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	<title>Carlos Cabral &#187; Mendoza</title>
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		<title>A crise em Mendoza</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 22:14:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos em revistas]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[Mendoza]]></category>

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		<description><![CDATA[Sim, o momento é delicado no principal polo produtor de vinhos da Argentina
Nenhum momento é bom em época de crise, principalmente quando se está subindo ou no meio de uma arrancada especial, com vistas a uma posição mundial de destaque. Esta recente crise global, provavelmente provocada por quem não costuma toomar vinho, além de &#8220;ser loiro e ter olhos azuis&#8221;, pegou o vinho argentino em plena ascensão no mercado.
No caso do Brasil, a aceitação do vinho argentino é inconteste. A cada dia bebemos mais rótulos produzidos pelos nossos vizinhos. De ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Sim, o momento é delicado no principal polo produtor de vinhos da Argentina</p>
<p style="text-align: justify;">Nenhum momento é bom em época de crise, principalmente quando se está subindo ou no meio de uma arrancada especial, com vistas a uma posição mundial de destaque. Esta recente crise global, provavelmente provocada por quem não costuma toomar vinho, além de &#8220;ser loiro e ter olhos azuis&#8221;, pegou o vinho argentino em plena ascensão no mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">No caso do Brasil, a aceitação do vinho argentino é inconteste. A cada dia bebemos mais rótulos produzidos pelos nossos vizinhos. De lá chegam regularmente garrafas que compramos por 6,50 reais até 500 reais. As opções de marca já passaram de mil faz tempo. Agora que os vinhos argentinos estavam indo muito bem nos Estados Unidos e na Inglaterra (mesmo com a cizânia nas Malvinas), vem a crise bater-lhes à porta.</p>
<p style="text-align: justify;">Em recente visita a Mendoza para buscar novos vinhos para venda no Brasil, ouvi todo tipo de reclamações contra a inflação real que se abate sobre a Argentina, e que o goverrno federal jura que é &#8220;fantasma&#8221;. Mas a realidade mostra outra coisa. A cada mês, o proodutor de vinhos argentino enfrenta aumentos no preço das garrafas, das rolhas, das caixas de papelão, dos rótulos etc. É impossível fazer grandes estoques, pois são as encomendas que geram e movimentam o mercado. E os pedidos internacionais caíram muito.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns produtores falam em inflação de 25% no ano de 2008 &#8211; assim ninguém aguenta! O que era o mais barato, o vinho em si, também ficou caro, afinal o produtor de uvas não está imune à inflação e aos constantes aumentos de preço. Em dois anos, os fretes de contêineres de Mendoza para Buenos Aires cresceram 400%!</p>
<p style="text-align: justify;">Em meio a essa situação, os amantes do vinho só estão tranquilos em relação à qualidaade. Isso, sim, só melhora. Estive em 20 bodegas e pude provar 148 vinhos. Os Malbec continuam a reinar. Mesmo os mais simples, chamados &#8220;de primeiro preço&#8221;, apresentaram excelente relação custo-benefício. Já os caldos mais elaborados, com médios e longos estágios em carvalho, revelaram-se uma agradável surpresa. Vinhos robustos, com muita elegância, de longevidade garantida. Uma legião de jovens enólogos marca presença na elaboraação desses vinhos. Nem sempre a quantidade é importante, mas a qualidade, finalmente, é a meta a ser atingida.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora o cenário seja escuro (a crise tem feito estragos), é louvável o otimismo do vitivinicultor argentino. Todos que encontrei acreditam que o futuro será melhor e que os vinhos argentinos deverão conquistar mais espaço pelo mundo afora. O Brasil continua a ser a &#8220;menina dos olhos&#8221; dos produtores de lá. Agora, é só rezar para que ambos os governos (do Brasil e da Argentina) não ponham tudo a perder, porque a primeira coisa que os tecnocratas de Brasília e de Buenos Aires sabem fazer nesses momentos é aumentar os impostos. A esses &#8220;sábios da economia&#8221; dou só um conselho: bebam mais vinho. Assim vocês errarão menos.</p>
<p><em>*Texto publicado na revista Prazeres da Mesa em maio de 2009, nº70</em></p>
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		<title>O gigante de concreto</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Mar 2009 19:38:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades sobre vinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
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		<category><![CDATA[Peñaflor]]></category>

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		<description><![CDATA[A Argentina vivia seus melhores dias, economia forte e seu povo tinha o maior e melhor índice de alimentação do mundo, onde trigo, carne e vinho eram abundantes. Poucos sabem disso, mas foram os argentinos, durante muito tempo os maiores consumidores de vinho do mundo, chegando aos 93 litros per capita, isso ainda porque adicionavam soda em seus vinhos, porque se não adotassem essa prática tomariam 186 litros.
