro assado ou até um bom arroz de pato, típico do Douro.</p>
<p>As surpresas não parariam por aí. Tínhamos ainda o Quinta das Tecedeiras Reserva Tinto 2005 para provar. Qualquer adjetivo seria pouco para descrever este caldo rico do Douro. Um grande vinho, ou melhor, um senhor vinho, destinado a poucos apreciadores que buscam vinhos vivos, robustos, mas educados, elegantes e finos. Todos estes adjetivos qualificativos são poucos para descrever esta agradável surpresa.</p>
<p>Seguiu-se a prova com o CARM Grande reserva 2005, produzido pela Casa Familiar Roboredo Madeira, que desde o século XVII se ocupa com vinhos.</p>
<p>Um clássico do Douro com Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca, com 14% de álcool, este vinho tem aromas pronunciados de frutas vermelhas maduras e toques florais que lembram a Esteva, flor típica do Douro. Com 12 meses de carvalho e mais 6 meses de estágio em garrafa, antes de ir para o mercado.</p>
<p>A prova foi encerrada com a degustação do Evel Grande Reserva Tinto 2006.<br />
Emblemático vinho, um dos primeiros vinhos maduros do Douro a serem elaborados, que fez sua entrada no mercado ainda na década de 70 do século passado, este vinho só tem evoluído a cada ano. Atingiu um patamar de qualidade invejável. Destacou-se dentre todos os provados, por ter um álcool de 12,8%, ou seja, vinho ao estilo mias normal que estávamos acostumados a encontrar. Oriundo de um elaborado corte de Touriga Nacional, Touriga Francesa, Tinta Roriz e Tinto Cão, este vinho nasce no Pinhão, no Alto Douro e estagia por 18 meses em barricas de carvalho. Vinho complexo e extremamente agradável à boca e ao paladar.</p>
<p>No conjunto geral, foi uma mostra adulta e inteligente, pois deixou todos os 40 provadores perplexos e acuados quanto as suas considerações, pois não havia defeito em nenhum vinho, fato que obriga a todos a por a cabeça a pensar, uma vez que qualificar e destacar defeitos é muito mais fácil que aceitar virtudes, e prestar honras a elas.</p>
<p>São ações como estas que engrandecem os serviços do IVDP, são provas incontestes da qualidade de uma região centenária, que se redescobre a cada dia. </p>
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		<title>Parceria de peso no Douro</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Jan 2009 20:25:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Casa Ferreirinha]]></category>
		<category><![CDATA[Douro]]></category>
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		<description><![CDATA[Dois senhores do Vinho, José Maria Soares Franco e João Portugal Ramos, uniram seus 30 anos de experiência no mundo dos vinhos e formaram uma nova Casa Vinícola. O novo projeto  chamado Duorum, está baseado na Quinta de Castelo Melhor, no conselho de Foz Côa, próximo a fronteira com a Espanha, local conhecido como Douro Internacional.
