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	<title>Carlos Cabral &#187; vinho do Porto</title>
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		<title>Preparando o Vinho do Porto</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 19:20:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[O mundo do vinho do porto]]></category>
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		<description><![CDATA[Obviamente, tudo começa na colheita das uvas, que acontece entre o início de setembro e final de outubro na Região Demarcada do Douro. Em seguida, as uvas são encaminhadas para tanques automatizados de aço inoxidável, onde serão esmagadas. Felizmente, esses tanques automatizados não são a regra de produção no Douro. Muitas vinícolas continuam usando o tradicional método da pisa, ou seja, as uvas são esmagadas por pés humanos, único método utilizado até a década de 1960.
A pisa, que é feita em lagares com capacidade para até 7.500 litros de vinho, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Obviamente, tudo começa na colheita das uvas, que acontece entre o início de setembro e final de outubro na Região Demarcada do Douro. Em seguida, as uvas são encaminhadas para tanques automatizados de aço inoxidável, onde serão esmagadas. Felizmente, esses tanques automatizados não são a regra de produção no Douro. Muitas vinícolas continuam usando o tradicional método da pisa, ou seja, as uvas são esmagadas por pés humanos, único método utilizado até a década de 1960.</p>
<p>A pisa, que é feita em lagares com capacidade para até 7.500 litros de vinho, é um verdadeiro ritual. Homens e mulheres ficam com a metade de suas pernas submersas e esmagam as uvas com uma dança sincronizada enquanto ouvem o som de músicas alegres ou cantam. Os pés humanos são muito mais eficientes do que uma máquina quando o assunto é a pisa. Eles são perfeitos para esmagar as cascas e misturá-las com o sumo sem esmagar as minúsculas sementes que possuem tanino de gosto amargo.</p>
<p>Depois dessa etapa, começa a fermentação – momento em que o açúcar natural das uvas transforma-se em álcool. Quando isso acontece, a fermentação precisa ser interrompida. Nessa etapa, a aguardente de uva é misturada ao vinho. Como a graduação alcoólica da aguardente é altíssima (77%), a levedura do vinho morre, interrompendo a fermentação.</p>
<p>Mas o processo não pára por aí. Em seguida temos o amadurecimento e envelhecimento do vinho, estágios extremamente relevantes. Como existem diversos tipos de Vinho do Porto, as maneiras como eles amadurecem e envelhecem também variam muito. Em todos os casos, o resultado final é um vinho doce e extremamente saboroso.  </p>
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		<title>A história do Vinho do Porto</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 19:17:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
				<category><![CDATA[O mundo do vinho do porto]]></category>
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		<description><![CDATA[Não existem fronteiras para o Vinho do Porto. Mundialmente aceito e admirado, este vinho fortificado é um dos principais produtos de exportação de Portugal. Até os mais inexperientes no mundo de Baco conhecem a fama e qualidade da bebida, mas a história desse tinto adocicado servido em pequeninos copos continua desconhecida por muitos enófilos.
Ainda são pouco conhecidas as origens da cultura da vinha no Douro, mas é certo que o título “Vinho do Porto” surgiu apenas na segunda metade do século XVII. Obviamente a nomeação deriva da cidade do Porto, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não existem fronteiras para o Vinho do Porto. Mundialmente aceito e admirado, este vinho fortificado é um dos principais produtos de exportação de Portugal. Até os mais inexperientes no mundo de Baco conhecem a fama e qualidade da bebida, mas a história desse tinto adocicado servido em pequeninos copos continua desconhecida por muitos enófilos.</p>
<p>Ainda são pouco conhecidas as origens da cultura da vinha no Douro, mas é certo que o título “Vinho do Porto” surgiu apenas na segunda metade do século XVII. Obviamente a nomeação deriva da cidade do Porto, a segunda maior de Portugal, onde a produção de Vinho do Porto é centralizada.</p>
<p>Os comerciantes ingleses tiveram participação essencial no surgimento do Vinho do Porto que começou a ser produzido em 1680. A maioria das empresas produtoras foi aberta pelos britânicos, considerados os descobridores desse néctar. O interesse dos ingleses no vinho português era tanto que Portugal e Inglaterra assinaram, em 1703, o tratado de Methuen, que dava preferência ao vinho português em relação ao francês.</p>