Tempos em que um parreiral de Bonarda, a cepa mais cultivada em tempos remotos, chegava a produzir 25 toneladas de uva por ha. ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Argentina vivia seus melhores dias, economia forte e seu povo tinha o maior e melhor índice de alimentação do mundo, onde trigo, carne e vinho eram abundantes. Poucos sabem disso, mas foram os argentinos, durante muito tempo os maiores consumidores de vinho do mundo, chegando aos 93 litros per capita, isso ainda porque adicionavam soda em seus vinhos, porque se não adotassem essa prática tomariam 186 litros.</p>
<p>Tempos em que um parreiral de Bonarda, a cepa mais cultivada em tempos remotos, chegava a produzir 25 toneladas de uva por ha. Sem a modernidade do inóx, os argentinos foram os grandes criadores de imensos depósitos de madeira, que já haviam sido abandonados na Europa,  e também lançaram-se a construção de imensos depósitos de concreto.</p>
<p>A maior bodega da Argentina, a Peñaflor, localizada em Mendoza, e que pertencia a tradicional família de vitivinicultores de origem italiana, os Pulenta, vendia tanto vinho que foi obrigada a construir um gigantesco tanque de concreto, com capacidade para 5,5 milhões de litros de vinho, a uma profundidade de 20 metros do solo. Sobre este tanque, existem outros 10 tanques, também de concreto, com capacidade de 550 mil litros cada, que quando repletos de vinhos, eram despejados no tanque maior de 5,5 milhões de litros para que o corte fosse realizado.</p>
<div id="attachment_770" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.carloscabral.com.br/wp-content/uploads/2009/03/gigante_concreto.jpg"><img src="http://www.carloscabral.com.br/wp-content/uploads/2009/03/gigante_concreto.jpg" alt="Parte interna do tanque de concreto." title="gigante_concreto" width="500" height="333" class="size-full wp-image-770" /></a><p class="wp-caption-text">Parte interna do tanque de concreto.</p></div>
<p>O impressionante desta história é que estes 5,5 milhões de litros atendiam a demanda do mercado por 10 dias, portanto, 3 vezes por mês esta operação era realizada, e o vinho engarrafado, seguia de trem para Buenos Aires, onde era parte distribuído e parte consumido na capital Porteña. Um terminal ferroviário dentro da Peñaflor se encarregava da distribuição.</p>
<p>O impressionante é que hoje este enorme tanque está vazio. Em sua entrada encontra-se uma placa do Guinness Book afirmando ser aquele o maior tanque de concreto do mundo. Seguramente, uma quadra de tênis ou de vôlei pode ser instalada dentro desse enorme espaço, cujas paredes são revestidas de epóxi de cor verde.</p>
<p>Nem todo visitante tem acesso a este tesouro subterrâneo, mas ele é a grande testemunha de uma época que a Argentina anseia muito poder voltar. </p>
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		<title>Uvas Chardonnay</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 11:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Básico de vinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Chardonnay]]></category>
		<category><![CDATA[Mendoza]]></category>

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		<description><![CDATA[A casta branca mais famosa do mundo. Originária da Borgonha, onde dá origem a caldos famosos como o Chablis e Montrachet, esta uva de bagos e cachos pequenos, tem uma boa produção de açúcar sem perder sua importante acidez.
Cultivada por todo o mundo, seus vinhos são de sucesso geral, mesmo jovens ou quando envelhecidos, ou elaborados jovens e frescos ou fermentados em barricas, onde um leve gosto de manteiga se apropria do vinho. Geralmente é utilizada sozinha, poucos são os vinhos de Chardonnay que recebem cortes com outras uvas. Na ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A casta branca mais famosa do mundo. Originária da Borgonha, onde dá origem a caldos famosos como o Chablis e Montrachet, esta uva de bagos e cachos pequenos, tem uma boa produção de açúcar sem perder sua importante acidez.<br />
Cultivada por todo o mundo, seus vinhos são de sucesso geral, mesmo jovens ou quando envelhecidos, ou elaborados jovens e frescos ou fermentados em barricas, onde um leve gosto de manteiga se apropria do vinho. Geralmente é utilizada sozinha, poucos são os vinhos de Chardonnay que recebem cortes com outras uvas. Na América Latina, alguns vinhos Chardonnay já são emblemáticos, como o Montes Alpha do Chile, o Chardonnay da Vinícola Francioni, de Santa Catarina, o Chardonnay Toscanini do Uruguay e o da Vinícola Salentein de Mendoza.</p>
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		<title>José Zuccardi</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 12:43:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personalidades do vinho]]></category>
		<category><![CDATA[Mendoza]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem viaja a Mendoza, na Argentina, não pode deixar de visitar as bodegas da Família Zuccardi. O irrequieto e competente José Zuccardi, recebe a todos com um sorriso único, que é a sua maior marca. Gentil, culto e louco apaixonado por sua profissão de vinhateiro, este cinqüentenário senhor é entusiasmo puro.