José Maria Soares Franco, tem 30 anos de experiência formada na Casa Ferreirinha, foi braço direito do Sr. Fernando Nicolau de Almeida, o célebre criador do Barca Velha, vinho que José Maria elaborou por ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dois senhores do Vinho, José Maria Soares Franco e João Portugal Ramos, uniram seus 30 anos de experiência no mundo dos vinhos e formaram uma nova Casa Vinícola. O novo projeto  chamado Duorum, está baseado na Quinta de Castelo Melhor, no conselho de Foz Côa, próximo a fronteira com a Espanha, local conhecido como Douro Internacional.<br />
José Maria Soares Franco, tem 30 anos de experiência formada na Casa Ferreirinha, foi braço direito do Sr. Fernando Nicolau de Almeida, o célebre criador do Barca Velha, vinho que José Maria elaborou por diversas vezes após a morte do Sr. Fernando. É um dos mais ilustres e competentes enólogos de Portugal. Ao juntar-se com o João Portugal Ramos, outro enólogo “estrela maior” de Portugal, com larga experiência em vinhos maduros do Douro, podemos antever que qualidade não faltará para os produtos que nascerem dessas 4 competentes mãos. </p>
<p>A dupla já promete para lançamento no final de 2009 dois Portos, um LBV e um Vintage, oriundos de suas propriedades particulares. Os 80 ha de vinhas recém plantadas pelos dois, dentro de alguns anos darão o que falar, e só ajudarão a enobrecer mais os vinhos do nosso querido Douro.</p>
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		<title>Vinho do Porto Dona Antonia</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 11:42:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[O mundo do vinho do porto]]></category>
		<category><![CDATA[champagne]]></category>
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		<description><![CDATA[Este rótulo da Casa Ferreira homenageia a lendária figura de Dna. Antonia Adelaide Ferreira, que ao ficar viúva aos 33 anos, em 1844, dá um grande impulso a Casa Ferreira, tornando-se uma empresária nunca vista em Portugal. Com tenacidade e punho forte, cria seus 2 filhos e transforma a empresa na maior Casa Portuguesa produtora de vinho do Porto. Torna-se a mulher mais rica de Portugal e é considerada muito avançada para o seu tempo. O povo do Douro a considera uma santa, devido ao número de obras sociais que ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este rótulo da Casa Ferreira homenageia a lendária figura de Dna. Antonia Adelaide Ferreira, que ao ficar viúva aos 33 anos, em 1844, dá um grande impulso a Casa Ferreira, tornando-se uma empresária nunca vista em Portugal. Com tenacidade e punho forte, cria seus 2 filhos e transforma a empresa na maior Casa Portuguesa produtora de vinho do Porto. Torna-se a mulher mais rica de Portugal e é considerada muito avançada para o seu tempo. O povo do Douro a considera uma santa, devido ao número de obras sociais que Dna. Antonia implantou em toda a região vinhateira do Douro. No mundo das bebidas e dos vinhos, só 2 outras mulheres construíram uma obra de vulto igual ou comparável a de Dna. Antonia. A Madame Marie Brizard com os licores e a Maden Nicole Clicquot Ponsardin com o Champagne.<br />
Este vinho é um superior tawny com mais de 8 anos, fruto de um blend das melhores pipas de tawnys existentes nos estupendos armazéns da Casa Ferreira em Vila Nova de Gaia.<br />
Pode ser considerado um Porto feminino pela homenagem, mas é um produto de primeira grandeza que não tem rival no seleto mundo das grandes marcas de vinho do Porto.</p>
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		<title>Casta Souzão</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 11:10:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Básico de vinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Douro]]></category>
		<category><![CDATA[Souzão]]></category>

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		<description><![CDATA[Casta de uva tinta típica da Região do Douro. Suas duas maiores qualidades são a forte cor e grande caráter frutado. Na elaboração de grandes Portos Vintages, nota-se sua presença, pois estes vinhos nascem negros e com aromas de frutas vermelhas maduras, como a framboesa.
O mais famoso agrônomo brasileiro, especializado em uvas, Sr. Onofre Pimentel, plantou no final da década de 30, do século passado, na Granja União, próximo de Caxias, 1 há de vinhedos de Souzão para a Companhia Vinícola Rio Grandense. No início da década de 40 foram ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Casta de uva tinta típica da Região do Douro. Suas duas maiores qualidades são a forte cor e grande caráter frutado. Na elaboração de grandes Portos Vintages, nota-se sua presença, pois estes vinhos nascem negros e com aromas de frutas vermelhas maduras, como a framboesa.<br />