<p>Com a procura cada vez mais alta pelo Vinho do Porto, o Douro tentou adaptar-se às novas exigências do mercado, mas as fraudes no produto foram inevitáveis. Isso fez com que os preços caíssem muito e, por consequência, os ingleses decidissem não comprar mais vinhos por conta das alterações na qualidade da bebida. O resultado foi uma crise para o vinho duriense, cujas exportações praticamente estagnaram em meados do século XVIII. </p>
<p>A grave situação fez com que os vinhateiros (pessoas que preparam ou vendem o vinho) pressionassem o governo para a criação da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, em 1756. Essa instituição garantiu a qualidade do produto e conseguiu controlar as adulterações no vinho. Hoje, essa tarefa pertence ao Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, que garante a autenticidade do Vinho do Porto.</p>
<p>No ano seguinte, em 1757, o estadista português Marquês de Pombal delimitou as principais áreas produtoras de vinho do Vale do Douro. Por essa razão, o Vinho do Porto vem somente de um lugar no mundo: a Região Demarcada do Douro, de 112 quilômetros de extensão.</p>
<p>Vale contar que, no início, o Vinho do Porto não tinha as características que conhecemos hoje. Antes, ele era fortificado com 3% de aguardente de uva, uma quantidade pequena acrescentada apenas para que a bebida suportasse a viagem até a Inglaterra. No ano de 1820, porém, as vendas dispararam com uma safra mais doce e madura. O sucesso foi tanto que os produtores decidiram adicionar uma quantidade maior de aguardente vínica no ano seguinte, visando aumentar a doçura do vinho e conter a fermentação. A nova safra foi um sucesso e resultou na fórmula do Vinho do Porto como conhecemos hoje. </p>
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		<title>O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 19:14:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Douro]]></category>
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		<category><![CDATA[Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto]]></category>
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		<description><![CDATA[O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, antes chamado apenas Instituto do Vinho do Porto, foi criado em 1933 para garantir a autenticidade de um dos produtos mais importantes para Portugal – o Vinho do Porto. O órgão tem a função de certificar e fiscalizar a Denominação de Origem e controlar a qualidade e quantidade dos vinhos. Para isso, faz um rigoroso controle de qualidade em todo processo produtivo. Só depois de completamente aprovado pelo Instituto é que um vinho passa a ter o direito de usar o ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, antes chamado apenas Instituto do Vinho do Porto, foi criado em 1933 para garantir a autenticidade de um dos produtos mais importantes para Portugal – o Vinho do Porto. O órgão tem a função de certificar e fiscalizar a Denominação de Origem e controlar a qualidade e quantidade dos vinhos. Para isso, faz um rigoroso controle de qualidade em todo processo produtivo. Só depois de completamente aprovado pelo Instituto é que um vinho passa a ter o direito de usar o nome “Porto”, recebendo o Selo de Garantia e o Certificado de Denominação de Origem. </p>
<p>O trabalho também é criterioso na hora de declarar a safra. O produtor precisa enviar amostras do vinho ao Instituto declarando formalmente suas intenções. Caso ele receba a aprovação, a safra de seu Porto pode ser declarada e o rótulo pode conter as palavras “Vintage Port”. Declarar ou não o ano de um Vintage é uma opção de cada produtor. Em geral, os anos realmente excelentes para o Vintage são aqueles que foram declarados pela maioria dos produtores, o que acontece poucas vezes por década.</p>
<p>O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto possui três locais onde os visitantes e amantes do Vinho do Porto podem ter ótimas experiências. São três solares, um no Porto, um em Lisboa e o outro na Régia. Todos esses espaços, requintados e acolhedores, organizam degustações de Vinho do Porto, promovem almoços e jantares, e comercializam publicações sobre o Vinho do Porto e a região do Douro. </p>
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		<title>Douro – Conheça a terra onde nasce o Vinho do Porto</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 19:12:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Douro]]></category>
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		<description><![CDATA[Mais de 80 mil propriedades vinícolas estão instaladas no Douro. Os vinhedos plantados na região crescem em um ambiente aparentemente inóspito, nas encostas extremamente íngremes (com inclinações de até 70 graus) formadas por xisto e granito. Esse tipo de solo drena a água, possibilitando que os ramos da videira se infiltrem na terra pelas fendas rochosas, chegando muitas vezes a até 20 metros de profundidade na busca por nutrientes. Completamente enterrados, os ramos encontram um ambiente mais estável e assim conseguem sobreviver ao clima austero da região.