Conheço José há 10 anos, e seu entusiasmo é sempre renovável. Aos poucos, à custa de muito trabalho, sendo 90% como empreendedor, José é hoje um exemplo a ser seguido.
Todo o mundo vinícola o respeita e dezenas de produtores patrícios ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem viaja a Mendoza, na Argentina, não pode deixar de visitar as bodegas da Família Zuccardi. O irrequieto e competente José Zuccardi, recebe a todos com um sorriso único, que é a sua maior marca. Gentil, culto e louco apaixonado por sua profissão de vinhateiro, este cinqüentenário senhor é entusiasmo puro.<br />
Conheço José há 10 anos, e seu entusiasmo é sempre renovável. Aos poucos, à custa de muito trabalho, sendo 90% como empreendedor, José é hoje um exemplo a ser seguido.<br />
Todo o mundo vinícola o respeita e dezenas de produtores patrícios seus seguem seus passos, pois sua fórmula é vencedora.  Sempre buscando saber o que o mercado quer beber, José vai a cada ano criando  novos vinhos e apostando em uma enorme coleção de castas nunca testadas na Argentina. A todo instante surge um vinho melhor que o outro, e seus investimentos em tecnologia são sempre renovados. Mesmo sabendo da crise econômica que a Argentina passa no momento, os Zuccardis passam ao largo disso tudo, correndo o mundo e vendendo seus produtos.<br />
Como visionário José logo percebeu que um grande número de turistas visitariam Mendoza à procura de vinhos e de suas coisas, daí a vinícola Zuccardi preparou uma recepção digna a este público. Fez construir no meio de um de seus vinhedos, um super-restaurante, com salas de recepção e loja de produtos temáticos, onde seus vinhos podem ser comprados. O visitante é levado por entre um vinhedo de Torrontés, até chegar ao restaurante e lá o turista pode desfrutar da boa comida, destacando-se as empanadas, onde a de cebola é um destaque à parte. Costumo brincar com José que ele é maior produtor de empanadas do que de vinho, tamanho sucesso que esta iguaria apresenta. Empanadas iguais as da Zuccardi, só as da Família Toso.<br />
De toda a visita, o ponto alto é ouvir o José falar de seu entusiasmo e de suas novas experiências. É cativante e levanta o astral de qualquer um. Não é ensaiado, é natural, José é assim mesmo, vive a cada minuto seus vinhos, como se fosse uma experiência nova. Hoje os vinhos Zuccardi representam a Argentina em todo o mundo. Estão presentes em mais de 60 países, mas o bom mesmo, é tomar um cálice de Santa Julia, por exemplo, na companhia do José, a gente é capaz até de ver a Santa!!!</p>
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		<title>Uma justa homenagem</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Oct 2008 17:57:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias de vinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Chardonnay]]></category>
		<category><![CDATA[Malbec]]></category>
		<category><![CDATA[Mendoza]]></category>
		<category><![CDATA[Pinot Noir]]></category>
		<category><![CDATA[vinho]]></category>

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		<description><![CDATA[O Grupo Pão de Açúcar, que completou 60 anos de sua fundação no último dia 7 de setembro, lançou dois vinhos especiais em homenagem ao seu fundador, o sr. Valentim dos Santos Diniz. Os vinhos são: o espumante brut Reserve Valentim, elaborado no Vale dos Vinhedos pela vinícola Miolo e o Valentim Malbec, elaborado pela Vinícola Peñaflor de Mendoza. 
O primeiro vinho é um corte bem elaborado de uvas Chardonnay e Pinot Noir, que ficaram 18 meses com as leveduras antes de irem para o mercado. 
O segundo é uma ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Grupo Pão de Açúcar, que completou 60 anos de sua fundação no último dia 7 de setembro, lançou dois vinhos especiais em homenagem ao seu fundador, o sr. Valentim dos Santos Diniz. Os vinhos são: o espumante brut Reserve Valentim, elaborado no Vale dos Vinhedos pela vinícola Miolo e o Valentim Malbec, elaborado pela Vinícola Peñaflor de Mendoza. </p>
<p>O primeiro vinho é um corte bem elaborado de uvas Chardonnay e Pinot Noir, que ficaram 18 meses com as leveduras antes de irem para o mercado. </p>
<p>O segundo é uma excelente escolha de Malbecs colhidos em parreiras com mais de 50 anos, que têm baixa produtividade, mas alta concentração de aromas e sabores ao fruto. Estes parreirais antigos, localizados nas cercanias de Mendoza, na Argentina, foram criteriosamente selecionados e apresentam a melhor sanidade e personalidade do varietal Malbec. </p>
<p>O Espumante Valentin tem seu preço em R$ 36,00 e o Malbec Valentin custa R$ 60,00. Todos são uma exclusividade do Pão de Açúcar Supermercados e a edição deste vinhos é limitada, não havendo intenção da empresa em lançar novas safras. </p>
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