O mais famoso agrônomo brasileiro, especializado em uvas, Sr. Onofre Pimentel, plantou no final da década de 30, do século passado, na Granja União, próximo de Caxias, 1 há de vinhedos de Souzão para a Companhia Vinícola Rio Grandense. No início da década de 40 foram elaborados alguns milhares de vinho tinto dessa uva, com adição de aguardente vínica, que ficou por muitos anos na adega da Vinícola Rio Grandense, em Caxias do Sul, sobre a guarda do zeloso Sr. Danilo Calegari.<br />
Hoje, diversas vinícolas do mundo, estão investindo no cultivo desta casta, como por exemplo  a Miolo, em sua propriedade na Fortaleza do Seival, na Campanha Gaúcha.</p>
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		<title>A safra no Douro, em 2008</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 13:43:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Douro]]></category>
		<category><![CDATA[safra]]></category>
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		<description><![CDATA[Excelente maturação dos cachos que resistiram a floração e arrebentação, sob um clima controverso de chuvas e geadas, resultou em uma safra de baixo volume, mas de excelente qualidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pouca, mas de excelente qualidade. Assim sai-se a safra acabada de ser colhida no Douro. Excelente maturação dos cachos que resistiram a floração e arrebentação, sob um clima controverso de chuvas e geadas.<br />
Para os vinhos tintos maduros podemos esperar alguns milagres pontuais, aqueles que o produtor sempre aposta em baixa produtividade por cepa, já nos Portos, será um ano para Vintages, agora é só aguardar o grande momento daqui dois anos por essa boa nova.</p>
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		<title>Pisa de um lagar</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 13:10:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades sobre vinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Douro]]></category>
		<category><![CDATA[lagar]]></category>
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		<category><![CDATA[vinho do Porto]]></category>

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		<description><![CDATA[A pisa de um lagar no Douro, para a elaboração do vinho do Porto, é um dos atos mais bonitos de se ver e participar para aqueles que amam o vinho.
É um trabalho pesado, e muito cansativo, mas o vinho do Porto fez sua história no mundo, nascendo dessa forma. Muito já se fez e se falou desta maravilha, alguns até chegaram a tirar-lhe o romantismo, inventando pisas mecânicas, coisas de ingleses, mas não conseguem e nem conseguirão apagar da memória daqueles que tiveram esse privilégio, que é “cortar” um ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A pisa de um lagar no Douro, para a elaboração do vinho do Porto, é um dos atos mais bonitos de se ver e participar para aqueles que amam o vinho.<br />
É um trabalho pesado, e muito cansativo, mas o vinho do Porto fez sua história no mundo, nascendo dessa forma. Muito já se fez e se falou desta maravilha, alguns até chegaram a tirar-lhe o romantismo, inventando pisas mecânicas, coisas de ingleses, mas não conseguem e nem conseguirão apagar da memória daqueles que tiveram esse privilégio, que é “cortar” um lagar de uvas.<br />
Miguel Torga, nome adotado pelo médico português Adolfo Rocha, foi um dos maiores poetas. Contista e romancista do século XX de Portugal, ele nasceu na aldeia de São Martinho de Anta, em pleno Alto Douro e viu e sentiu como poucos o que é viver e depender da vitivinicultura dorense.<br />
Cantou em suas obras várias passagens sobre esta arte de zelar e ver nascer o vinho do Porto. Em seu romance “Vindima”, há uma passagem sobre a pisa de um lagar, que é descrita como um ato de amor. Vale a pena conferir ou reler:<br />
“De ai a nada, arregaçados, os homens iam esmagando os cachos, num movimento onde havia qualquer coisa de coito, de quente e sensual violação. Doirados, negros, roxos, amarelos, azuis, os bagos eram acenos de olhos lascivos numa cama de amor. E como falos gigantescos, as pernas dos pisadores rasgavam máscula e carinhosamente a virgindade túmida e feminina das uvas. A princípio a pele branca das coxas, lisa e morna, deixava escorrer os salpicos de mosto sem se tingir. Mas a continuação ia tomando a cor roxa, cada vez mais carregada, do moreto, do sousão, da tinta carvalha, da touriga e do bastardo.<br />
A primeira violação tirava apenas a cada cacho a flor de uma integridade fechada. Era o corte. Depois, os êmbolos iam mais fundo, rasgavam mais, esmagavam com redobrada sensualidade, e o mosto ensangüentava-se e cobria-se de uma espuma leve de volúpia. À tona, a roçá-lo como talismãs, passeavam então os volumosos e verdadeiros sexos dos pisadores, repousados mas vivos dentro das ceroulas de tomentos”<br />
<em>Este texto expressa na visão do poeta, como nasce um vinho logo após a sua pisa.</em></p>
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