Os invernos no Douro ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de 80 mil propriedades vinícolas estão instaladas no Douro. Os vinhedos plantados na região crescem em um ambiente aparentemente inóspito, nas encostas extremamente íngremes (com inclinações de até 70 graus) formadas por xisto e granito. Esse tipo de solo drena a água, possibilitando que os ramos da videira se infiltrem na terra pelas fendas rochosas, chegando muitas vezes a até 20 metros de profundidade na busca por nutrientes. Completamente enterrados, os ramos encontram um ambiente mais estável e assim conseguem sobreviver ao clima austero da região.</p>
<p>Os invernos no Douro são rigorosos, mas os verões têm fama de ser ainda mais difíceis, podendo chegar a até 50°C. Mas como a região está separada do clima úmido e fresco do oeste de Portugal pela cadeia de montanhas Serra do Marão, o calor na área é muito seco, melhorando as condições para as videiras. </p>
<p>A qualidade das uvas produzidas nos vários vinhedos varia muito por conta das condições distintas a que as plantações estão submetidas, como diferentes altitudes, inúmeros microclimas ou mudanças na orientação do sol, por exemplo. Com toda essa diversidade, fica muito difícil categorizar a região. </p>
<p>Desde a década de 1930, porém, esses vinhedos foram classificados pela Casa do Douro, que concede pontos baseados em critérios como altitude, clima, idade das parreiras, solo, abrigo do vento etc. Todos os anos essa instituição atribui uma autorização a cada viticultor usando uma quantidade de mosto (o sumo e a polpa resultantes do esmagamento das uvas antes da fermentação) de determinada uva que ele pode produzir.</p>
<p>O Douro é separado em 3 subzonas: Baixo Corgo, Alto Corgo e Douro Superior. O Baixo Corgo é onde são produzidos os vinhos do Porto mais simples. Já os vinhos de maior qualidade – como todos os Vintage – vêm dos vinhedos das outras duas subzonas, Alto Corgo e Douro Superior.</p>
<p>Nessas áreas estão plantadas 51 castas de uvas tintas e 38 de uvas brancas. A variedade impressiona, mas a rainha do Douro sem dúvida alguma é a Touriga Nacional, que produz os melhores vinhos devido à intensidade de seu sabor. Além dela, há outras quatro principais: Tinta Barroca, Tinto Cão, Touriga Francesa e Tinta Roriz. </p>
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		<title>Afinal, como é o Vinho do Porto?</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 19:09:45 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O Vinho do Porto é um vinho licoroso, produzido na Região Demarcada do Douro, em Portugal. Existem vários tipos de Porto, mas todos possuem uma inegável riqueza e intensidade de aroma. O teor alcoólico é elevado, geralmente entre 19 e 22%. As cores variam entre o retinto (um tom vinho muito carregado) e o alourado-claro. Já os Vinhos do Porto brancos podem ter cor branca pálida, branca palha e branca dourada. No sabor, um Porto pode ser muito doce, doce, meio-seco ou extra-seco, dependendo do momento de interrupção da fermentação. ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Vinho do Porto é um vinho licoroso, produzido na Região Demarcada do Douro, em Portugal. Existem vários tipos de Porto, mas todos possuem uma inegável riqueza e intensidade de aroma. O teor alcoólico é elevado, geralmente entre 19 e 22%. As cores variam entre o retinto (um tom vinho muito carregado) e o alourado-claro. Já os Vinhos do Porto brancos podem ter cor branca pálida, branca palha e branca dourada. No sabor, um Porto pode ser muito doce, doce, meio-seco ou extra-seco, dependendo do momento de interrupção da fermentação. </p>
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		<title>A taça ideal para um Porto</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 19:08:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para aproveitarmos ao máximo todas as sensações propiciadas por um bom vinho, a escolha da taça correta é essencial. Para cada tipo de vinho há um recipiente diferente, desenvolvido para realçar ao máximo os sabores e aromas da bebida. 
No caso do Vinho do Porto e de todos os vinhos doces e fortificados, as taças perfeitas são aquelas com bojo pequeno, já que esses vinhos são consumidos em menores quantidades. O design do copo também precisa ser mais estreito na parte superior, uma vez que isso ajuda a conduzir o ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para aproveitarmos ao máximo todas as sensações propiciadas por um bom vinho, a escolha da taça correta é essencial. Para cada tipo de vinho há um recipiente diferente, desenvolvido para realçar ao máximo os sabores e aromas da bebida. </p>
<p>No caso do Vinho do Porto e de todos os vinhos doces e fortificados, as taças perfeitas são aquelas com bojo pequeno, já que esses vinhos são consumidos em menores quantidades. O design do copo também precisa ser mais estreito na parte superior, uma vez que isso ajuda a conduzir o líquido diretamente para a ponta da língua, onde o sabor doce é sentido. </p>
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		<title>Tipos de Vinho do Porto</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 19:05:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editorial</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Conheça as principais variedades de Vinho do Porto: 
Vintage
É a elite do Vinho do Porto, o tipo mais caro e mais procurado uma vez que representa apenas cerca de 2% da produção total. Um Vintage não é feito todos os anos, já que depende de condições climáticas perfeitas e não apenas da habilidade de um bom enólogo. As uvas utilizadas em sua confecção são provenientes dos melhores vinhedos do Douro. Quando pronto, o produtor precisa enviar uma amostra do vinho para o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conheça as principais variedades de Vinho do Porto: </p>
<p><strong>Vintage</strong></p>
<p>É a elite do Vinho do Porto, o tipo mais caro e mais procurado uma vez que representa apenas cerca de 2% da produção total. Um Vintage não é feito todos os anos, já que depende de condições climáticas perfeitas e não apenas da habilidade de um bom enólogo. As uvas utilizadas em sua confecção são provenientes dos melhores vinhedos do Douro. Quando pronto, o produtor precisa enviar uma amostra do vinho para o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) para aprovação.</p>
<p>Antes de ser engarrafado, o Vintage descansa em tonéis por cerca de dois anos. Depois desse período, não é refinado ou filtrado, o que resulta em uma boa quantidade de depósito na garrafa. Por essa razão, deve ser decantado ao ser aberto e consumido imediatamente, principalmente quando a safra for muito antiga. </p>
<p><strong>Aged Tawny</strong></p>
<p>São os mais apreciados em Portugal, resultantes de cortes de Vinhos do Porto de várias safras da mais alta qualidade. Por esse motivo, os Aged Tawny são designados em seus rótulos como de dez, vinte, trinta ou quarenta anos, nomenclatura feita pela média de idade dos vinhos misturados. </p>
<p><strong>Colheitas</strong></p>
<p>Os Colheitas (também chamados de Reserva) são um tipo especial e muito raro de Aged Tawny. Eles não representam nem mesmo 1% do total de Vinhos do Porto produzidos. Essa variação é feita a partir de uma única safra e por lei precisa envelhecer por pelo menos sete anos. Na prática, porém, envelhecem muito mais tempo na madeira, às vezes por 40 anos. Por outro lado, não podem envelhecer muito tempo na garrafa. </p>
<p><strong>Garrafeira</strong></p>
<p>Suave como um Aged Tawny, o Garrafeira também é um tipo especial de Vinho do Porto, feito em pouquíssimas quantidades. É produzido a partir de uma única safra excelente e envelhece de duas a quatro décadas. </p>
<p><strong>Crusted</strong></p>
<p>Esse tipo de Vinho do Porto tem esse nome porque tem muito depósito no fundo da garrafa, uma vez que não é filtrado. É um vinho feito a partir do corte de vinhos de várias safras, simples porém muito suculento e encorpado. </p>
<p><strong>Ruby</strong></p>
<p>Entre os tintos, é o menos complexo dos Vinhos do Porto. É o resultado do corte de vinhos jovens de várias safras. Frutado, pode até ser um vinho simples, mas costuma ter variações muito agradáveis.   </p>
<p><strong>Branco</strong></p>
<p>É a mais simples categoria de Vinho do Porto, feita a partir de uvas pouco conhecidas como códega, gouveio, malvasia fina, viosinho e rabigato. Pode ser seco, mas a maioria tem um toque de doçura. Já os chamados “lágrimas”, muito populares em Portugal, são uma variação extremamente doce. </p>
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		<title>O confrade Sérgio de Paula Santos</title>
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		<pubDate>Mon, 10 May 2010 14:38:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personalidades do vinho]]></category>
		<category><![CDATA[vinho do Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Vintage]]></category>

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		<description><![CDATA[No último dia 4 de Maio faleceu em São Paulo, aos 80 anos, o médico e enófilo Sérgio de Paula Santos.
Dr. Sérgio foi uma figura singular no mundo dos vinhos, trazia de casa a cultura e a paixão pelos vinhos herdadas de seu pai. Ao formar-se médico escolheu a otorrinolaringologia como especialidade de atuação e logo embarcou para a Europa a fim de aprimorar sua atividade. Na Alemanha apaixonou-se pelos vinhos brancos da Frankonia, mas nunca deixou de apreciar os bons caldos de Bordeaux e da Borgonha.
Dono de um texto ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No último dia 4 de Maio faleceu em São Paulo, aos 80 anos, o médico e enófilo Sérgio de Paula Santos.</p>
<p>Dr. Sérgio foi uma figura singular no mundo dos vinhos, trazia de casa a cultura e a paixão pelos vinhos herdadas de seu pai. Ao formar-se médico escolheu a otorrinolaringologia como especialidade de atuação e logo embarcou para a Europa a fim de aprimorar sua atividade. Na Alemanha apaixonou-se pelos vinhos brancos da Frankonia, mas nunca deixou de apreciar os bons caldos de Bordeaux e da Borgonha.</p>
<p>Dono de um texto único, Sérgio que era um bibliófilo fiel à literatura séria do vinho, logo enriqueceu seus conhecimentos e transmitiu os mesmos, com muita propriedade por meio de colunas semanais que assinava nos jornais Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo, neste último sua coluna saia aos domingos no Suplemento Feminino.</p>
<p>Foi em 1976 que li os primeiros artigos do Sérgio no Estadão e desde então sempre li seus textos, que antes de tudo davam uma grande aula de história. Sérgio preservou este estilo até o final da década de 80, mas logo passou a ser um crítico ferrenho dos maus vinhos e do desperdício de marketing que estes vinhos consumiam, geralmente passando mensagens enganosas, sem nenhum conteúdo sério.</p>
<p>Quando no final da década de 70 tive a ideia de criar a SBAV – Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho &#8211; convidei o Sérgio para juntar-se a nós. Em uma carta datada de 8 de Novembro de 1978 enviada a ele, expus a minha intenção de reunir enófilos por  este Brasil afora, mas infelizmente não obtive resposta.</p>
<p>Sérgio prosseguiu sua carreira de enófilo escrevendo compulsivamente, e de início buscou inspiração nos encontros regulares na célebre Pensão Humaytá, residência do grande historiador pátrio Yan de Almeida Prado, que por décadas foi o reduto mais civilizado no qual uma boa mesa encontrava guarida.</p>
<p>Seus escritos deram origem a muitos livros, que foram formados pela coletânea de textos publicados na imprensa e como dizia ele: &#8211; sem cortes, textos integrais. A vontade de ter uma tribuna livre para os seus artigos levo-o a juntar-se com o amigo Nelson Duarte no projeto do Jornal do Vinho, primeiro jornal de vinhos editado em São Paulo, onde o competente e saudoso jornalista Evaristo Mileck Jr. fazia a editoração.</p>
<p>No ano de 1992, Sérgio visitou a Casa Cabral, a loja de vinhos que tive na Rua Padre João Manuel e perguntou-me se eu tinha um Porto Vintage 1929. Era o ano de seu nascimento e ele ainda não tinha provado um Porto daquela emblemática data. Informei que tinha uma garrafa em casa de um Vintage elaborado na Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, então propriedade do confrade Nuno de Carvalho, gentil amigo Cônsul Honorário do Japão na cidade do Porto e que residia em Pedras Rubras, na casa que abrigou o nosso Imperador Dom Pedro I, quando este foi a Portugal lutar pelo trono português para sua filha D. Maria II.</p>
<p>De pronto informei ao Sérgio que aquela garrafa já  era dele, mas Sérgio propôs uma troca, queria dar-me um livro sobre o Vinho do Porto, de sua biblioteca, assim faríamos uma troca. Aceitei e não sei se Sérgio degustou aquele vinho.</p>
<p>Em 1985 Sérgio foi admitido como Cavaleiro na Confraria do Vinho do Porto, então passamos a ser confrades e nos encontramos muitas vezes em torno de bons cálices deste grande vinho civilizador.</p>
<p>Sérgio deixou uma vasta obra escrita, são de destacar os livros:</p>
<p>“O Vinho Nosso de Cada Dia”, “Vinho e Cultura”, “O Vinho, a Vinha e a Vida”, “Vinhos, a Mesa e o Copo”,  “Vinho e História”, “O vinho e suas circunstâncias”, “Memórias de Adega e Cozinha” e “Os Caminhos de Baco”, sendo que neste último considero a dedicatória que fez em homenagem a sua família a mais bonita de todas que encontrei até hoje neste mundo do vinho, diz o texto: “Para Marina, a boa cepa em cuja sombra cresceu nosso pequeno vinhedo: Sérgio,Rodrigo e Mateus.”</p>
<p>Atualmente Sérgio era leitura obrigatória nas páginas da Revista Vinho Magazine, sua tribuna, onde não media críticas à cultura enlatada do vinho que tomou conta do Brasil, fazendo surgir um grande número de “enochatos”.</p>
<p>Sérgio foi um purista do vinho e cultivou na mesma intensidade amigos e críticos às suas idéias. Passou por nós e marcou sua presença. Então como ele sempre dizia:</p>
<p>“EVOÉ CONFRADE SÉRGIO!!!! </p>
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		<title>Paulo Milagres Junior (1945-2009)</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 03:18:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias de vinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Milagres]]></category>
		<category><![CDATA[SBAV]]></category>
		<category><![CDATA[vinho do Porto]]></category>

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		<description><![CDATA[É sempre muito triste ter que falar de amigos do vinho que partem deste vinhedo e vão cultivar novos vinhedos em outros lugares.
Paulo Milagres, amigo do vinho desde 1982, tinha um jeito singular de ser, se encantava com o vinho, mas muito mais com os amigos com quem estava degustando. As notas e as qualidades organolépticas dos vinhos eram só um detalhe, o que valia era a amizade com seus confrades em Baco.
Entusiasta, deu grande contribuição com seu trabalho nos anos iniciais da SBAV- Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É sempre muito triste ter que falar de amigos do vinho que partem deste vinhedo e vão cultivar novos vinhedos em outros lugares.</p>
<p>Paulo Milagres, amigo do vinho desde 1982, tinha um jeito singular de ser, se encantava com o vinho, mas muito mais com os amigos com quem estava degustando. As notas e as qualidades organolépticas dos vinhos eram só um detalhe, o que valia era a amizade com seus confrades em Baco.</p>
<p>Entusiasta, deu grande contribuição com seu trabalho nos anos iniciais da SBAV- Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho, ocupou várias Diretorias da entidade e deu sempre o melhor de si para com a nossa causa de promover o vinho por este Brasil afora.</p>
<p>Não gostava de estrelismo, mas sempre se fazia presente com seu trabalho e dedicação aos amigos. Certa vez organizou e capitaneou uma visita de membros da SBAV para Portugal, eu ajudei na organização do programa no qual constava a visita à várias casas produtoras de Vinho do Porto, como a tradicional Casa Ferreirinha. Paulo pediu que eu intercedesse junto ao grande mestre e enólogo Fernando Nicolau de Almeida a compra de um Porto Vintage 1945, ano de seu nascimento. Falei com o Sr. Fernando e ouvi uma promessa.</p>
<p>Ele iria ver se a Casa dispunha de alguma garrafa para vender. Durante a visita, o Sr. Fernando comunicou ao Paulo que não havia mais Vintages 1945 para venda. Ok, Paulo aceitou o fato e continuou a visita. À noite, ao chegar ao hotel, em seu quarto encontrou um pacote, com um bilhete do Sr. Fernando dizendo:<br />
Para a venda não temos, mas para ofertar a um amigo temos!</p>
<p>E lá  estava a garrafa do tão sonhado Porto Vintage 1945, um dos melhores anos do século passado.<br />
Na volta da viagem, Paulo foi categórico:<br />
- Só  abrirei esta garrafa com a tua presença, iremos degustar juntos!</p>
<p>O tempo passou, Paulo foi fazer o caminho de São Tiago, na Espanha, e voltou melhor ainda. Seu coração era só alegria, e quando fez 60 anos, marcou um almoço em Família, e lá  fui eu e Leda, com a tenaz em punho abrir aquela raridade.<br />
Presentes neste momento solene, sua esposa Ana, seus filhos Letícia e Rodrigo, sua mãe, sua irmã, Leda e eu.</p>
<p>O Porto foi magistralmente aberto e decantado, e um grande queijo da Serra da Estrela e mais uma saborosa torta de amêndoas, obra da esposa do Paulo nos acompanharam naquela liquidação da garrafa. Tudo foi documentado em um bom e saudoso registro fotográfico.</p>
<p>Muitos vinhos degustamos juntos, nossas famílias sempre nos acompanharam nesta doce empreitada.<br />
Agora tenho alguns Portos para degustar e o Paulo não esta mais aqui. Já sinto sua falta, afinal, como todos sabem, uma amizade nascida com vinho é eterna, mas devo esperar a minha partida para continuar degustando bons vinhos com o meu amigo. Foi isso que pedi a ele quando me despedi.</p>
<p>Paulo vá  reservando algumas garrafas para nós onde você estiver, eu levo as taças!<br />
Até  breve amigo!</p>
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		<title>Uma excelente prova de vinhos do Douro</title>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 18:50:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias de vinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Douro]]></category>
		<category><![CDATA[IVDP]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Vintage]]></category>
		<category><![CDATA[provas]]></category>
		<category><![CDATA[vinho do Porto]]></category>

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		<description><![CDATA[No último dia 28 de abril, a convite do IVDP – Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, dirigi uma prova de vinhos do Douro para jornalistas e enófilos convidados, nos salões do Hotel Unique, em São Paulo.
Depois do repentino, e felizmente contínuo sucesso dos vinhos do Alentejo, em todo o mundo, os Vinhos do Douro vivem um momento igual.  Há séculos que se produzem vinhos maduros nesta centenária região produtora de vinhos de Portugal, onde o vinho do Porto reina absoluto, mas o Vinho do Porto lhe ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No último dia 28 de abril, a convite do IVDP – Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, dirigi uma prova de vinhos do Douro para jornalistas e enófilos convidados, nos salões do Hotel Unique, em São Paulo.</p>
<p>Depois do repentino, e felizmente contínuo sucesso dos vinhos do Alentejo, em todo o mundo, os Vinhos do Douro vivem um momento igual.  Há séculos que se produzem vinhos maduros nesta centenária região produtora de vinhos de Portugal, onde o vinho do Porto reina absoluto, mas o Vinho do Porto lhe roubava as glórias. </p>
<p>Foi só á partir da década de 50 do século XX, que os vinhos maduros do Douro começaram a ser elaborados visando a atender ao gosto internacional, saindo assim da produção artesanal, que matava a sede dos do povo Dorense. É dessa época que o então enólogo da Casa Ferreirinha Fernando Moreira Paes Nicolau de Almeida apelidado pelo pessoal do Douro de “cheirista”, apresenta ao mundo o seu mítico, Barca Velha. Este vinho reinou absoluto no mundo dos vinhos tintos do Douro até o início do século XXI.</p>
<p>Agora, uma centena de rótulos de vinhos tintos, brancos e até espumantes produzidos no Douro alegram os nossos corações.</p>
<p>Que  a região do Douro produz excelentes tintos, isto muita gente já sabia, e quem foi o primeiro a falar sobre este assunto foi o célebre Barão Joseph James Forrester, lá pelos idos de 1840. </p>
<p>Foi uma necessidade comercial recente que fez com que os tradicionais produtores de Vinho do Porto passassem a dar mais atenção ao potencial que a região tem em elaborar vinhos maduros de alta qualidade, pois o mercado de vinho do Porto, luta bravamente para manter seus números, diante de uma grande concorrência com o surgimento de novos vinhos e outras bebidas mais fortes no mundo dos destilados.</p>
<p>A prova  que realizamos, só veio a firmar em definitivo, que em muito breve, os vinhos maduros do Douro receberão do mercado internacional o título de melhores tintos das terras lusitanas.<br />
A seleção de vinhos degustados foi primorosa, o que mais chamou a atenção de todos é que nenhum dos 15 vinhos degustados apresentou um mínimo defeito que colocasse sua qualidade em discussão. Pareceu uma prova entre amigos, todos os vinhos apresentaram qualidades superiores e seus taninos maduros encantaram à todos os presentes.</p>
<p>Começamos degustando o espumante Vértice Reserva 2005, uma bem elaborada mescla das uvas Códega, Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato, Touriga Franca, esta em maioria com 30% do blend, e a Viosinho. Todas as principais características positivas de um espumantes se encontravam presentes, chamando atenção o leve aroma de pão tostado, tão típico em espumantes mais velhos e bem nascidos.</p>
<p>Em seguida foram degustadas algumas garrafas do Redoma Reserva Branco 2006, incontestavelmente o melhor vinho branco de Portugal, até o momento. Nascido pelas mãos do amigo e Confrade Dirk Niepoort, que ao longo do tempo tem se mostrado como um dos mais brilhantes criadores de vinhos do Douro, este vinho tem origem em cepas com mais de 60 anos de cultivo, e esta maravilha é um blend  de Rabigato, Codega, Donzelinho, Viosinho e  Arinto. Tem maturação de 8 meses em carvalho, fato que ajuda em muito a torná-lo resistente, pois este é um caso raro de branco de Portugal que chega fácil aos 10 anos sem perder a qualidade. Vinho completo, que preenche a boca e ainda deixa muita saudade após a degustação, seu retrogosto é espetacular.</p>
<p>Seguiram-se a degustação dos outros 13 vinhos tintos reservados para essa ocasião.</p>
<p>Começamos com o Post-Scriptum 2006, da bem sucedida parceria Prats &#038; Symington, tradicional e muito antiga família inglesa produtora de afamadas marcas de vinho do Porto.</p>
<p>Este vinho é o resultado de um harmonioso casamento das 3 cepas tintas mais emblemáticas do Douro, a Touriga Nacional, a Touriga Franca e a Tinta Roriz. Com 13,5% de álcool, quase não se sente este volume, devido à maciez que o vinho tem. Taninos firmes, mas suaves, e uma presença no olfato muito agradável.  A parceria entre a família Prats de Bordeaux, que produz o não menos lendário Cos d’Estournel em Saint-Estèphe e os Symington, que já são uma lenda no setor do Vinho do Porto, não podia ser melhor, o resultado foi excepcional.</p>
<p>Uma novidade chamada Bons Anos, um Douro tinto de 2006, produzido pela Quinta das Hidrângeas e importado pela Magna Import, surpreendeu a todos pela exuberante qualidade.</p>
<p>Um harmonioso casamento entre as castas Touriga Franca, Tinta Roriz e Touriga Nacional, com uma potência de 14% vol, que no início da prova se torna imperceptível, agradou a todos os presentes, pois o vinho apresentou-se harmônico e com taninos suaves, o que lhe facilitava a prova.</p>
<p>Seguiu-se a prova com o Quinta do Cachão Touriga Nacional 2006 das Caves Messias. Vi o nascimento deste rótulo há passados 10 anos, quando a família Messias começou a produzir seus tintos maduros no Douro, onde já por muitas décadas produz seus afamados Vinho do Porto. Um verdadeiro “torpedo”, pois este vinho tem 15% de álcool. As framboesas maduras e ameixas pretas estão presentes fortemente nos aromas deste vinho, embora tenha só 6 meses de estágio em carvalho, toques leves e delicados de baunilha se fazem sentir. Uma ousadia da casa, pois este mono vinho da casta de Touriga Nacional veio para se firmar como vinho emblemático da Casa Messias.</p>
<p>Sandra Tavares e Cristiano Van Zeller assinam a próxima obra de arte, trata-se do vinho Quinta do Vale Dona Maria, já bastante aclamado como o melhor vinho tinto do Douro, depois do mítico  Barca Velha. Cristiano Van Zeller faz parte do grupo de jovens apelidados de “Douros Boys” que fizeram uma revolução em termos de vinhos de mesa na região do Douro.</p>
<p>Uma grande representação da vitivinicultura típica do Douro está presente neste vinho, nada menos que 7 uvas estão na sua composição, são elas: Tinta Amarela, Rufete, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Francesa, Touriga Nacional e Sousão. Este vinho passa 2 anos em barricas de carvalho, e tem uma cor rubi intenso e profundo. Seu retrogosto é longo, persiste e é muito agradável. Trata-se de um vinho que pode ser degustado com estas mesmas qualidades daqui a 20 anos.</p>
<p>O “pequeno” grande produtor do Douro Domingos Alves de Sousa enviou o seu vinho, não menos famoso, o Quinta da Gaivosa Vinha de Lordelo 2005. Com uma produção de apenas 3.500 garrafas, que tiveram sua origem em uma propriedade de apenas 2,5 ha, onde ainda existem vinhas com mais de 100 anos. Domingos informa que a base principal de seu vinho são as uvas Tinta Amarela, Sousa e Touriga Nacional e “outras”, estas outras como sabemos, fazem parte dos vinhedos antigos tradicionais do Douro, onde uma mescla de cepas eram cultivadas todas juntas. Este vinho tem 15,5% de álcool,o que o torna incomum no mundo dos vinhos tintos maduros, seus taninos são doces e macios , o estágio em barricas nova de carvalho francês é de 15 meses, e sua prova provoca um certo prazer, satisfação, logo interrompido pelo elevado grau alcoólico. Seguramente este é um vinho, longevo, pois resistirá facilmente, preservando suas qualidades por mais de 30 anos!</p>
<p>O mítico vinho Pintas seguiu a prova. Esta obra de arte da lavra de Dirk Niepoort, recebeu todos os louros dourados das maiores autoridades em pontuação de vinhos de todo o mundo. Trata-se de uma unanimidade. Sem medo de errar, o rótulo informa que este vinho foi elaborado com Touriga Franca, Tinta Amarela e outras ”27 castas”, que harmonicamente dão origem a esta jóia da vitivinicultura portuguesa. Pisa a pé em lagares de granito e estágio de 18 meses em barricas de carvalho francês, com uvas cultivadas há passados 70 anos são os pontos chaves para obtenção desta jóia. Toda essa maravilha vem de um pequeno vinhedo de 2 ha localizado na região do Pinhão, no Alto Douro.</p>
<p>O vinho Vértice Grande Reserva Tinto 2006 apresentou-se com 14,5% de álcool, e tem o destaque para aromas que lembram especiarias. Tem uma produção de apenas 8.000 garrafas e se apresenta na boca como um vinho rico, pujante, mas sem se deixar destacar e surpreender pelos seus taninos macios.</p>
<p>Da emblemática e desejada Quinta do Noval veio para a prova o seu Douro DOC 2005. Elegante vinho elaborado pelo Rei dos Vintages, António Agrellos, este Noval tem um corte de 40% de Touriga Nacional, 50% de Touriga Franca e 10% de Tinto Cão. Não foi nenhuma novidade que dos mais belos terraços do Douro surgisse este maravilhoso vinho, rico em aromas e de um paladar memorável. Uma complexidade na boca, que logo deixa saudades!</p>
<p>No conjunto de vinhos degustados, onde todos apresentaram qualidades superiores, um haveria de se destacar, e foi o Quinta do Crasto Vinhas Velhas 2006. Oriundo de cepas com mais de 70 anos de cultivo, este potente vinho de 14,5% de álcool deixou todos os degustadores perplexos. Esgotaram-se os adjetivos, foi melhor ficar quieto do que buscar palavras para descrevê-lo afinal estava-se diante de uma perfeição e perfeição não se comenta, admira- se e goza-se o momento! A topografia íngreme desta Quinta, aliada aos cuidados quase individuais que cada pé de uva recebe, só podia acabar nesta magistral obra de arte. Degustar este vinho é dar um bom presente a alma!</p>
<p>O Quinta Nova Reserva Tinto 2005, tem sua origem na famosa Quinta Nova de Nossa senhora do Carmo, hoje pertencente à Casa Burmester, mas que em tempos passados, por herdade, pertenceu aos herdeiros da Coroa de Portugal, os Duques de Bragança. Com uma produção de apenas 12.000 garrafas, este vinho de 14,0% teve uma maceração prolongada por 7 dias, tendo depois estagiado por 16 meses em barricas de carvalho novo, todas oriundas da França. O enólogo Francisco Montenegro foi competente e dar a este vinho o que ele merece, tempo para estar pronto para vir ao mercado. Vinho rico, robusto, elegante e com taninos macios, é um grande companheiro de um cordeiro assado ou até um bom arroz de pato, típico do Douro.</p>
<p>As surpresas não parariam por aí. Tínhamos ainda o Quinta das Tecedeiras Reserva Tinto 2005 para provar. Qualquer adjetivo seria pouco para descrever este caldo rico do Douro. Um grande vinho, ou melhor, um senhor vinho, destinado a poucos apreciadores que buscam vinhos vivos, robustos, mas educados, elegantes e finos. Todos estes adjetivos qualificativos são poucos para descrever esta agradável surpresa.</p>
<p>Seguiu-se a prova com o CARM Grande reserva 2005, produzido pela Casa Familiar Roboredo Madeira, que desde o século XVII se ocupa com vinhos.</p>
<p>Um clássico do Douro com Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca, com 14% de álcool, este vinho tem aromas pronunciados de frutas vermelhas maduras e toques florais que lembram a Esteva, flor típica do Douro. Com 12 meses de carvalho e mais 6 meses de estágio em garrafa, antes de ir para o mercado.</p>
<p>A prova foi encerrada com a degustação do Evel Grande Reserva Tinto 2006.<br />
Emblemático vinho, um dos primeiros vinhos maduros do Douro a serem elaborados, que fez sua entrada no mercado ainda na década de 70 do século passado, este vinho só tem evoluído a cada ano. Atingiu um patamar de qualidade invejável. Destacou-se dentre todos os provados, por ter um álcool de 12,8%, ou seja, vinho ao estilo mias normal que estávamos acostumados a encontrar. Oriundo de um elaborado corte de Touriga Nacional, Touriga Francesa, Tinta Roriz e Tinto Cão, este vinho nasce no Pinhão, no Alto Douro e estagia por 18 meses em barricas de carvalho. Vinho complexo e extremamente agradável à boca e ao paladar.</p>
<p>No conjunto geral, foi uma mostra adulta e inteligente, pois deixou todos os 40 provadores perplexos e acuados quanto as suas considerações, pois não havia defeito em nenhum vinho, fato que obriga a todos a por a cabeça a pensar, uma vez que qualificar e destacar defeitos é muito mais fácil que aceitar virtudes, e prestar honras a elas.</p>
<p>São ações como estas que engrandecem os serviços do IVDP, são provas incontestes da qualidade de uma região centenária, que se redescobre a cada dia. </p>
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